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Arquivo mensal: janeiro 2016

Jundiaiense aprende “crioulo” para ajudar haitianos

http://www.jj.com.br/noticias-25896-jundiaiense-aprende-%E2%80%98crioulo%E2%80%99-para-ajudar-haitianos

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Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized

 

Haitianos se viram como camelôs em São Paulo

O sonho de uma vida melhor tornou-se um pesadelo para milhares de haitianos que têm chegado a cidade

Por: Tatiana Cavalcanti

O sonho de uma vida melhor tornou-se um pesadelo para milhares de haitianos que têm chegado a São Paulo desde 2011.

Em janeiro do ano anterior, a capital Porto Príncipe foi devastada por um terremoto que matou 300 mil pessoas e deixou 1,5 milhão de desabrigados.  Desde então, moradores do país mais pobre das américas buscam oportunidades de emprego no Brasil, que lidera missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) por lá.

Mas a ilusão de conseguir melhores condições de trabalho foi por água abaixo. Sem conseguir emprego na capital, cidade que mais recebe haitianos no Brasil, muitos desses imigrantes – alguns com diploma universitário – passaram a trabalhar como camelôs no Brás, na região central.

O DIÁRIO conversou com alguns deles, que aceitaram contar sua história na condição de serem identificados na reportagem com nomes fictícios.

A enfermeira Mabelle, 37, há três anos deixou a filha e o marido para ganhar mais dinheiro e  mandá-lo para a sua família. “O Brasil foi uma grande perda de tempo. Mal consigo sobreviver aqui”, contou a haitiana, com sotaque carregado do creole (dialeto falado no país onde a língua oficial é o francês). Hoje ela vende camisetas no Largo da Concórdia, no Brás.

“Aqui, quem nos contrata quer nos explorar, porque sabem que nossa situação no Haiti é precária. Acham que vamos aceitar qualquer coisa”, reclamou a costureira Abbée. Ela conta ter pagado R$ 4 mil na passagem aérea de Porto Príncipe a Guarulhos, há um ano, na esperança de ter sucesso na sua área.

concessão / Em novembro do ano passado, o governo federal permitiu que 43.871 haitianos que já moravam no Brasil há até quatro anos solicitassem residência permanente no país.

Eles lideram a lista de imigrantes que procuram o Crai (Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes), na Bela Vista, também na região central, segundo a Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Foram 182 atendimentos entre novembro de 2014 e outubro de 2015. Estrangeiros da República Democrática do Congo estão em segundo, com 159 atendimentos no mesmo período, seguidos dos bolivianos, com 84.

FOTOS: Almeida Rocha/Diário SP

Ambulante sonha em se tornar engenheiro

Jean Pierre chegou a São Paulo logo depois de completar 18 anos, em dezembro de 2013, para trabalhar na construção civil.  Ele sonhava em dar os primeiros passos para conseguir a carreira de seus sonhos:  engenharia civil.

Pensou que o Brasil, que iria sediar uma Copa do Mundo de futebol no ano seguinte, iria oferecer muitas oportunidades.

Na época, São Paulo estava contratando haitianos para trabalhar em obras, como no Itaquerão, estádio do  Corinthians, na Zona Leste. Para Jean, não poderia haver lugar melhor.

O jovem estrangeiro conseguiu emprego na área, mas acabou demitido  no início de 2015.

Hoje, aos  20 anos, Jean Pierre, tornou-se camelô e vende shorts na calçada da Avenida Rangel Pestana, no Brás. Ele, que tem visto permanente, lamenta ter deixado seu país.

“As empresas não querem contratar haitianos. Eu estava sem serviço desde abril do ano passado. Então, comecei a trabalhar vendendo roupa para poder, ao menos, pagar o aluguel e fazer o supermercado”, afirma.

O imigrante conta que mora com mais dois conterrâneos  no Jardim Cangaíba, na  Zona Leste. “Espero sair dessa situação logo. Quero voltar ao meu país assim que puder”, espera.

MAIS:

Eleições são adiadas pela terceira vez

Pela terceira vez, o segundo turno das eleições presidenciais foi suspenso no Haiti. A votação deveria ter ocorrido ontem, mas o pleito foi interrompido na sexta-feira por razões de segurança e por uma escalada de violência após o candidato opositor, Jude Célestin, se recusar a participar do processo eleitoral, alegando fraude.

