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Arquivo da categoria: Coreanos

Festival da Cultura Coreana leva a tradição do país ao Bom Retiro

As tradições da Coreia do Sul tomam conta do bairro do Bom Retiro nos dias 13 e 14 de setembro. O 8º Festival da Cultura Coreana acontece na rua Lubavitch (entre a rua da Graça e a Três Rios), e das 11h às 18h o público pode conhecer um pouco da culinária, artesanato, vestuário, danças típicas e costumes do país. A entrada éCatraca Livre.

Promovido pela Associação Coreana do Brasil, o Festival apresenta uma programação diversificada com exposições fotográficas de cerâmica e pintura, oficina de dobradura para as crianças, workshops de caligrafia coreana (hangul), apresentação de brincadeiras típicas e outras atividades que retratam a cultura da Coreia do Sul.

divulgação Festival da Cultura Coreana

Apresentações musicais e culturais também estão programadas, bem como as demonstrações de taekwondo. Entre as atrações culinárias, além dos tradicionais pratos como o kimchi, bulgogui e japchae; a “batata furacão” (o legume é cortado inteiro em espiral e colocado no espeto, e antes de fritar é adicionada uma especiaria) também pode ser encontrada no evento. O valor dos pratos varia entre R$ 5 e R$ 20.

E ainda os apreciadores de chá podem aproveitar uma degustação da bebida. Os chás coreanos contêm diversos tipos de ingredientes como frutas, folhas, raízes e especiarias usadas na medicina tradicional do país.

Fonte: https://catracalivre.com.br/sp/ar-livre/gratis/festival-da-cultura-coreana-leva-a-tradicao-do-pais-ao-bairro-do-bom-retiro/

 
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Publicado por em 12/09/2014 em Coreanos, Notícias

 

Evento em São Paulo terá rodadas de negócios com empresas coreanas

Será realizada no WTC São Paulo (Av. das Nações Unidas 12.551), entre os dias 13 e 15 de agosto, a Expo Coréia, que promoverá rodadas de negócios e apresentações culturais sul-coreanos. Cerca de 70 empresas, de vários segmentos, como indústrias de tecnologia da informação, mídia, beleza, saúde, alimento, fashion e design, estarão presentes com estandes. A delegação de mídia e cultura conta com mais de 20 empresas focadas em mobile games, animação, smart contents e filmes, em busca de parceiros brasileiros. Para saber mais, acesse o convite do KBEE e, para conhecer as empresas produtoras, clique aqui. Para dúvidas e agendamento de reuniões, por favor, envie um e-mail para Mayara Garcia (mayara@kotra.com.br).

Fonte: http://www.braziliantvproducers.com/noticia/evento-em-sao-paulo-tera-rodadas-de-negocios-com-empresas-coreanas

 
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Publicado por em 14/07/2014 em Coreanos, Notícias

 

Refugiados da guerra, coreanos vivem a paixão pelo futebol no Brasil

No dia 15 de outubro de 1964, ancorou no Rio de Janeiro um navio que trazia alguns cidadãos da Coreia do Sul. Entre eles, Paulo Lee e Yung Myung. Fugindo da guerra, eles chegaram em um Brasil que também vivia em clima hostil, com a recém-instalada ditadura militar. À época, aos 10 anos, essa dupla não entendia muito sobre política, fazendo com que a paixão do povo brasileiro pelo futebol conquistasse mais a atenção dos garotos.

– Tínhamos futebol lá, mas nem se compara com aqui. Passei a gostar do esporte como qualquer um que vive no Brasil – afirmou o corintiano Paulo Lee.

Coreia do Sul Copa Mogi das Cruzes (Foto: Thiago Fidelix)Jong, Paulo e Yung, adoram o futebol brasileiro e acreditam que o esporte pode unir pessoas (Foto: Thiago Fidelix)

No mesmo ano, Jong Lee também chegou no Brasil. No porto de Santos, o país recebeu mais um admirador que se tornou são-paulino.

– Eu cheguei a ir no estádio na Coreia, mas lá era muito amador. Aqui o Brasil já era grande. Gosto muito de futebol. Acompanho futebol e admiro o jeito de jogar dos brasileiros. Sabemos que a Coreia não tem chance. Torço para os dois – disse Jong.

Assim como tantos brasileiros, esse trio de engenheiros que fixou residência em Mogi das Cruzes, viu muitos mundiais. Sem a presença da Coreia na maioria delas, a torcida era verde e amarela.

