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Arquivo da categoria: Notícias

MAIS DE MIL REFUGIADOS JÁ CHEGARAM À SÃO PAULO FUGINDO DA CRISE MUNDIAL

http://globotv.globo.com/rede-globo/sptv-2a-edicao/t/edicoes/v/mais-de-mil-refugiados-ja-chegaram-a-sao-paulo-fugindo-da-crise-mundial/4477986/

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Publicado por em 21/09/2015 em Notícias

 

Santos se mobiliza para ajudar refugiados sírios em São Paulo

SANTOS – A cidade também está mobilizada para ajudar os refugiados sírios que estão em São Paulo. Neste sábado (19) haverá um mutirão de arrecadações, das 10h às 17h, na Praça Visconde de Ouro Preto, s/nº, no Estuário em Santos (ao lado do OS da Zona Leste).

Para ajudar, você pode doar roupas, material de higiene pessoal, fralda, leite em pó, alimentos não perecíveis e material escolar (lápis, caneta, borracha, marca-texto, régua, e caderno para que possam ensinar português a eles). Acesse o link do evento no Facebook .

Os sírios formam o maior contingente de refugiados no país. Segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), o são 8400 refugiados no país, sendo que 2.077 são imigrantes da Síria. As principais causas dos pedidos de refúgio são violação de direitos humanos, perseguições políticas, reencontro famílias e perseguição religiosa.

http://santaportal.com.br/11506-Brasil-tem-uma-boa-pol%C3%ADtica-de-acolhimento-de-refugiados

Locais de arrecadação:

Evolution Eventos (R. Bolivar, 201 – Boqueirão), em Santos.

De segunda à sexta, das 10h às 17h.
Tel.: (13) 3222-6054

Escola Lupe Picasso (Av. Bernardino de Campos, 356/358 – Vila Belmiro / Canal 2), em Santos.

De segunda à sexta, das 9h às 19h.
Tel.: (13) 3225-6436

Fonte: http://santaportal.com.br/11641-santos-se-mobiliza-para-ajudar-refugiados-sirios-em-sao-paulo

 
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Publicado por em 21/09/2015 em Notícias

 

refugiados árabes vivem experiência singular em São Paulo

http://outraspalavras.net/blog/2015/09/16/video-refugiados-arabes-vivem-experiencia-singular-em-sao-paulo/

 
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Publicado por em 21/09/2015 em Notícias

 

Prefeitura de São Paulo articula rede de serviços para atender refugiados

Município oferece serviços gratuitos de saúde e educação, encaminhamento para oportunidades de trabalho, acordos para facilitar a obtenção de documentos, facilidade na abertura de contas bancárias e passeios culturais para as crianças.

Via Portal da Prefeitura de São Paulo em 14/9/2015

Com objetivo de receber bem e dar melhores condições aos refugiados de guerra na Síria, no Oriente Médio, a Prefeitura tem articulado e ofertado, há mais de um ano, uma série de serviços municipais existentes na rede para o atendimento da população que chega ao Brasil, e mais especificamente, na cidade de São Paulo. Além de abrir as portas do Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes (Crai), o primeiro do país, inaugurado em agosto do ano passado e que também atende outras nacionalidades, o município oferece ainda serviços gratuitos de saúde e educação, encaminhamento para oportunidades de trabalho, acordos para facilitar a obtenção de documentos, abertura de contas bancárias e passeios culturais para as famílias refugiadas. As ações são feitas pelas secretarias municipais responsáveis por cada um dos serviços oferecidos, articuladas pelo São Paulo Carinhosa, política municipal para a primeira infância, que realiza reuniões mensais com lideranças dos refugiados.

Por meio de um acordo do município com a Polícia Federal e entidades religiosas e da sociedade civil, os refugiados de todas as nacionalidades que chegam na cidade tem prioridade na obtenção do Registro Nacional de Estrangeiros (RNE), necessário para permanência no país. Mesmo antes de o documento ficar pronto, por meio de um protocolo emitido, eles podem ainda dar entrada no pedido do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e abrir uma conta bancária no Banco do Brasil, que também fechou parceria com a Prefeitura para facilitar o acesso a essa população.