Análise de Júlio Lancelot, padre

‘Eles sofrem exploração’

O haitiano tem uma cultura de grupo e de proteção.  Nas minhas ações com a Missão Paz, nunca vi nenhum deles na rua, apesar de muitos  estarem no Brasil para fugir da miséria em seu país de origem.  Eles têm uma cultura de trabalho e são valorizados por alguns empresários. Mas há muita exploração. Sem opção, muitos deles acabam partindo para o mercado informal. Do mesmo jeito que o  brasileiro vê Miami como modelo de oportunidade e de vida, o haitiano assim vê o Brasil. Mas quando eles chegam aqui, encontram uma Porto Príncipe, ou seja, nada diferente da realidade deles no Haiti.

RESPOSTA DA PREFEITURA:

Região tem fiscalização

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa que os produtos e equipamentos apreendidos pela Operação Delegada na Avenida Rangel Pestana, onde estão concentrados os haitianos, são encaminhados para o pátio da Subprefeitura da Mooca, onde permanecem lacrados para  destruição. Em 2015, segundo a pasta, foram feitas 10.262 apreensões  na região do Brás. A pasta municipal diz realizar diariamente fiscalizações no local e que qualquer que seja a categoria, a atividade de ambulante só poderá ser exercida com o TPU (Termo de Permissão de Uso). Cerca de 2,5 mil comerciantes estão autorizados a vender mercadorias na capital.

Fonte: http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/89640/haitianos-se-viram-como-camelos-em-sao-paulo

 
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Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized

 

CONHEÇA OS IMIGRANTES SÍRIOS QUE FUGIRAM DA GUERRA E ESCOLHERAM SP PARA MORAR

http://www.televideoteca.com.br/rede-globo/bom-dia-sao-paulo/conheca-os-imigrantes-sirios-que-fugiram-da-guerra-e-escolheram-sp-para-morar-217575

 
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Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized

 

Campanha arrecada material escolar para crianças sírias refugiadas em São Paulo

São Paulo, SP… [ASN] Desde que os conflitos sírios começaram, há cinco anos, mais de 13 milhões de crianças pararam de estudar, segundo o último relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).  O mesmo estudo também apontou que cerca de 9 mil escolas foram destruídas ou danificadas por causa dos confrontos na Síria, Iraque, Iêmen e Líbia. Algumas destas crianças vieram ao Brasil com suas famílias em busca de um recomeço. Por isso, o Instituto Gênesis, localizado na Praça da Sé, está promovendo uma campanha de arrecadação de materiais escolares para as crianças de mais de 300 famílias sírias refugiadas na capital e que recebem atendimento no local.

Leia também: 

Ao chegar no Brasil, nem todas as crianças voltaram a estudar. Uma das principais dificuldades, além da diferença no idioma e cultura, é que a maioria não possui material escolar. “Acima de tudo, queremos garantir que elas tenham direito à educação, apesar das circunstâncias”, explica o coordenador da campanha, Wallysson Santos.

Para recolher as doações de materiais escolares na capital, foram criados postos de arrecadação no Hospital Adventista de São Paulo (Hasp), Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), Livraria Total Gospel, CPB Livraria – na Praça da Sé, Restaurante Vegetariano Family e na sede do Instituto Base Gênesis. Além disso, detalhes para doações em dinheiro também podem ser obtidos pelo telefone (11) 2129-2626. A arrecadação acontece até o dia 10 de fevereiro. [Equipe ASN, Jhenifer Costa]

Fonte: Notícias Adventistas

 
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Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized

 

No aniversário de São Paulo, imigrantes e refugiados marcam presença com festival cultural

Por Rodrigo Borges Delfim
Com colaboração de Géssica Brandino e Eva Bella

São Paulo deve à migração grande parte de seu dinamismo cultural e social. E esses elementos apareceram mais uma vez no aniversário de 462 anos da cidade, na última segunda (25), com um festival protagonizado por imigrantes e refugiados.