– Não dá para esquecer a pátria que nasci. Mesmo longe do meu país eu vivi com a cultura coreana, mas estou aqui há muito tempo, sou brasileiro também – garantiu Paulo.

Desde que chegou ao Brasil, esse trio acompanhou 12 Copas do Mundo e viu o “tri”, “tetra” e o “penta”. Entre inúmeras seleções é fácil surgir discussões comuns de muitos brasileiros.

– Eu gosto do futebol arte e não da força. Para mim a melhor seleção que vi foi a de 1970 – falou Paulo.

– Não tenho dúvida que a de 1982 foi a melhor mesmo sem ter ganho a Copa – rebateu Jong.

Coreia do Sul Copa Mogi das Cruzes (Foto: Thiago Fidelix)Coreanos fazem as suas apostas em um possível jogo contra o Brasil (Foto: Thiago Fidelix)

Quando o assunto é Brasil e Coreia, eles estão divididos. A seleção da Ásia está no Grupo H, com Bélgica, Rússia e Argélia. Se classificar na primeira colocação poderia enfrentar o Brasil na final e em segundo, na semifinal. Isso se o Brasil se classificasse em primeiro.

– Como torcedor eu apostaria na Coreia, o placar seria 2 a 1, mas conhecendo o futebol, o Brasil vence por 3 a 0 – palpitou Paulo.

– Mesmo torcendo para a Coreia, não tem como, o Brasil vence por 2 a 1 – se conformou Jong.

– Que nada. Tenho certeza que venceremos por 2 a 0. Não tenho dúvida. Vamos assistir todos os jogos da Coreia e vamos convidar todos os nossos amigos para torcer com a gente. Se torcer contra, tem muitos judocas e caratecas na família, acho que isso não aconteceria – arriscou Yung.

Mesmo com toda a discussão e brincadeira todos acreditam em uma única coisa: que o esporte promove a união. O futebol aproximou esses coreanos e tantos outros imigrantes do povo brasileiro. União tão sonhada que poderia enfim acabar com um conflito abandonado por eles há 50 anos e que ainda persiste.

– O que gostaríamos é que existisse essa união em nosso país. Os coreanos não gostam dessa divisão. Minha família é da Coreia do Norte e acabamos mudando para a Coreia do Sul por causa da guerra. Tenho muitos familiares lá. Nós queremos que isso acabe. Além disso, se nós uníssemos seriamos muito mais fortes no futebol – disse Yung.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/copa-do-mundo/noticia/2014/06/refugiados-da-guerra-coreanos-vivem-paixao-pelo-futebol-no-brasil.html

 
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Publicado por em 17/06/2014 em Coreanos, Notícias

 

Evento Coreia para Todos

koreiaptodosvers final Coreia Para Todos   O grande evento em São Paulo

O evento “Coreia Para Todos”, organizado pelo KPopStation e patrocinado pelo KOFICE, tem como foco mostrar ao público um pouco da cultura coreana, desde a música até a culinária. Diversas atrações estarão disponíveis aos visitantes, que poderão vivenciar um pouquinho da Coreia do Sul sem ter que sair da cidade de São Paulo! As atrações serão:

• Apresentações de Cover K-pop, presença do Coral das Mães, demonstração de Taekwondo.
• Workshops:
– Culinária Coreana: Aprenda a fazer Kimbap, Jeon e Topokki
– Maquiagem Idol: Aprenda a maquiagem do seu idol
– K-pop: Que tal aprender a coreografia do momento?
– Estudos e vida coreana: Pequena palestra sobre a vida na Coreia do Sul
– Samulnori: Aprenda um pouco sobre esse instrumento.
• Degustação de comidas típicas coreanas
• Gincanas e sorteios
• Barracas com atrações e vendas
• Exposições de arte, hangul e caligrafia.

O evento será na Igreja Católica Coreana do Brasil
Endereço: Rua Nair de Teffé, 147 – Bom Retiro – São Paulo.
Data: 7 de Setembro de 2013.   – Horário: 10h~17h
Entrada: 1kg de alimento não perecível. Todo alimento arrecadado será doado pela equipe do Kpop Station a uma entidade beneficente.

