RSS

Arquivo do autor:aquiemsp

Sobre aquiemsp

Blog feito para mostrar quem faz parte desta metrópole.

REFUGIADOS NA EUROPA

O Programa Complicações, da UNIVESP TV, discute o grande fluxo imigratório de refugiados a Europa com as pesquisadoras Larissa Leite, coordenadora do Departamento de Proteção do Centro de Referência para Refugiados da Caritas  Arquidiocese de São Paulo, e a demógrafa Marilia Quinaglia, do Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas (Nepo/Unicamp). Elas explicam as razões e as consequências das imigrações sírias, eritreias, afegãs e nigerianas, assim como a relação dessas populações com as comunidades ricas que resistem a acolhê-las.

“Nós temos muitos conflitos antigos como Iraque, Afeganistão, República Democrática do Congo e Síria. […] Existe uma incapacidade da comunidade internacional que se prolonga e que tem gerado tantas e tantas vítimas”, analisou Larissa Leite. Ela falou também sobre as distorções das informações que chegam ao Brasil, quanto aos motivos e implicações do número de pessoas que fogem da pobreza, de guerras civis,  e as consequências das imigrações. “As informações não chegam, e quando chegam é de maneira truncada ou superficial”.

Leite explicou ainda que a crise imigratória mundial, e que todos os países têm responsabilidade, de maneira mais ou menos direta. “A dificuldade da Europa é de adotar uma postura uníssona de compartilhamento de responsabilidade pelo acolhimento e proteção dos refugiados. Assim como todos os outros países precisam refletir sobre isso”.

Entre janeiro e abril deste ano, 1700 pessoas morreram ao atravessar o Mediterrâneo, principalmente emigrantes dos conflitos mais recentes da Síria, Eritreia, Somália e Afeganistão. Ao falar sobre a imigração dessas populações, a demógrafa Marilia Quinaglia declarou que o tema da dinâmica migratória atual é bastante importante e complexa, afirmando que no contexto da Europa é possível observar a violação dos direitos humanos. “O mundo vive hoje um momento de migração de crise e crise das migrações, que tem como contexto os conflitos políticos, ideológicos e guerras, e refletem também problemas sociais e econômicos”.

As pesquisadoras comparam as imigrações que acontecem na Europa com as que acontecem para o Brasil, como dos haitianos e de outras populações da América do Sul. “[…] Embora nos compriendamos como países de uma cultura muito aberta, [ainda] somos muito fechados, vivemos por décadas e décadas fechados à comunidade internacional. Nesse momento, estamos aprendendo como se relacionar com essa movimentação de pessoas”, explicou Leite.

“Pensando na taxa de elegibilidade, o Brasil, de todas as decisões de requerimento de refúgio pelos solicitantes Sírios, no ano de 2014, 100% foram favoráveis, todos conseguiram o status de refugiados no país. Enquanto na União Europeia, somente 42% conseguem”, relatou Quinaglia.

Como ocorre o acolhimento desses refugiados? De acordo com Leite, não existe um padrão, não há uma iniciativa das estruturas seja em sociedade civil ou do Estado em procurar a pessoa refugiada, e isso é um ponto de confusão para as pessoas que chegam ao Brasil.

 

http://pre.univesp.br/refugiados-na-europa#.VruYmvkrLIU

 
Deixe um comentário

Publicado por em 10/02/2016 em Uncategorized

 

Projeto de moda social une a África ao Brasil através de peças criadas por refugiados no Quênia

Foi em uma viagem ao Quênia, para conclusão de um curso de teatro comunitário, que a catarinense Renatha Flores viveu a epifania que mudaria sua vida. Lá, ela conheceu Jacob Mkombozi, Majaliwa Ekela e Simbi Lokole – seus sócios – e a dura realidade dos refugiados congolenses, burundinenses e ruandeses que viviam no Quênia – fugidos dos horrores da diversas guerras civis, da miséria e de tantos outros males que assolam o continente africano. O grupo procurou então um meio de ajudar essas pessoas através de seus talentos pessoais e do apreço pela profunda riqueza da cultural local.

LAFRIKANA15

LAFRIKANA16

Assim, Renatha, Majaliwa, Simbi e Jacob criaram a L’Afrikana, um projeto de moda social que utiliza tecidos africanos de alta qualidade e mão de obra local, para produzir peças de roupa, estampas e objetos de decoração. “Nós somos vizinhos, amigos e parceiros, foi o amor e a amizade que deram a base para esse trabalho”, conta Renatha. “Eles tem uma situação de vida muito difícil. Uma dessas pessoas próxima a mim e muito querida tem mais de 600 cicatrizes no corpo de facadas, sua esposa já foi estuprada diversas vezes, inclusive um dos filhos deles é na verdade de ‘um inimigo’ de uma milícia que a atacou”.