São Paulo Sem Fronteiras foi o tema da nona edição do Conexão Cultural, evento promovido anualmente no MIS (Museu da Imagem e do Som) e que desta vez foi organizado em conjunto com o GRIST (Grupo de Refugiados e Imigrantes Sem Teto), BibliASPA (Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes), MSTC (Movimento dos Sem Teto do Centro de São Paulo) e Associação Raso da Catarina.

“São Paulo não podia comemorar seu aniversário sem um grande evento com imigrantes e refugiados. Nada mais incrível aqui do que essa presença e que nos dá força para praticar a diversidade e perceber o quão belo é isso”, lembrou Paulo Farah, diretor da BibliASPA.

Organizadores do festival dão boas vindas ao público presente. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Mesmo sob forte calor, o festival lotou o MIS durante toda a tarde e se estendeu até as 22h com uma série de atrações musicais, de dança, arte e gastronomia de países como Haiti, Congo, Senegal, Togo, Palestina, Síria, entre outros. Em meio ao público, estimado em 2.500 pessoas pelo MIS, era possível ouvir tanto português como inglês, árabe, francês, espanhol e outros idiomas.

“Quando o refugiado sai do seu país ele deixa tudo por lá, mas traz consigo sua cultural. E nosso objetivo aqui é compartilhar essa cultura com vocês”, resumiu o congolês Pitchou Luambo, coordenador do GRIST.

A renda obtida com o festival será totalmente revertida para os próprios imigrantes que integraram o evento. E em breve deverão ser organizados novos festivais promovidos por imigrantes e refugiados na capital paulista.

Grupos musicais formados por migrantes do Congo, Senegal, Haiti e países árabes foram uma atração à parte no festival. Crédito: Eva Bella/MigraMundo

Oficinas diversas

Quem participou do evento também pode conferir painéis artesanais que retratam a história de mulheres refugiadas que vivem na Casa de Passagem Terra Nova, mantida no centro de São Paulo pelo governo estadual. A mostra “Refugiadas e arpilleras” foi desenvolvida com base na técnica têxtil surgida no Chile na década de 70 e que permitiu às mulheres retratar cenas do cotidiano em meio à ditadura militar.

Confeccionadas com juta, lã e pedaços de tecido durante oficinas sob orientação da arte-educadora Adriana Nalin. Um dos painéis levou quatro meses para ser produzido por quinze mulheres, que juntas elaboraram o retrato da união de pessoas de diferentes nacionalidades em torno da Terra. Em outro, mulheres sírias e africanas retrataram seus locais de origem. Em uma das imagens, o letreiro escrito em árabe dizia: “Damasco no coração de São Paulo”.

"Damasco no coração de São Paulo" é o que significa a inscrição em árabe no painel feito com a técnica têxtil arpillera, ensinada durante o evento. Crédito: Géssica Brandino/MigraMundo

Também ocorreram oficinas de caligrafia árabe, turbantes e dança africana e também de animação. Nessa última, o refugiado sírio Salim Mhanna ensinou os participantes do workshop a produzirem um projeto de animação no After Effects. Auxiliado pela tradução de um voluntário da BibliASPA, o professor Salim deu instruções sobre os comandos necessários e explicou os princípios básicos da animação.

Hoje refugiado, Salim é formado em antropologia visual pela Faculdade de Belas Artes de Damasco e tem 15 anos de experiência na produção audiovisual. Na terra natal, ele ajudava refugiados que viviam no país. No Brasil, ele busca uma oportunidade de trabalho que permita exercer a formação que tem e, dessa forma, manter a família, agora integrada pelo filho brasileiro Carlos, nascido há poucos meses.

Impressões do público

Para o estudante de filosofia José Alves, que trabalha com educação para prevenção ao câncer de mama, o festival mostra um lado da questão migratória que costuma ficar longe da cobertura dos grandes meios de comunicação. “A partir do momento que a gente passa a ver essas pessoas marcando presença aqui em São Paulo, ajuda a desmistificar as visões que temos sobre locais como a África, sobre nossa própria cultura”.

Público e atrações do evento interagiram com música e dança. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Já as figurinistas Alice Alves e Andréia Santana se queixaram de desorganização nas barracas de alimentos e esperavam um pouco mais da oficina de turbantes, oferecida durante o festival: “Faltou dizer de onde era, de que região era cada um dos turbantes, explicar melhor como funciona”, concordaram ambas.