Fonte: http://brazilkorea.com.br/?p=3392

 
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Publicado por em 23/08/2013 em Coreanos, Notícias

 

Norte-coreanos exilados no Brasil são discriminados por comunidade de imigrantes, diz cineasta

A terra natal, cidade ou país em que cada um nasceu e foi criado é o lugar para onde sempre vale a pena voltar. Seja pela relação familiar, pelo que se viu na infância ou em parte da vida.

Essa é a ideia central do mais novo trabalho do cineasta sul-coreano Cho Kyeong-Duk, 39, que veio ao Brasil para entender por que um grupo de 50 ex-soldados norte-coreanos se exilou aqui após a Guerra da Coreia (1950-1953).

Cho descobriu onde essas pessoas vivem, e mais: que elas sempre foram discriminadas e mal compreendidas pela comunidade de imigrantes coreanos.

Há 60 anos no Brasil, os ex-soldados estão espalhados pelo país: São Paulo (SP), Cuiabá (MT), Salvador (BA) e Apucarana (PR) são algumas das cidades onde vivem atualmente. Dos 50 homens, 14 ainda estão vivos –o mais novo tem 79 anos e o mais velho, 91– e todos foram localizados pelo cineasta.

Por terem chegado aqui dez anos antes do início da imigração coreana, eles podem ser considerados “guias” dos que vieram mais tarde. “As pessoas os procuravam quando precisavam de ajuda, mas depois eles eram deixados, sofreram muito preconceito”, diz Cho.

Para o cineasta, esses exilados ficaram “estrangeiros”, no meio de dois grupos: os do Norte os enxergam como desertores, e os do Sul os veem como comunistas.

“Muita gente fala que eles são comunistas, anticomunistas, que tinham uma outra ideologia. Durante 60 anos, viveram fechados entre eles, mesmo sendo da comunidade coreana”, afirma o cineasta. “Algumas vezes eles são discriminados, então eles têm muita angústia, eles têm muito sofrimento.”

Com a ajuda de uma coreana que mora em São Paulo e fala português, o cineasta contou ao UOL sobre seu projeto. Os depoimentos de 13 ex-soldados (um deles se recusou a atendê-lo) foram filmados entre fevereiro e abril. Cho quer levar de volta às Coreias cinco pessoas que estariam em condições de viajar –se conseguir autorização do governo do Norte.

“Todo mundo sonha em voltar à terra natal”, diz o cineasta, que acha inacreditável esse sonho nunca ter sido realizado pelos norte-coreanos por conta de questões políticas. Em 1993, a Coreia do Sul abriu uma exceção para que exilados visitassem o país, mas Cho sabe que pelo menos dois ex-soldados nunca regressaram.

Os depoimentos e a viagem, que também será filmada, serão a base de um documentário que Cho deseja terminar até o fim de 2013 e que ainda precisa de financiamento para ser levado adiante.

“Você é louco, está querendo fazer esse documentário agora?”

Cho chegou ao Brasil em fevereiro de 2013, pouco antes do atual recrudescimento da tensão entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, e conta que foi desestimulado por amigos e conhecidos a continuar com o projeto do documentário.

“Você é louco, você está querendo fazer esse documentário agora, nesse clima de guerra?”, perguntaram a ele. “Esse é o momento certo. Falar de paz em um mundo em clima de paz é fácil. No momento em que o clima é de guerra, é difícil inverter isso”, diz, ciente de que esse seja, talvez, o desafio mais ousado de sua carreira.

As diferenças entre Sul e Norte passaram despercebidas para o cineasta enquanto registrava os depoimentos. Cho conta que “bateu à porta” dos ex-soldados pensando que seria rejeitado: “eles, pelo contrário, abriram o coração” e pediram: “Por favor, abra seus ouvidos para escutar a nossa história, como nós viemos parar aqui, como sofremos, o que sentimos na época, como estamos agora.”

De acordo com Cho, livros consultados por ele na Coreia do Sul relatam apenas o que aconteceu politicamente: o grupo foi capturado e exilado no Brasil. O cineasta quer documentar agora o outro lado do mesmo fato.

“As histórias desses senhores, pode ser que muita gente ache que é uma coisa do passado, mas é uma história que está presente, é o que está acontecendo.” Cho quer mostrar que o exílio no Brasil foi uma questão de sobrevivência, e não de ideologia ou traição.

“Eles só queriam ver a paz e, aqui no Brasil, isso eles encontraram”

Cho esteve pela primeira vez no Brasil em 2009, quando recebeu um prêmio da 33ª Mostra Internacional de Cinema pelo trabalho “Voluntária Sexual”, eleito o melhor filme do festival. Já nessa época, o cineasta iniciou os contatos com os exilados norte-coreanos.