No apoio ao encaminhamento para oportunidades de emprego, o Centro de Apoio ao Trabalhador (CAT) da Luz, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, realiza todas as sextas-feiras, das 9 às 17 horas, um atendimento com tradutores em diversos idiomas para ajudar o imigrante a obter carteira de trabalho e ser encaminhado para uma vaga. Além disso, o município realiza contatos com empresários. Por meio dessa articulação, por exemplo, uma franquia de restaurantes mexicanos contratou cerca de 30 sírios para atuarem em suas lojas. A medida traz dignidade ao refugiado, que pode iniciar o planejamento financeiro de sua vida no Brasil.

“Há pelo menos um ano e meio, em parceria com entidades religiosas, nos organizamos para fazer um acolhimento mais humanizado para famílias refugiadas sírias, que chegam de uma situação de adversidade, em geral com crianças e não falam nosso idioma. Desde o começo, nossa diretriz sempre foi respeitar suas características culturais, de religião e suas vivências”, afirmou a primeira-dama e coordenadora do São Paulo Carinhosa, Ana Estela Haddad.

Com documentação, conta bancária e encaminhamento para oportunidades de emprego, a população refugiada também precisa de acesso aos serviços públicos de saúde, e por isso, conta com toda a rede de hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ambulatórios e Hospitais Dia da Rede Hora Certa, bastando procurar a unidade da região onde reside, com comprovante de residência e os documentos pessoais para ser atendido. Além disso, dois equipamentos públicos municipais servem de referência aos sírios: UBS Vila Constança, na Cidade Ademar, zona sul, e UBS Pari, na zona leste.

Um mutirão foi realizado em maio de 2014 na Mesquita do Pari, onde 200 pessoas foram atendidas e receberam cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante todo o ano passado, a maior oferta foi de vagas em Odontologia, com 80 agendamentos, e cerca de 50% deles retornaram para consultas. Neste ano, a média de comparecimentos diários à UBS é de quatro usuários para serviços como orientação e vacinação. Atualmente, há cerca de 30 famílias cadastradas em equipe de Estratégia de Saúde da Família (ESF) na unidade. Em março deste ano, a UBS Vila Constança, na zona sul, realizou uma recepção aos sírios, com atendimento de cerca de cem pessoas, que foram cadastradas e receberam a cartão do SUS. Atualmente, três famílias são acompanhadas com frequência pela unidade, além de outras que procuram o equipamento esporadicamente, em especial para vacinação.

Focos das ações, as crianças de famílias refugiadas também têm garantido o acesso à educação. Além de toda a rede municipal ofertada, a Escola de Ensino Fundamental (Emef) Pari é uma referência no atendimento das crianças sírias. Para integração das famílias com o Brasil, mensalmente, a São Paulo Carinhosa promove passeios culturais. Entre os locais já visitados pelos sírios estão o Sesc Interlagos, o Parque Ibirapuera, a Oca e a exposição “Maia”. Durante a Virada Cultural, as crianças refugiadas puderam interagir com brasileiros na Viradinha, que aconteceu na Biblioteca Infanto-juvenil Monteiro Lobato.

“Como essas famílias trazem na sua memória a vivência de uma guerra civil, além dos serviços sociais, procuramos oferecer um pouco de lazer e cultura para ela, ao levá-las em atividades culturais, como a Viradinha Cultural”, disse Ana Estela.

Mutirões
Além dos serviços fixos, a Prefeitura já organizou dois grandes mutirões de atendimento aos refugiados sírios, no Pari e Santo Amaro, que atenderam cerca de 1 mil pessoas, sendo 85 crianças. Os mutirões, além de atividades lúdicas para crianças, reuniram os serviços ofertados em trabalho, saúde, assistência social e direitos humanos em um mesmo local.