Os produtos são destinados para o mercado brasileiro e argentino – e o dinheiro arrecadado vai para bancar o projeto, que acolhe os artistas e suas famílias. “No Quênia eles não tem uma vida fácil. São todos refugiados de guerra e chegam ali, num dos lugares mais pobres do mundo e acabam pegando doenças que nunca pegaram na vida”, lamenta. “Vira e mexe alguém pega malária, nós inclusive, ainda com seis meses de projeto perdemos uma pessoa, então é bem complicado”, conclui.

LAFRIKANA1

LAFRIKANA3

LAFRIKANA4

LAFRIKANA6

Tudo isso aconteceu há dois anos. Desde então, a marca cresceu, ganhou a adesão de alguns profissionais da moda, assim como doações de máquinas e equipamentos de costura, financiamentos levantados através de mídias sociais, tornando-se um projeto reconhecido por organismos internacionais de apoio a refugiados.

LAFRIKANA14

LAFRIKANA17

Muitos dos tecidos são pintados à mão, e carregam em suas estampas toda a cultura profunda dos locais onde foram criados, e de onde vieram os artistas responsáveis por essas peças. Cada coleção é idealizada e confeccionada com inspirações diretas das culturas tribais, urbanas ou religiosas de origens diversas – só no Quênia são contabilizados 54 diferentes tribos.

studio cleber valerio e jordane marques estudio e produção

LAFRIKANA9

O Quênia, ainda que se trate de um país em crescimento, é uma das mais pobres nações do continente africano. Os envolvidos na produção das peças vendidas pela marca trazem histórias de superações de horrores como estupros, assassinatos, torturas, fome e fuga. Para saber mais dessas histórias, e conhecer os artistas por trás dessas obras, clique aqui.

A marca L’Afrikana acredita que o investimento na criatividade, na cultura e na educação, assim como no trabalho local, são forças importantes para a superação dos horrores que a população do continente africano é submetida – e trabalha arduamente para fazer sua parte. Renatha completa: “O projeto permite que os próprios refugiados ajudem outros refugiados da maneira que eles acham melhor. A escolha da moda como ferramenta veio deles”.

Renatha ainda esclarece que hoje o projeto conta também com atendimento psicológico, pois os refugiados carregam traumas grandes. “Hoje, estamos apostando no suporte psicológico para que eles tenham um desenvolvimento pessoal mais sólido”.

LAFRIKANA2

LAFRIKANA18

Por enquanto as vendas acontecem somente em Florianópolis e, a partir do dia 20 de fevereiro, também na loja colaborativa Cada Qual, em São Paulo, mas o desejo é inaugurar em breve um serviço de e-commerce ligado à marca, e assim expandir esse encontro fraterno entre o Brasil e o Quênia para todo o país.

Para saber mais sobre o projeto, visite o site oficial da L’Afrikana aqui.

©Todas as fotos: L’Afrikana – Divulgação

Fonte: http://www.hypeness.com.br/2016/02/projeto-de-moda-social-une-a-africa-ao-brasil-atraves-de-pecas-criadas-por-refugiados-no-quenia/

 
Deixe um comentário

Publicado por em 10/02/2016 em Uncategorized

 

Brasileiros e refugiados fazem da aula de língua um espaço de aprendizado cultural

O encerramento do curso de férias promovido pelo Abraço Cultural – no qual refugiados dão aulas de línguas – foi marcado por uma vibrante festa multicultural, onde não faltou entusiasmo e troca de conhecimentos entre professores e alunos.

Desde junho de 2015, quando o curso foi inaugurado, já foram abertas mais de 25 turmas, com a participação de aproximadamente 300 alunos. A grande maioria dos professores é formada por refugiados recém-chegados ao Brasil, que passam por um processo de capacitação.  Segundo dados da organização, o curso já gerou cerca de R$ 100 mil em renda para 20 professores.

A festa multicultural teve alunos apresentando traços da cultura brasileira à quatro professores refugiados: dois sírios, um paquistanês e uma haitiana.

Além de aulas de nível básico, intermediário e avançado de línguas como inglês, espanhol, francês e árabe, o curso prevê a realização de aulas culturais uma vez por semana. Nelas, os professores têm a oportunidade de resgatar as memórias e culturas de suas terras natais; nesta última, porém, foram os alunos que se apresentaram.