O casal Cícero (33) e Míriam (29), que levou a filha Sophia (1) no evento, teve opinião diversa e elogiou a atividade como um todo. “Foi bem organizado, com ótimas apresentações musicais, só lamentamos não poder ter chegado mais cedo”.

Público não se contentou em apenas assistir e também tomou parte no evento. Crédito: Géssica Brandino/MigraMundo

Exposição fotográfica até dia 31

Além das atrações musicais, gastronômicas e das oficinas ao longo do dia 25, o MIS mantém até o dia 31 a mostra fotográfica Refugiados Eu Me Importo, feita a partir da convocatória feita nas redes sociais pelo Conexão Cultural e pelo GRIST.

Usando a hashtag #conexaomis, o público foi convidado a compartilhar fotos nas redes sociais que expressassem apoio aos refugiados e imigrantes que vivem no Brasil. As melhores imagens foram expostas no espaço Foyer do museu.

Este não foi o primeiro evento ligado à temática migratória que aconteceu recentemente no MIS. Em novembro passado o museu recebeu a exposição “Somos Todos Imigrantes“, do fotógrafo Chico Max, que depois passou por outros locais de São Paulo e atualmente está na estação Luz do metrô – até dia 31 de janeiro.

Fonte: http://migramundo.com/2016/01/26/no-aniversario-de-sao-paulo-imigrantes-e-refugiados-marcam-presenca-com-festival-cultural/#more-5275

 
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Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized

 

Os novos paulistanos: 5 histórias de imigrantes e de seus filhos nascidos na metrópole que dão cara a SP

http://noticias.r7.com/sao-paulo/fotos/os-novos-paulistanos-5-historias-de-imigrantes-e-de-seus-filhos-nascidos-na-metropole-que-dao-cara-a-sp-25012016#!/foto/1

 
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Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized

 

Alasita, o dia que os imigrantes deixam São Paulo mais boliviana

A cidade de Santos, no litoral paulista, tem pouco mais de 400 mil habitantes. A comunidade boliviana em São Paulo tem entre 350 e 400 mil imigrantes atualmente. É como se fosse uma “Santos” boliviana inserida na capital. Eles chegam todos os dias com uma bagagem de sonhos, mas o principal deles é de voltar ao país de origem com estabilidade financeira.

Por Mariana Serafini

 

Mariana Serafini

As "alasitas" miniaturas podem ser compradas nas barracas da feira para serem abençoadas pelos yatirisAs “alasitas” miniaturas podem ser compradas nas barracas da feira para serem abençoadas pelos yatiris

Há pouco mais de dez anos os bolivianos começaram a chegar na capital em busca de uma vida melhor e mais oportunidades de emprego. Com o tempo se instalaram principalmente na região Central e nos bairros da Zona Leste, afirma o diretor do Bolívia Cultural, Antonio Andrade Vargas. Hoje eles estão inseridos e convivem dividindo espaços e explorando novos lugares, como as cidades de Guarulhos e Campinas.

Em geral, no dia-a-dia eles estão “camuflados” em meio à rotina frenética da capital, mas uma vez por ano a cidade paulista se torna um pouco mais boliviana. É no dia 24 de janeiro que a comunidade comemora a festa de Alasita, onde se celebra a fartura e a riqueza, e são feitos pedidos e agradecimentos ao chamado Ekeo, deus aymara da abundância.

A celebração consiste em ter uma miniatura (a alasita) do que se deseja abençoada por Ekeko. São inúmeros os sonhos e ambições, e cada miniatura pode ser adquirida nas incontáveis barracas típicas instaladas especialmente para a festa. Há quem compre miniatura de dinheiro (pode ser na moeda que desejar), de casa, de materiais de construção, de carro, baú de fortunas, diplomas universitários.

Estas “alasitas” então recebem a bendição dos yatiris, espécie de feiticeiros que abençoam os objetos com fumaça de incenso, vinho e álcool. O ritual é conjunto porque o dono do objeto não é apenas espectador, ele participa. O padre da igreja católica também faz parte da cerimônia desvendando o sincretismo religioso, benção da igreja católica e dos yatiris às alasitas.