“A estratégia de organizar mutirões partiu de uma força-tarefa entre as secretarias do comitê gestor da São Paulo Carinhosa, com o objetivo de tornar a cidade e sua rede de serviços mais acessível a essas famílias, seguindo a linha do que a Prefeitura tem realizado na política para imigrantes em toda a capital. Ao reunir num espaço as secretarias de Direitos Humanos, Educação, Saúde, Assistência Social e Trabalho, a Prefeitura pôde garantir um suporte integrado efetivo e inseri-las em nossa rede de atendimento”, afirmou a coordenadora do São Paulo Carinhosa.

Centro de referência
Desde agosto do ano passado, o Centro de Referência e Acolhida para o Imigrante (CRAI), localizado na Bela Vista, acolheu 20 famílias de refugiados com 31 crianças. De responsabilidade da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, o CRAI tem capacidade para até 110 pessoas na área de acolhida, que funciona 24 horas, e também oferece serviços complementares como atendimento especializado aos imigrantes em diversos idiomas, como inglês, francês, espanhol, creole, árabe, além de português, com serviços como agendamento para atendimento na Polícia Federal, intermediação para trabalho e informações sobre regularização migratória, documentação e cursos de qualificação.

No centro de referência, é oferecida ainda orientação jurídica, com atendimento diário, das 8 às 17 horas, realizada por profissionais especializados na questão migratória, e apoio psicológico com atenção especial aos solicitantes de refúgio e imigrantes em situações de maior vulnerabilidade. O CRAI realiza também o encaminhamento das crianças para creches e dos adultos para emprego, além de oferecer curso de português, e o cadastramento dos refugiados no CadÚnico (cadastro único), porta de entrada para os programas sociais do governo federal, como Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

Além disso, a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) mantém um centro de acolhida para mulheres e filhos imigrantes na região da Penha. A capacidade do local é para atender até 80 pessoas.

 
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Publicado por em 21/09/2015 em Notícias

 

Um novo rumo para os imigrantes e refugiados de São Paulo

Nos meandros do centro de São Paulo surge uma nova perspectiva para os imigrantes, refugiados de conflitos ou não, que aportam nos aeroportos e rodoviárias da cidade. Há cerca de um ano e meio, a Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes), por meio de um projeto de seu fundador e diretor executivo, frei David Santos, iniciou um curso básico gratuito de português para imigrantes e refugiados que procuram uma esperança na maior metrópole do País.

“Eu só tenho que agradecer este lugar”, diz Richard Mahognon, de 24 anos, nascido em Benin, no oeste da África, no Brasil há cerca de um ano e cinco meses, em uma pequena sala na Educafro onde conversou com Brasileiros. Mahognon contou que veio para o Brasil em um programa do governo federal, o PEC-G (Programa de Estudantes-Convênio de Graduação), que oferece possibilidades de formação superior para cidadãos de países em desenvolvimento que possuem acordos educacionais e culturais com o Brasil. Richard conseguiu uma vaga na Universidade Federal da Paraíba e foi para o Nordeste no início de 2015.

Um dos requisitos do PEC-G para que o imigrante consiga passar mais de um semestre na universidade é uma avaliação de português. A questão é que muitos imigrantes não conseguem atingir este objetivo por uma série de fatores e acabam sendo obrigados a retornar para seus países. Este foi o caso de Richard, que chegou com um mês de atraso para o seu curso na Paraíba devido às burocracias do programa e não conseguiu passar no exame de proficiência de português. Uma grande decepção para quem saiu de seu país para poder estudar. “Decidi vir para o Brasil porque é melhor para os estudos. Para estudar na faculdade em Benin é uma bagunça”, conta.

Richard Mahognon, do Benin, e Alfred Ekanga, do Camarões - Foto: Wanderley Preite Sobrinho/Brasileiros

Após a frustração com a prova, o beninense atravessou o País, desembarcou em São Paulo há cerca de uma semana e solicitou a ajuda de Frei David e da Educafro.”Tive que pedir auxílio porque aqui não tem ajuda. Cheguei aqui com um mês de atraso, fiquei seis meses para estudar língua portuguesa e fui reprovado. Pela lei brasileira eu deveria pegar minhas malas e ir embora.” Ao descobrir a Educafro através de um amigo africano, Richard também encontrou um novo panorama para sua vida no Brasil com as aulas do idioma falado no Brasil.