Realizada nesta quinta-feira, 4/2, na sede da SP Escola de Teatro, a festa começou com os estudantes trazendo pitadas da cultura brasileira aos quatro professores presentes – dois sírios, um paquistanês e uma haitiana. Comidas típicas, músicas famosas, locais importantes e até uma pequena aula de como sambar animaram a noite.

A festa multicultural teve alunos apresentando traços da cultura brasileira à quatro professores refugiados: dois sírios, um paquistanês e uma haitiana.

O Abraço Cultural se prepara agora para realizar o curso de línguas com refugiados no Rio de Janeiro. Em São Paulo, as próximas turmas intensivas estão previstas para o final de fevereiro, com duração até junho.

Em menos de um ano de vida, o curso já organizou 35 aulas culturais e tem ajudado na integração social e econômica dos refugiados. Um antigo professor, por exemplo, fazia comidas sírias e levava para as aulas culturais – o sucesso foi tamanho que Talal abriu seu próprio restaurante na capital paulista.

Enquanto a festa corria descontraída, professores e alunos batiam papo e compartilhavam risadas, como no momento em que uma estudante perguntou qual era a tradução de “buchada de bode” em árabe. Outro aluno queria mostrar “o lado carnavalesco e divertido do país” e ensinou o passo-a-passo de uma caipirinha. “Nunca tomei uma. Quero provar. Na próxima vez eu trago arak”, afirmou Ali Jeratli, professor de árabe, referindo-se a uma bebida tradicional da Síria.

Os alunos também propuseram jogos com os professores, que degustaram comidas típicas como coxinha, pão de queijo e paçoca. Após provarem os quitutes, eles foram questionados sobre a região do país que criou aquela receita. “Na Síria existe paçoca, mas não tem esse nome curioso”, exclamou Mohamad Alsaheb, professor de inglês.

No intervalo entre as apresentações, o sírio lembrou que uma de suas atividades favoritas era andar sem rumo, conhecendo lugares novos. Os alunos então indicaram dois locais para Mohamed bater perna: a praça Benedito Calixto e o centrinho de Embu das Artes. A haitiana Geneviève Cherubin, professora de francês, mostrou a receita de dois pratos típicos de seu país, a banana prensada e o picles.

A festa multicultural teve alunos apresentando traços da cultura brasileira à quatro professores refugiados: dois sírios, um paquistanês e uma haitiana.

Mohamad Alsaheb é diretor de arte e, além das aulas no Abraço Cultural, trabalha no Estúdio Birdo produzindo animações. Um de seus trabalhos está disponível no YouTube.

Mesmo sendo um curso de curta duração, o intensivo de férias se mostrou capaz de concretizar laços entre professores e alunos. “É muito positivo esse choque entre diferentes culturas”, acredita Nany Gottardy, assessora de imprensa do Abraço Cultural. Ela também vê com bons olhos a integração dos refugiados não apenas com os brasileiros, mas com seus próprios companheiros de imigração.

Ao final do encontro, uma roda de dança celebrou a união e a amizade feita entre alunos e professores.

Fonte: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2016/02/05/brasileiros-e-refugiados-fazem-da-aula-de-lingua-um-espaco-de-aprendizado-cultural/

 
Deixe um comentário

Publicado por em 10/02/2016 em Uncategorized

 

Refugiados lecionam onde aprenderam português em SP

As aulas de idiomas começam pontualmente às 19h30 na BibliASPA (Bibilioteca e Centro de Pesquisa América do Sul – Países Árabes), na região central de SP. Na língua inglesa, quem ministra a atividade é o professor Ammanuel Ouba. O jovem sírio de 21 anos veio ao Brasil em agosto de 2015 para escapar da guerra. Ainda aprendendo a falar português, conseguiu emprego como professor.

“As aulas são ótimas e gosto muito de ser professor. Já tive essa experiência antes de vir ao Brasil. Sempre estudei a língua inglesa enquanto morava na Síria, me envolvendo na cultura, na TV, na música inglesa, lendo muito no idioma. Quero fazer o mesmo com o português”, explica o refugiado.

No segundo andar da BibliASPA, o senegalês Papa Ba conduz a aula de francês. Formado em Letras no Senegal, o professor de 28 anos já ensinava a língua francesa para crianças e adolescentes antes de chegar ao Brasil. Em São Paulo, pretende dar continuidade à carreira, interrompida pelos conflitos no país de origem.

“Além da língua francesa, pretendo ensinar história e cultura africana aqui no Brasil. Não importa se você é refugiado ou estrangeiro, o que importa é trazer conhecimento. Vim em busca do desafio”, afirma Papa Ba.