É comum que as pessoas circulem pela festa com suas “alasitas” penduradas  no pescoso | Foto: Mariana Serafini

Em São Paulo a festa acontece desde 1999 e em 2014 o prefeito Fernando Haddad a incluiu no calendário oficial do município. Este ano, pela primeira vez, a Alasita aconteceu em cinco pontos simultaneamente. Todas lotaram, não só de bolivianos, mas de paulistanos curiosos que puderam, além de conhecer um pouco mais sobre a cultura do país vizinho, se deliciar com o cardápio típico e se divertir com as danças tradicionais recheadas de cores de encher os olhos.

O prato típico da celebração é o “Plato Paceño” composto por favas, milho verde e batata cozidos, além de bife e queijo fritos. Esta iguaria pode ser facilmente adquirida em muitas das barracas, que servem também outras comidas típicas de diversas regiões da Bolívia. Os pratos vão dos mais elaborados, até os lanches simples como salsichas e batatas, ou as famosas salteñas.


Independente da festa que esteja acontecendo, se existir uma mesa de pebolim eles estarão concentrados nela | Foto: Mariana Serafini

Antônio explica que a maior parte dos bolivianos vem das regiões de Oruro, La Paz e El Alto, na Bolívia, e são muitos os objetivos que os levam a abandonar seu país e partir em busca de uma nova vida. De um modo geral eles chegam no Brasil já com emprego e moradia garantidos e a partir disso começam a construir os meios para o regresso. No entanto, nem todos conseguem voltar e acabam postergando o sonho.

Segundo Antônio, não é possível afirmar que o fluxo de bolivianos que chegam aumentou ou diminuiu nos últimos anos, mas com certeza muitos estão conquistando as condições necessárias para voltar à Bolívia. “Depois de um tempo muitos conseguem mandar dinheiro e comprar uma pequena casa, um comércio, e acabam voltando. Eles chegam aqui com o sonho de ‘fazer fortuna’, mas o que realmente conquistam é uma estabilidade mediana”.


Há os que já nasceram no Brasil, e os que vieram muito jovens, acompanhando o sonho dos pais | Foto: Mariana Serafini

Televisões de tubo, fogões, geladeiras, guarda-roupas e outros eletrodomésticos e móveis volumosos são alguns dos objetos que eles levam embora, quando retornam à Bolívia. É fácil perceber que seria mais vantajoso economizar o dinheiro do translado destes objetos e compra-los novamente lá. Mas Antônio explica que isto significa o símbolo de uma conquista. “Eles fazem questão de levar televisões antigas, fogões normais, porque isso é fruto do trabalho deles, foi o que conquistaram aqui, é um orgulho. Então eles preferem levar, mesmo pagando caro no transporte, a vender tudo aqui e comprar novos lá”.

Muitos dos que conseguem voltar afirmam que as condições de vida na Bolívia estão melhores que há dez anos, hoje é possível trabalhar menos lá e receber o equivalente ao que se recebe no Brasil. Mas mesmo assim o sonho de riqueza ainda encanta muitos dos que estão chegando. O segundo destino, depois do Brasil, é o Chile. Antônio explica que a estabilidade econômica do país é um dos principais atrativos. “Antes eles iam muito para a Argentina, mas hoje escolhem o Chile”.


Os bolivianos deram vida e cor à fonte da Praça da República, e às outras regiões da cidade que escolheram para viver | Foto: Mariana Serafini

Passada a Alasita a vida volta ao normal, e espera-se que o novo ano seja frutífero para conquistar os pedidos feitos a Ekeko. Porém, o clima de festa e o acolhimento boliviano ainda podem ser encontrados em alguns pontos específicos da capital. Aos domingos acontece uma feira na Praça da Kantuta, no Pari e eventualmente algumas festas típicas. Durante a semana a comunidade se concentra principalmente na Rua Coimbra. Independente de quantos bolivianos chegam ou partem diariamente, uma coisa é certa: São Paulo está ficando mais rica com a cultura, os costumes, a gastronomia, as músicas e as danças que eles deixam.

Do Portal Vermelho

 
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Publicado por em 27/01/2016 em Uncategorized