No pequeno cômodo em que Brasileiros conversou com o imigrante, também estava presente o camaronês Alfred Ekanga, de 30 anos, que, assim como Richard, deixou sua terra natal, e seu emprego como agente de viagens, em busca de melhores condições educacionais. “Trabalhei seis anos na minha área em Camarões, mas lá o turismo é pouco desenvolvido”, explica. Outro fator que foi fundamental para a decisão de Alfred foi o aumento da violência no país africano, onde o Boko Haram, grupo terrorista vinculado ao Estado Islâmico, já atinge a região norte, na fronteira com a Nigéria. “Presenciei dois ataques suicidas, um foi no meio da rua e outro dentro de um supermercado. Quero viver em um país onde se tem paz”.

Os dois estrangeiros, que já se tornaram colegas de classe nas aulas na Educafro, se exaltam quando o assunto do racismo vem à tona. Ambos parecem concordar que os imigrantes negros sofrem muito com o preconceito no Brasil, mesmo que a maioria população do País se declare negra ou parda. “O que o negro brasileiro sofre, o negro imigrante sofre em dobro”, afirma, convicto, Richard, que logo é cortado por Alfred: “Sofremos preconceito, é muito difícil conseguir um emprego por exemplo, e poucas pessoas querem ajudar”. O camaronês ainda disse, no começo de sua estadia no Brasil, a dificuldade com a língua foi imensa já que, como em outros diversos países na África, as línguas oficiais do Camarões são inglês e francês.

Refugiados e imigrantes de diversos países participam de curso de português em São Paulo - Foto: Wanderley Preite Sobrinho/Brasileiros

Richard então contou uma história que, para uma grande parcela da população brasileira, é rotina em um País racista. “Meu irmão, que já veio para o Brasil e teve de voltar para a África por questões de saúde, uma vez entrou no ônibus lotado e uma mulher começou a espirrar perfume nele. Foi uma discriminação, um preconceito. Ele ficou com vergonha, saiu do ônibus e pegou um táxi”.

Desde que chegaram à São Paulo, os dois estrangeiros se alojaram na periferia de São Paulo, na zona sul da cidade. O camaronês Alfred vive atualmente na estrada do Campo Limpo, no município de Taboão da Serra, enquanto Richard mora na Vila das Belezas. “Hoje nós conseguimos sobreviver com ajuda de nossos familiares na África, e também com a ajuda da Educafro. Faço minhas refeições em casa, porque é muito caro comer na rua”, conta Alfred, reclamando também do tempo de transporte de sua casa para o centro da cidade.

Quem cuida da alfabetização dos imigrantes e refugiados na Educafro, que oferece aulas no período da manhã e da noite, é a professora voluntária Lilian Fernandes Pedro, de 37 anos, que viu em sua paixão pelo inglês uma oportunidade de ajudar os estrangeiros. “Uma grande amiga me mostrou um jornalzinho e falou que estavam precisando de professores voluntários para os imigrantes.”. Poucos dias depois ela estava na sala de aula ensinando português. “Foi um choque, tanto para mim, quanto para os alunos. Na primeira semana foi estranho, depois a gente estabeleceu um vínculo de amizade. Muitas vezes encontro alunos nas ruas e procuro manter o contato com eles.”, conta Lilian.

A professora Lilian Fernandes Pedro - Foto: Wanderley Preite Sobrinho/Brasileiros
A professora, que já lecionou para sírios, congoleses, senegaleses, paquistaneses, iranianos e outras diversas nacionalidades, também conta que , assim como na grande parte dos alunos brasileiros, os problemas de aprendizado dos estrangeiros tem um viés pessoal e não existem dificuldades padronizadas.” Em relação à língua cada um tem a sua dificuldade e seu ritmo. Alguns chegam aqui sem saber falar nada e aprendem rápido, enquanto outros demoram mais. O principal problema mesmo é a insegurança, o medo de estar em um país distante.”