E como foi que Cho descobriu que essas pessoas estavam aqui? Em 2002, o cineasta fez um filme sobre o reencontro de famílias separadas pela Guerra da Coreia, “Wedding Day” (Dia do Casamento, em inglês), e acabou descobrindo a história dos exilados, que o deixou curioso.

Onze anos depois, em 2013, Cho pode resolver, pelo menos superficialmente, a ‘pulga atrás da orelha’. Na Bahia, por exemplo, conheceu um senhor de 79 anos que não sabe mais falar coreano, mas que chorou abertamente assim que ouviu a pergunta sobre ter deixado sua terra natal para o exílio no Brasil.

Em Mato Grosso, a conversa que começou com a ajuda de uma intérprete fez renascer no entrevistado sua língua nativa em poucos dias. “O passado continua intacto, o sofrimento de todos é único.”

O cineasta diz que, de forma geral, esses ex-soldados conseguiram construir uma vida de classe média no Brasil, sem grandes feitos. “As histórias são bem diversificadas, eles só queriam ver a paz e, aqui no Brasil, isso eles encontraram.”

Fonte: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/05/26/norte-coreanos-exilados-no-brasil-sao-discriminados-por-comunidade-de-imigrantes-diz-cineasta.htm

 
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Publicado por em 11/06/2013 em Coreanos, Notícias

 

Coreanos no Brasil

Oficialmente, a imigração coreana no Brasil teve seu início em 23 de fevereiro de 1963. Mas antes dessa data pequenos grupos de coreanos que haviam sido prisioneiros na Guerra da Coréia (1950-53), já haviam chegado ao Brasil.  
Os primeiros imigrantes (107 pessoas) vieram na condição de colonos agrícolas e chegaram ao porto de Santos, São Paulo. Eles vinham cheios de esperanças e sonhos em busca de novas oportunidades.  
Já no grande fluxo imigratório que ocorreu entre 1963 e 1974, a maioria dos coreanos optou por fixar seu domicílio nas cidades. Só uma pequena parte escolheu o campo, quer pela ausência de infra-estrutura para se dedicar à agricultura, quer pelos problemas enfrentados, como o dos posseiros ilegais da terra, que impediam a fixação dos imigrantes coreanos no campo.  
Segundo pesquisa realizada pela Policia Federal, estima-se que cerca de 50 mil imigrantes (sul-coreanos) vivem no Brasil. Atualmente, a grande maioria dos imigrantes coreanos está concentrada na cidade de São Paulo (96,84%: segundo a pesquisa de Choi (1991)) e na região do ABCD, em Campinas, Santos, e também nas outras capitais brasileiras como Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Brasília, etc. 
Uma pesquisa sobre a procedência dos imigrantes da Coréia ainda não foi realizada, mas estima-se que quase 60% de imigrantes vêm da região sul (Kyungsan-Do) e central (Seul e Kyungki-Do) da Coréia do Sul.  
Os coreanos sofreram dificuldades na nova terra: os costumes e a cultura dos dois povos são bastante diferentes, assim como o idioma, o que provoca sérios problemas de comunicação. Eles, entretanto, superaram esses obstáculos e hoje estão começando a integrar-se no país através de seus filhos, que promovem a integração da cultura coreana com as tradições brasileiras. 
A comunidade coreana é um dos mais recentes grupos de imigrantes na cidade. A primeira leva chegou no início dos anos 60, mas a comunidade não precisou de muito tempo para deixar sua marca nas cidades.

Os Coreanos em São Paulo 
Os primeiros imigrantes coreanos que chegaram em São Paulo no início dos anos 60 se instalaram na Baixada do Glicério. Ali moraram e abriram seus negócios. Com o passar do tempo, a comunidade começou a mudar seu comércio para o Brás e o bairro preferido dos coreanos para morar passou a ser a Aclimação. Nos anos 90, o comércio atacadista e de produtos mais baratos se fixou no Brás, enquanto as lojas das confecções coreanas voltadas para a moda feminina mais sofisticada mudaram-se para o Bom Retiro. Por ter os seus negócios naquele bairro, boa parte da comunidade coreana mudou também suas residências para o Bom Retiro, que hoje é notadamente um bairro também de coreanos, que ali convivem com outras comunidades imigrantes com preferência pelo bairro, como os gregos e os judeus.  
Ao receber os coreanos, esses bairros também tiveram sua feição remodelada. Até então, eles estavam relativamente decadentes e mal cuidados, mas a chegada dos coreanos, com as modernas instalações de suas lojas e fábricas e as ofertas de artigos altamente competitivos, deram a esses bairros grande enfoque comercial, atraindo comerciantes e consumidores e transformando-os em uma referência no segmento. 