Refugiados no Brasil, Papa Ba e Ammanuel foram contratados para ministrar cursos intensivos de férias. Três vezes por semana até o fim de fevereiro, serão os responsáveis por turmas de até 10 alunos.

Em comum, recordam a chance que tiveram em 2015 de estudar português na BibliASPA, o que garantiu mais tarde a oportunidade como professores.

“Foi muito bom estudar português, pois sem o idioma é difícil conseguir trabalho. Como sou formado em Letras, sei o quanto a linguagem faz diferença”, afirma Papa Ba.

Agora professores, Papa Ba e Ammanuel fazem parte do grupo de estrangeiros que chegam ao Brasil com bagagem acadêmica e experiência profissional, mas enfrentam dificuldades para encontrar empregos.

Com a falta de domínio da língua portuguesa e dificuldade em comprovar a equivalência de diploma, os refugiados demoram meses até conseguir a primeira oportunidade profissional.

Para Papa Ba e Ammanuel, o emprego na BibliASPA é o primeiro em seis meses no país.  “Esse tipo de oportunidade beneficia os dois lados, brasileiros e refugiados. Em situação de crise, como a que vivemos no Brasil, é muito difícil para o estrangeiro conseguir emprego. Parte dos que chegam ao país vai trabalhar em posições que não correspondem com a formação que eles possuem. Com as vagas para professor, temos geração de renda para esses refugiados e proporcionamos um curso de idioma rico, com a bagagem cultural de cada um”, afirma Paulo Daniel Farah, professor da USP e presidente da BibliASPA.

Falar o idioma é apenas um dos requisitos para trabalhar como professor na BibliASPA. Papa Ba e Ammanuel passaram por treinamentos e processo seletivo para comprovar que podiam ministrar os cursos.

“Temos um trabalho de 14 anos com estrangeiros e refugiados, preparando cursos de idiomas e cultura africana e árabe. Asseguramos que ninguém chega à sala de aula sem preparo. Buscamos um bom plano, separação do material, vídeos e músicas, etc. Nesse sentido, criamos uma metodologia própria, com ênfase na comunicação e na cultura. A língua é algo e vivo e usamos a experiência cultural desses refugiados para proporcionar esses cursos de idioma. Todos são beneficiados”, explica Farah.

“Vejo que não são muitos brasileiros que buscam aprender a língua francesa. Fico muito feliz de saber que as pessoas querem estudar aqui com a gente”, diz Papa Ba. “O Brasil nos recebeu muito bem. Queremos retribuir”, conclui Ammanuel.

Você pode fazer a inscrição no curso de Língua e Cultura Árabe aqui.

Fonte: Brasil de Fato, que reproduziu a notícia do Opera Mundi.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 10/02/2016 em Uncategorized

 

Jundiaiense aprende “crioulo” para ajudar haitianos

http://www.jj.com.br/noticias-25896-jundiaiense-aprende-%E2%80%98crioulo%E2%80%99-para-ajudar-haitianos

 
Deixe um comentário

Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized

 

Haitianos se viram como camelôs em São Paulo

O sonho de uma vida melhor tornou-se um pesadelo para milhares de haitianos que têm chegado a cidade

Por: Tatiana Cavalcanti

O sonho de uma vida melhor tornou-se um pesadelo para milhares de haitianos que têm chegado a São Paulo desde 2011.

Em janeiro do ano anterior, a capital Porto Príncipe foi devastada por um terremoto que matou 300 mil pessoas e deixou 1,5 milhão de desabrigados.  Desde então, moradores do país mais pobre das américas buscam oportunidades de emprego no Brasil, que lidera missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) por lá.

Mas a ilusão de conseguir melhores condições de trabalho foi por água abaixo. Sem conseguir emprego na capital, cidade que mais recebe haitianos no Brasil, muitos desses imigrantes – alguns com diploma universitário – passaram a trabalhar como camelôs no Brás, na região central.

O DIÁRIO conversou com alguns deles, que aceitaram contar sua história na condição de serem identificados na reportagem com nomes fictícios.

A enfermeira Mabelle, 37, há três anos deixou a filha e o marido para ganhar mais dinheiro e  mandá-lo para a sua família. “O Brasil foi uma grande perda de tempo. Mal consigo sobreviver aqui”, contou a haitiana, com sotaque carregado do creole (dialeto falado no país onde a língua oficial é o francês). Hoje ela vende camisetas no Largo da Concórdia, no Brás.