A receptividade da Educafro para com os imigrantes e refugiados é uma contraposição às políticas internacionais observadas na Europa recentemente. À Brasileiros, o idealizador do “Português para Refugiados e Imigrantes”, frei David Santos, disse que o mundo está vivendo uma crise em relação à sua própria diversidade, e que foi necessária a exposição da trágica foto da criança síria morta na beira do mar para “acordar a humanidade”. No entanto, frei David fez um alerta à relação entre a problemática dos imigrantes e um racismo velado nas sociedades: “Quantas crianças negras já apareceram mortas na praia e a imprensa nunca deu espaço? Por ser uma criança branca, a atenção da imprensa foi muito maior.”

O frei ainda relatou os efeitos positivos do projeto, que até agora já atendeu mais de 150 estrangeiros. Segundo ele, mais de um quinto dos alunos consegue um trabalho após o primeiro mês nas salas de aula. São dois módulos a cada semestre do curso Básico I, com aulas de três horas de segunda à sexta em dois períodos (9h às 12h e 18h às 21h). “Chega no final dos três meses do curso intensivo, mais da metade dos estrangeiros já está colocada em emprego”. Frei David ainda diz que a ideia do curso gratuito é facilitar ao máximo o aprendizado para os estrangeiros, estes que, em sua grande maioria, são provenientes de estruturas sociais precárias.

Refugiados e imigrantes de diversos países participam de curso de português em São Paulo - Foto: Wanderley Preite Sobrinho/Brasileiros

A alta demanda para aulas de português é reflexo da situação imigratória do Brasil. Segundo dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) divulgados pela Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), o número total de pedidos de refúgio aumentou mais de 930% entre 2010 e 2013. Até outubro de 2014 foram contabilizados outras 8.302 novas solicitações, o que torna o Brasil o país da América Latina que mais recebeu pedidos de refúgio. Em relação aos refugiados já reconhecidos, houve um aumento de aproximadamente 1.240% entre 2010 e 2014 (154 foram reconhecidos em 2010 enquanto em 2014 o número foi de 2.032).

A Educafro não é a única instituição nesta batalha pela inclusão dos imigrantes e refugiados. A Missão Paz, órgão vinculado à igreja católica e aos padres escalabrinianos, fundadores da Congregação dos Missionários de São Carlos, auxilia os imigrantes desde 1940, quando se instalou na rua do Glicério, no tradicional bairro da Liberdade, e também oferece aulas de português para os estrangeiros. No último dia 9, a Mesquita Santo Amaro, em um projeto da associação de assistência aos refugiados Oasis Solidário, iniciou um curso de aulas de português para sírios que chegaram em situação delicada ao Brasil.

A importância destes projetos é imensurável. Não se pode esperar menos de um País que é, historicamente, formado por famílias de imigrantes. Todavia, é necessário um maior empenho por parte das autoridades governamentais para garantir uma vida plena aos refugiados, principalmente com relação à inserção dos estrangeiros no mercado de trabalho e na educação. Dito isso, cabe à população brasileira se solidarizar e, cada vez mais, construir uma nação cosmopolita que abrace suas origens.

Fonte: http://brasileiros.com.br/2015/09/na-causa-brasil-acolhe-refugiados-e-da-curso-de-portugues/

 
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Publicado por em 21/09/2015 em Notícias

 

Ato público em defesa de refugiados ocorre dia 25 em São Paulo

No dia 25 de setembro, sexta-feira, será realizado um ato público na cidade de São Paulo (SP) em defesa dos refugiados da África e do Oriente Médio na Europa e contra a discriminação aos imigrantes haitianos e bolivianos no Brasil. O ato contará com a participação da sociedade civil e acadêmica da Universidade de São Paulo (USP), e pedirá pelo fim da violência aos imigrantes no Brasil e pelo acolhimento de refugiados, garantindo suas condições de transporte.