Vida Comunitária 
A vida comunitária associada com as atividades religiosas (principalmente evangélicas), industriais e comerciais resultou na criação de várias associações coreanas de cunho religioso, cultural, esportivo ou representativo. Entre elas, destacam-se a Associação Brasileira dos Coreanos, entidade civil representativa da comunidade coreana no Brasil; a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Coréia; a Associação Brasileira dos Desportistas Coreanos; além de várias igrejas protestantes, uma igreja católica e um templo budista.  
Atualmente as lideranças coreanas no Brasil estão empenhadas em ampliar a integração dos imigrantes com a sociedade brasileira, através de maior abertura cultural e convívio estreito com as comunidades locais. Um exemplo é o caso do Conseg-Bom Retiro (Conselho Comunitário de Segurança-Bom Retiro), cuja presidência é ocupada por um coreano naturalizado brasileiro. Outro exemplo é a Escola Polilogos, também no Bom Retiro, construída com recursos da comunidade e do governo coreano, aberta a brasileiros e coreanos, que oferece o ensino fundamental nos dois idiomas. Há também muitas atividades beneficentes realizadas tanto pela Associação Brasileira dos Coreanos, como pelas entidades religiosas da comunidade. Ações que são maneiras de formar parcerias com as pessoas e com o país que acolheu tão hospitaleiramente os imigrantes que chegaram da Coréia.  
As datas principais comemoradas pela Comunidade Coreana em São Paulo são:  
– 01 de janeiro: Ano Novo 
– 12 de fevereiro: Dia da Imigração Coreana 
– 15 de agosto: Dia da Independência da Coréia (data nacional) 

Cultura Coreana no Brasil

Os imigrantes coreanos trouxeram para o Brasil as suas artes marciais, o taekondô e o hapkidô. Atualmente, o taekondô é bastante popular no Brasil.  
1)TAEKONDÔ  
Esta arte marcial foi criada há dois mil anos na península onde hoje estão a Coréia do Sul e a Coréia do Norte. A origem do Taekondô se confunde com a própria história do povo coreano, e a luta é considerada uma manifestação cultural do país. Atualmente, o taekondô é um esporte Olímpico e está nos Jogos Pan-americanos e Sul-americanos. É praticado em mais de 160 países, e está espalhado pelos cinco continentes. A tradução de taekondô quer dizer “o caminho dos pés e das mãos”. De acordo com sua filosofia, só há três razões para usar suas habilidades: para defesa pessoal ou da família, para defesa de sua equipe de arte marcial em torneios e para defesa de seu país.  
1-1) O taekondô no Brasil  
O taekondô foi introduzido no Brasil em 1970 com a chegada do Grão-Mestre Sang Min Cho. Ele não sabia falar português, nem tinha qualquer conhecimento da cultura brasileira, mas inaugurou a primeira academia do país, em São Paulo, no bairro da Liberdade. Através do Grão-Mestre Sang Min Cho começaram a chegar outros mestres coreanos para começar a expansão do taekondô no Brasil. Rapidamente, o taekondô se tornou uma das artes marciais mais populares entre nós. 

2) HAPKIDÔ  
O hapkidô é uma arte marcial relativamente nova, mas com raízes antigas. Utiliza movimentos circulares, chutes, socos, quedas, técnicas de desequilibrar o oponente, arremessar e redirecionar a energia em vantagem do praticante. Em estágios mais avançados, usa o manejo de armas como espadas, bastões, bengalas, leques e nunchacos.  
2-1) O hapkidô no Brasil 
O hapkidô chegou ao Brasil no final dos anos 60. Em 1971, o Mestre Park Sung Jae veio oficialmente para São Paulo, representando a Korea Hapkido Association, especialmente para dar aulas ao exército brasileiro. 

