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REFUGIADOS NA EUROPA

10 fev

O Programa Complicações, da UNIVESP TV, discute o grande fluxo imigratório de refugiados a Europa com as pesquisadoras Larissa Leite, coordenadora do Departamento de Proteção do Centro de Referência para Refugiados da Caritas  Arquidiocese de São Paulo, e a demógrafa Marilia Quinaglia, do Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas (Nepo/Unicamp). Elas explicam as razões e as consequências das imigrações sírias, eritreias, afegãs e nigerianas, assim como a relação dessas populações com as comunidades ricas que resistem a acolhê-las.

“Nós temos muitos conflitos antigos como Iraque, Afeganistão, República Democrática do Congo e Síria. […] Existe uma incapacidade da comunidade internacional que se prolonga e que tem gerado tantas e tantas vítimas”, analisou Larissa Leite. Ela falou também sobre as distorções das informações que chegam ao Brasil, quanto aos motivos e implicações do número de pessoas que fogem da pobreza, de guerras civis,  e as consequências das imigrações. “As informações não chegam, e quando chegam é de maneira truncada ou superficial”.

Leite explicou ainda que a crise imigratória mundial, e que todos os países têm responsabilidade, de maneira mais ou menos direta. “A dificuldade da Europa é de adotar uma postura uníssona de compartilhamento de responsabilidade pelo acolhimento e proteção dos refugiados. Assim como todos os outros países precisam refletir sobre isso”.

Entre janeiro e abril deste ano, 1700 pessoas morreram ao atravessar o Mediterrâneo, principalmente emigrantes dos conflitos mais recentes da Síria, Eritreia, Somália e Afeganistão. Ao falar sobre a imigração dessas populações, a demógrafa Marilia Quinaglia declarou que o tema da dinâmica migratória atual é bastante importante e complexa, afirmando que no contexto da Europa é possível observar a violação dos direitos humanos. “O mundo vive hoje um momento de migração de crise e crise das migrações, que tem como contexto os conflitos políticos, ideológicos e guerras, e refletem também problemas sociais e econômicos”.

As pesquisadoras comparam as imigrações que acontecem na Europa com as que acontecem para o Brasil, como dos haitianos e de outras populações da América do Sul. “[…] Embora nos compriendamos como países de uma cultura muito aberta, [ainda] somos muito fechados, vivemos por décadas e décadas fechados à comunidade internacional. Nesse momento, estamos aprendendo como se relacionar com essa movimentação de pessoas”, explicou Leite.

“Pensando na taxa de elegibilidade, o Brasil, de todas as decisões de requerimento de refúgio pelos solicitantes Sírios, no ano de 2014, 100% foram favoráveis, todos conseguiram o status de refugiados no país. Enquanto na União Europeia, somente 42% conseguem”, relatou Quinaglia.

Como ocorre o acolhimento desses refugiados? De acordo com Leite, não existe um padrão, não há uma iniciativa das estruturas seja em sociedade civil ou do Estado em procurar a pessoa refugiada, e isso é um ponto de confusão para as pessoas que chegam ao Brasil.

 

http://pre.univesp.br/refugiados-na-europa#.VruYmvkrLIU

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Publicado por em 10/02/2016 em Uncategorized

 

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