De acordo com Osvaldo Coggiola, professor da USP e coordenador do ato, o momento vivido na Europa é de crise humanitária, e é necessário pressionar o Brasil para que o país abra as suas portas aos refugiados. “O Brasil não tem política ativa de recepção de refugiados, que, por isso, dificilmente chegam até aqui. É necessário que o país se declare disposto a receber esses imigrantes e refugiados, pois temos condições para isso”, afirmou o docente.

Segundo o manifesto que faz parte da convocação do ato, “o Estado brasileiro, em razão dos compromissos internacionais assumidos, deve adotar todas as medidas para receber as pessoas em situação de deslocamento forçado, garantindo pleno acesso aos procedimentos de refúgio e assumindo conjuntamente com os outros países a responsabilidade pelos refugiados. Isso significa não apenas garantir acesso aos instrumentos legais de proteção, mas também assegurar vistos facilitados às pessoas atingidas pelos conflitos e perseguições assim como garantias para sua permanência digna no país de acolhida”, diz o texto.

De acordo com dados do Comitê Nacional para Refugiados (Conare) do Ministério da Justiça, atualmente, cerca de 7.700 refugiados de 81 nacionalidades vivem no Brasil. Entre os refugiados reconhecidos pelo país, os sírios são o maior grupo, com 23% do total, seguidos pela Colômbia, Angola e a República Democrática do Congo. Há ainda estrangeiros vindos do Líbano, da Palestina, Libéria, do Iraque, da Bolívia e de Serra Leoa.

Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, afirma que a situação dos refugiados do norte da África e do Oriente Médio com destino a Europa é resultado do sistema capitalista. “Mais de 240 mil pessoas já morreram no mar mediterrâneo fugindo de guerras que são construídas e implementadas pelo imperialismo. E esse ato que faremos é para protestar e prestar solidariedade aos refugiados e também para expressar a situação dos imigrantes no Brasil que são alvos de preconceitos e manifestações xenofóbicas”.

Confirmaram presença no ato diversos intelectuais e movimentos sociais, além de comunidades de imigrantes e refugiados no Brasil – entre eles haitianos e sírios. Confira aqui a convocatória e o manifesto.

Serviço

Ato público em defesa dos refugiados

Data: 25 de setembro (sexta)

Hora: 18 horas

Local: Auditório Nicolau Sevcenko, Departamento de História da USP,

Cidade Universitária, São Paulo (SP)

Fonte:http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=7747

 
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Publicado por em 21/09/2015 em Notícias

 

Governo de São Paulo acolhe refugiados em casa de passagem

Para atender as solicitações de refugiados, o estado de São Paulo conta com a Casa de Passagem “Terra Nova”. Desde a inauguração, em 2014, a Casa já recebeu 142 pessoas.

Atualmente, são atendidas pessoas vindas da Síria, Congo, Angola, Bolívia, Camarões, Gana, Guiné e Nigéria. São Paulo é o estado que mais recebe solicitações de refúgio no Brasil, cerca de 26% do total, segundo a Agência da ONU para Refugiados.

 

O equipamento funciona 24 h e tem capacidade para acolher 50 pessoas. As famílias com filhos de até 18 anos têm atendimento prioritário. O local conta com 11 quartos com banheiros internos, área de convivência, refeitório, lavanderia, copa e salas de atendimento individualizado.

 

Além disso, oferece apoio social, psicológico e jurídico, atividades de convivência e ocupacionais, orientação profissional, orientação jurídica, atividades culturais, oficina de idioma (língua portuguesa), auxílio para inclusão produtiva e encaminhamentos a redes de políticas públicas necessárias ao empoderamento e fortalecimento dos usuários e da garantia de seus direitos.

 

A Casa de Passagem “Terra Nova” é gerenciada pela Coordenação Regional das Obras de Promoção Humana (CROPH). O encaminhamento é realizado pelos Centros de Referência Especializados em Assistência Social (CREAS), pela Caritas, Missão Paz e Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania.

Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=242421

 
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Publicado por em 21/09/2015 em Notícias