Atualmente, quando se fala em confecção feminina, lembra-se imediatamente dos coreanos. Apesar de estarem presentes em várias outras áreas de atividade, é com o ramo de confecções que os coreanos ficaram conhecidos pelos paulistanos. A presença coreana nesse ramo é mesmo marcante: de cada três peças de moda feminina produzidas no Brasil, uma sai de uma confecção coreana. E mais de 70% da comunidade está envolvida com o ramo têxtil. Estima-se que existam mais de mil confecções coreanas no Bom Retiro e outras oitocentas no Brás. As lojas de boa parte de comerciantes coreanos foram compradas de imigrantes judeus, que até a o início dos anos 70 dominaram o comércio do Bom Retiro. 
No Bom Retiro, que tem 1800 lojas, os coreanos já controlam 70% dos pontos-de-venda e, no bairro do Brás, sua participação é de 20%, no total dos cinco mil estabelecimentos. 
Entre as várias atividades econômicas dos imigrantes coreanos, destacam-se a indústria e o comércio de artigos de vestuário, comércio varejista, indústria e comércio de produtos eletroeletrônicos, comércio exterior, profissões liberais (engenheiros, arquitetos, médicos, advogados, dentistas, artistas), além de expressiva presença (proporcionalmente à sua população) no quadro do funcionalismo público (delegados de polícia, promotores, juízes federais e estaduais, fiscais estaduais e federais de reita).  
Além de imigrantes, há outros grupos coreanos residentes no Brasil, como estudantes universitários que vêm para aprender português (HanKuk University of Foreign Studies e Pusan University of Foreign Studies) e os empregados de órgõs públicos, empresas publicas e privadas coreanas que vêm trabalhar temporariamente em suas instalações locais. 
Segundo o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Coréia, Thomaz Choi, uma possível explicação pela predileção dos coreanos pela confecção é que o coreano é dedicado, trabalha muito, é rápido, mas quer resultados igualmente rápidos. E a área de confecção, apesar de muitas vezes exigir até vinte horas de trabalho, oferece um retorno rápido de todo esse investimento. Segundo a informação do ex-presidente da Associação Brasileira dos Coreanos (2003), as lojas coreanas empregam cerca de 60 mil pessoas em São Paulo. 
Os principais meios de comunicação e publicações da Comunidade Coreana por meio da língua coreana em São Paulo.  
– Jornais diários e semanais: CHO SUN, DONG-A, HAN KOOK, JOONG ANG, JORNAL FASHION, NAMIRO, NEWS BRASIL, SÃO PAULO JOURNAL.  
– Revista: IDEALISMO E CULTURA  
– Canal de Televisão: TV CORÉIA, YTN (real time via satélite) 
– Web Site: http://www.kol.com.br, http://www.hanin.com.br, http://www.hanaro.com.br 
  
 Fonte: http://www.labeurb.unicamp.br/elb/asiaticas/leiamais_coreano.html

 
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Publicado por em 11/06/2013 em Coreanos, Notícias

 

Gratuitos, diários coreanos cobrem poucos temas

O principal diário coreano em São Paulo, “Bom Dia” na tradução do nome para o português, ainda não completou sete anos. E ainda está montando o seu site.

“Estaremos no ar em breve”, diz Jae Sang, repórter e editor, um dos três integrantes da pequena Redação.

Asiáticos comandam a resistência dos jornais de língua estrangeira
Leitor envelhece e desafia jornais japoneses
Jornal chinês mantém ponte com Pequim

Ele é distribuído gratuitamente nas lojas e nos restaurantes do Bom Retiro, o bairro coreano de São Paulo. Nas páginas carregadas de anúncios classificados, inclusive a capa, leem-se algumas poucas notícias reproduzidas de publicações da Coreia do Sul.

Um exemplo: em meio à crise recente de ameaça de guerra pela Coreia do Norte, destacou que os dois lados mantinham canais de negociação. De resto, noticia “eventos da comunidade”.

O tabloide concorrente, “Top News”, é igualmente gratuito e com pouco conteúdo próprio. Sua sede, no Bom Retiro, é uma sala.

A maior Redação coreana é a do site Nammiro, com cinco jornalistas, mais um correspondente em Seul.

Além de publicidade, o site tem apoio do governo sul-coreano. Publica noticiário de interesse não só para a comunidade em São Paulo, mas para leitores na Coreia do Sul. E funciona como sucursal para vários jornais e até emissoras de televisão sul-coreanas.(NELSON DE SÁ)

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/06/1288457-gratuitos-diarios-coreanos-cobrem-poucos-temas.shtml

 
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Publicado por em 11/06/2013 em Coreanos, Notícias