“Aqui, quem nos contrata quer nos explorar, porque sabem que nossa situação no Haiti é precária. Acham que vamos aceitar qualquer coisa”, reclamou a costureira Abbée. Ela conta ter pagado R$ 4 mil na passagem aérea de Porto Príncipe a Guarulhos, há um ano, na esperança de ter sucesso na sua área.

concessão / Em novembro do ano passado, o governo federal permitiu que 43.871 haitianos que já moravam no Brasil há até quatro anos solicitassem residência permanente no país.

Eles lideram a lista de imigrantes que procuram o Crai (Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes), na Bela Vista, também na região central, segundo a Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Foram 182 atendimentos entre novembro de 2014 e outubro de 2015. Estrangeiros da República Democrática do Congo estão em segundo, com 159 atendimentos no mesmo período, seguidos dos bolivianos, com 84.

FOTOS: Almeida Rocha/Diário SP

Ambulante sonha em se tornar engenheiro

Jean Pierre chegou a São Paulo logo depois de completar 18 anos, em dezembro de 2013, para trabalhar na construção civil.  Ele sonhava em dar os primeiros passos para conseguir a carreira de seus sonhos:  engenharia civil.

Pensou que o Brasil, que iria sediar uma Copa do Mundo de futebol no ano seguinte, iria oferecer muitas oportunidades.

Na época, São Paulo estava contratando haitianos para trabalhar em obras, como no Itaquerão, estádio do  Corinthians, na Zona Leste. Para Jean, não poderia haver lugar melhor.

O jovem estrangeiro conseguiu emprego na área, mas acabou demitido  no início de 2015.

Hoje, aos  20 anos, Jean Pierre, tornou-se camelô e vende shorts na calçada da Avenida Rangel Pestana, no Brás. Ele, que tem visto permanente, lamenta ter deixado seu país.

“As empresas não querem contratar haitianos. Eu estava sem serviço desde abril do ano passado. Então, comecei a trabalhar vendendo roupa para poder, ao menos, pagar o aluguel e fazer o supermercado”, afirma.

O imigrante conta que mora com mais dois conterrâneos  no Jardim Cangaíba, na  Zona Leste. “Espero sair dessa situação logo. Quero voltar ao meu país assim que puder”, espera.

MAIS:

Eleições são adiadas pela terceira vez

Pela terceira vez, o segundo turno das eleições presidenciais foi suspenso no Haiti. A votação deveria ter ocorrido ontem, mas o pleito foi interrompido na sexta-feira por razões de segurança e por uma escalada de violência após o candidato opositor, Jude Célestin, se recusar a participar do processo eleitoral, alegando fraude.

Análise de Júlio Lancelot, padre

‘Eles sofrem exploração’

O haitiano tem uma cultura de grupo e de proteção.  Nas minhas ações com a Missão Paz, nunca vi nenhum deles na rua, apesar de muitos  estarem no Brasil para fugir da miséria em seu país de origem.  Eles têm uma cultura de trabalho e são valorizados por alguns empresários. Mas há muita exploração. Sem opção, muitos deles acabam partindo para o mercado informal. Do mesmo jeito que o  brasileiro vê Miami como modelo de oportunidade e de vida, o haitiano assim vê o Brasil. Mas quando eles chegam aqui, encontram uma Porto Príncipe, ou seja, nada diferente da realidade deles no Haiti.

RESPOSTA DA PREFEITURA:

Região tem fiscalização

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa que os produtos e equipamentos apreendidos pela Operação Delegada na Avenida Rangel Pestana, onde estão concentrados os haitianos, são encaminhados para o pátio da Subprefeitura da Mooca, onde permanecem lacrados para  destruição. Em 2015, segundo a pasta, foram feitas 10.262 apreensões  na região do Brás. A pasta municipal diz realizar diariamente fiscalizações no local e que qualquer que seja a categoria, a atividade de ambulante só poderá ser exercida com o TPU (Termo de Permissão de Uso). Cerca de 2,5 mil comerciantes estão autorizados a vender mercadorias na capital.

Fonte: http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/89640/haitianos-se-viram-como-camelos-em-sao-paulo

 
Deixe um comentário

Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized

 

CONHEÇA OS IMIGRANTES SÍRIOS QUE FUGIRAM DA GUERRA E ESCOLHERAM SP PARA MORAR

http://www.televideoteca.com.br/rede-globo/bom-dia-sao-paulo/conheca-os-imigrantes-sirios-que-fugiram-da-guerra-e-escolheram-sp-para-morar-217575

 
Deixe um comentário

Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized