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Arquivo mensal: setembro 2014

Brasil desponta como nova rota dos refugiados

Eles estão longe do seu povo, da sua cultura, dos conflitos e das perseguições e tentam reconstruir suas vidas

HERCULANO BARRETO FILHO

Rio, São Paulo e Brasília – Com um lenço cobrindo a cabeça e um filho pequeno no colo, uma mulher rabisca no caderno as palavras escritas no quadro negro em português. A professora voluntária faz mímica e interpreta as palavras com caretas para ajudar cerca de 15 pessoas a entender expressões como ‘ficar sem trabalho’, ‘acordar cedo’, ‘pagar’ e ‘receber’. O vocabulário já faz parte do cotidiano de sírios no Brasil, que se consolida como a nova rota de refugiados na América Latina.

A cena ocorreu na quarta-feira à noite, no terceiro andar da mesquita da Liga da Juventude Islâmica do Brasil, no Pari, área central de São Paulo. Lá, refugiados sírios que chegam todas as semanas no país tentam aprender o idioma e nutrem a expectativa de uma vida melhor. Para eles, a realidade parece tão distante desse ideal quanto a paz na Síria.

Com 1.378 refugiados reconhecidos pelo governo federal, os sírios estão no topo do ranking em território brasileiro, à frente dos colombianos, com 1.236 casos. Quase a metade obteve essa condição neste ano, com 666 solicitantes — 71,8% dos 919 refugiados de 2014. Eles se concentram na capital paulista, com 403 novos casos, índice de 60,5%.

Mas o comerciante Amer Muhamad Masarani, à frente dos sírios que ajudam os refugiados, projeta uma população bem mais numerosa. E traça um cenário nebuloso, agravado pela dificuldade para conseguir moradia. Um caso emblemático ilustra bem o drama. No ano passado, estupradores amarraram um sírio que dormia na rua e atacaram a sua mulher.

Amer Masarani (foto acima à direita) ajuda companheiros síros a aprender português. Sharazad Dakak, com os filhos, tenta aprender o idioma. Depois da aula, sírios oram em mesquita.

Foto:  Patricia Stavis

Ciente do problema, Masarani e outros cinco comerciantes sírios contribuem com R$ 300 por mês para bancar três apartamentos, que abrigam 24 pessoas. Nesta semana, o grupo inaugurou uma associação sem fins lucrativos para ajudar os refugiados. “Fizemos isso porque o Brasil não está preparado. É um país grande, com muitas riquezas. Mas o governo é desorganizado”, critica.
Segundo ele, os sírios recebem moradia e 900 euros por mês — o equivalente a R$ 2,6 mil pela cotação da moeda na sexta-feira — nos países europeus. “Chegam ao Brasil imaginando que encontrarão o mesmo tipo de tratamento”, observa.

Masarani começou a receber os conterrâneos no começo dos conflitos, há três anos. Em agosto de 2011, recebeu duas irmãs e a mãe no país onde mora há 17 anos. No mês seguinte, 70 sírios chegaram com a roupa do corpo. Mas o movimento migratório para o Brasil só se intensificou a partir de setembro de 2013, com a liberação de visto humanitário aos sírios.

O problema é que eles ainda estão recebendo visto de turista. De lá para cá, cerca de 200 sírios chegam todo mês no país. Um terço deles é ajudado por Masarani, que tem 315 nomes cadastrados após traduzir as informações dos solicitantes de refúgio e encaminhar a documentação à Polícia Federal. Apenas o primeiro passo para pessoas que precisam aprender expressões em português como ‘ficar sem trabalho’, ‘acordar cedo’, ‘pagar’ e ‘receber’.

FAMÍLIA SEPARADA PELO CONFLITO

Dominique (nome fictício), 23 anos, tinha uma vida tranquila. Recepcionista em um hotel, morava com os pais e os irmãos em uma casa com quatro quartos e piscina em Damasco, capital da Síria. Uma realidade desfigurada pela guerra civil, que derrubou prédios, devastou famílias e impôs até toque de recolher. Depois de servir ao exército sírio por um ano, o irmão mais novo dele entrou em contato com a família, pedindo que todos deixassem o país. Ele planejava desertar das forças armadas e temia que a sua família fosse morta em represália à fuga.

Quando procurou as autoridades para tirar o passaporte, Dominique foi preso e torturado por três meses. “Eles viram que eu não tinha servido ao exército. Colocaram um pano na minha cabeça e me levaram para uma prisão isolada”, lembra.

Em meio a idosos e até crianças na carceragem, foi eletrocutado, queimado, espancado e interrogado, sob o pretexto de que poderia integrar a oposição. Era alimentado com sopa e pão. Só podia beber a água do banheiro. E passava frio com temperaturas de 6 graus à noite: “Eu voltei dos mortos. Na cadeia, só há gritos e desespero”.

Ele só escapou da cadeia porque o pai dele pagou pela sua vida, subornando pessoas ligadas ao governo. Depois de se recuperar dos ferimentos em um hospital no Líbano e de ter a casa e o carro destruídos, Dominique diz ter se tornado um especialista em buscar passaporte nas embaixadas.

Há dez meses no país, ele se queixa do abandono do governo. No Rio, sonha em voltar a morar com os pais, que estão em Brasília, e está à espera de dias melhores. “Não tenho dinheiro e não tenho emprego. Mas agradeço a Deus por estar vivo”.

EM BUSCA DE MORADIA E TRABALHO

Criticada pela comunidade síria, a concessão do visto de turista, válido por 90 dias, é avaliada pelo governo federal como alternativa para conceder a condição de refugiados aos imigrantes. “Essa disposição do governo brasileiro foi elogiada internacionalmente e passou a ser indicada como exemplo por outros países”, argumenta o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão.

O secretário elogia o engajamento da comunidade síria. “Houve menos impacto do que esperávamos na nossa rede de serviço. O apoio da comunidade síria foi fundamental para o êxito”. Entretanto, o comerciante Amer Muhamad Masarani, um dos representantes da comunidade síria, tem outra leitura: “Nós ajudamos porque não temos ajuda do governo.”

O mexicano Andréz Ramirez, representante do Acnur no Brasil, aponta a moradia, o desemprego e a dificuldade em aprender o idioma como os principais problemas para a adaptação dos sírios. “Aqueles que não falam a língua portuguesa têm mais dificuldade para se inserir no mercado de trabalho. Refugiados que falam idiomas de origem latina têm mais facilidade. Mas os sírios só falam árabe.”
ESTRANGEIROS VEEM PAÍS COMO EMERGENTE

A restrição de políticas migratórias na Europa e Estados Unidos obrigou estrangeiros em busca de refúgios a buscar alternativas para recomeçar. Em meio a esse contexto, o Brasil virou uma alternativa, em decorrência da estabilidade econômica.

Aurélio Rios, dos Direitos do Cidadão: estabilidade do país é atrativo

Foto:  João Laet / Agência O Dia

A análise foi feita por integrantes de um colegiado que criou um projeto de lei para buscar soluções ao crescimento da procura de solicitantes de refúgio no país. Apresentada há uma semana pelo Ministério da Justiça após discussão com membros do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, a proposição pretende agilizar a análise dos casos e oferecer melhores condições aos refugiados.

“Em razão da estabilidade econômica e da imagem do país, o Brasil passou a ser visto como um destino possível. Mas temos que permitir que ele trabalhe, tenha acesso à saúde e que seus filhos possam estudar em escolas públicas. Ele não pode sofrer discriminação por ser refugiado”, argumenta Aurélio Rios, procurador federal dos Direitos do Cidadão.

A ideia é que o projeto substitua o Estatuto do Estrangeiro, de 1980, que traz resquícios do regime militar, com princípios de segurança nacional. “Há tendência de protagonismo internacional do Brasil em relação aos direitos humanos e à política internacional”, afirma o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão.

Fonte: http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2014-09-07/brasil-desponta-como-nova-rota-dos-refugiados.html

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Publicado por em 26/09/2014 em Notícias

 

Campanha ICArabe e ADUS em apoio aos refugiados no Brasil: saiba como ajudar

O Instituto da Cultura Árabe e o ADUS – Instituto de Reintegração do Refugiado, com apoio da Cátedra Sérgio Vieira de Mello do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Observatório do Terceiro Setor, estão promovendo uma campanha para ajudar os refugiados no Brasil.

A ação é destinada a coletar doações de roupas, mantimentos, fraldas e outras necessidades que estão sendo detectadas pelo ADUS. A ONG visita refugiados e familiares para saber sobre o que eles precisam e tentar ajudá-los por meio de arrecadações.

O diretor executivo e um dos fundadores do ADUS, Marcelo Haydu, explica que cada um dos fundadores da ONG e cada voluntário fica responsável por acompanhar a situação e o desenvolvimento de um refugiado e sua família. “Móveis, sobretudo geladeira, cama e fogão, são necessidades permanentes”, explica Marcelo.

Esta semana, o ADUS pede ajuda para conseguir um carro aberto ou caminhão baú para retirar e levar as doações.

O ICArabe publicará, periodicamente, neste site, na newsletter semanal e na página do Facebook as necessidades que o ADUS identificar a cada semana.

Para doações, entre em contato pelo email apoiorefugiados@icarabe.org .

Para saber mais sobre o ADUS, acesse https://www.facebook.com/adusbrasil?fref=ts

 
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Publicado por em 26/09/2014 em Uncategorized

 

Campanha busca ajuda para sírios no Brasil

Iniciativa da ONG Adus e do Icarabe visa auxiliar refugiados que estão na capital paulista. Necessidades vão de móveis à inserção no mercado de trabalho.

São Paulo – O Instituto de Reintegração do Refugiado (Adus) e o Instituto da Cultura Árabe (Icarabe) lançaram esta semana uma campanha para auxiliar os refugiados sírios que estão em São Paulo. O objetivo é engajar principalmente a grande comunidade de origem árabe existente na cidade.

A campanha para ajudar os refugiados sírios está inserida dentro do programa Visita Amiga, organizado pela Adus. No programa, voluntários visitam indivíduos ou famílias refugiadas e fazem um levantamento de suas necessidades.

“Temos atendido muitos sírios. Cada vez que é feita uma visita, o voluntário volta com uma demanda. Muitos precisam de vagas de emprego, aulas de português, etc.”, conta Marcelo Haydu, diretor-executivo da Adus. A ONG também auxilia os refugiados na busca por trabalho.

Atualmente, 80 sírios são atendidos pelo Visita Amiga. Outra necessidade apontada por Haydu são lugares para que os sírios possam morar, ainda que temporariamente. “Temos alguns espaços de acolhimento no centro de São Paulo, que geralmente são vinculados à Igreja Católica”, explica. A maioria dos sírios que chega ao Brasil são homens solteiros ou casais com filhos.

Haydu conta que a campanha não tem uma duração específica, já que o atendimento aos sírios é contínuo, se estendendo a novos refugiados que chegam ao país. Segundo ele, a parceria com o Icarabe visa engajar a comunidade árabe que existe em São Paulo. “A comunidade árabe poderia ser uma parceira grande para ajudar as pessoas que estão aqui”, destaca.

Heloísa Dib, secretária-geral do Icarabe, ressalta que nem todos os sírios que chegam ao Brasil são de famílias pobres. Alguns têm formação universitária, mas que precisam aprender português e tirar carteira de trabalho para conseguir emprego. “Nós todos estamos tentando dar um apoio”, diz.

Quando estes refugiados conseguem um lugar para morar acabam também precisando de móveis para a casa. “Eles precisam de cama, fogão, etc. Qualquer coisa que venha é super bem-vinda”, ressalta. Como muitos casais têm filhos, também são aceitos brinquedos, livros, roupas infantis, fraldas, alimentos e outros itens de consumo diário.

As doações serão retiradas pela Adus na casa do doador e levadas diretamente aos refugiados. A ONG conta com um carro pequeno para fazer o transporte dos itens e também está em busca de um veículo maior para auxiliar nesta tarefa.

A secretária-geral do Icarabe reforça, porém, a necessidade dos refugiados encontrarem trabalho. “O que eles precisam é de emprego. Eles estão desesperados”, conta. Ela diz ainda que está procurando por membros da comunidade árabe que possam empregar estes refugiados. “A ideia é fazer uma corrente [de ajuda]”, completa.

Serviço

Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelos e-mails apoiorefugiados@icarabe.org e marcelo.haydu@adus.org.br, ou pelo telefone (11) 94744-2879 (Marcelo Haydu)
Também são aceitas doações em dinheiro

Fonte: http://www.anba.com.br/noticia/21864963/servicos/campanha-busca-ajuda-para-sirios-no-brasil/

 
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Publicado por em 26/09/2014 em Notícias

 

Câmpus atraem talentos estrangeiros

Altos salários e oportunidade de desenvolver áreas inexploradas são chamarizes para pesquisadores se fixarem no interior do Paraná

A criação de novos câmpus de universidades públicas no interior do estado gerou oportunidades não apenas para a comunidade local. Atraídos pela concorrência menor nos processos seletivos, bons salários ou mesmo pelo desafio de desbravar áreas do conhecimento inéditas na região, pesquisadores e estudantes de todo o país têm adotado o interior do Paraná como sua nova casa.

A UTFPR de Santa Helena, no Oeste do estado, é um exemplo de atração de talentos bem sucedida. Quando a instituição instalou seu novo câmpus na região, no fim de 2013, era essencial trazer mestres e doutores à localidade. O edital publicado em fevereiro desse ano para contratação de professores efetivos pelo salário inicial de R$ 8 mil para doutores e R$ 5,4 mil para mestres foi um dos incentivos para importar talentos.

Christian Rizzi/Gazeta do Povo

Obras do câmpus da Unila em Foz, uma universidade com vocação internacional para alunos e pesquisadores de vários países

Dois Vizinhos tem 40% de outros estados

Luana Campus Nunes (foto), 25 anos, enfrentou seu segundo inverno, mas ainda não conseguiu se acostumar com o frio. Ela saiu de Tucuruí, no Pará, onde a temperatura média é de 30°C durante o ano, para estudar Engenharia Florestal na UTFPR de Dois Vizinhos. “A estrutura daqui é muito boa, isso pesou na hora de escolher.” Depois de formada, ela pretende retornar para sua cidade para ficar perto da família. De acordo com a direção do câmpus, 40% dos acadêmicos vêm de outras regiões do país.

Subsídio

Unila ajuda estudantes com auxílio para moradia, alimentação e transporte

A Unila oferece hoje três subsídios básicos aos estudantes: auxílio moradia, auxílio alimentação e auxílio transporte. Os recursos da política de apoio ao estudante são oriundos do Plano Nacional de Assistência Estudantil, disponíveis para universidades federais desde 2007.

O auxílio moradia tem três modalidades: moradia própria da Unila, com 100 vagas, alojamentos locados, com 250 vagas, e subsídio financeiro de R$ 300 mensais, por meio do qual o aluno loca uma residência, geralmente para dividir com outros colegas. Atualmente, são 600 vagas.

Por meio do auxílio alimentação, o aluno recebe R$ 300 em dinheiro ou via cartão. No auxílio transporte, os estudantes recebem dois passes diários para deslocamento.

Dos 1,5 mil alunos da instituição, a Unila disponibiliza um total de 989 auxílios moradia, 1.034 auxílios alimentação e cerca de 850 auxílios transporte

Para receber a subvenção, explica o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Elias Oliveira, o aluno precisa se enquadrar na condição de vulnerabilidade socioeconômica e ter renda per capita de até um salário mínimo e meio. A seleção é feita por triagem realizada por uma equipe interdisciplinar da universidade. No caso de estrangeiros, parte da avaliação é feita por profissionais dos países de origem dos alunos.

O professor Itamar Iliuk foi um daqueles que topou o desafio de mudar de ares. Vindo do Rio Grande do Sul, e cursando doutorado em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo (USP), ele chegou a Santa Helena para coordenar o curso de Ciências da Computação, área que até há pouco tempo seria considerada inusitada para um município de base econômica rural. “A cidade e a instituição estão unidas para crescer”, aposta Iliuk.

Em seu primeiro ano de atividades, o câmpus oferece apenas mais um curso além de Ciências da Computação. É a licenciatura em Ciências Biológicas, cujo quadro de professores foi fechado com 100% de doutores. Mas o diretor-geral, Carlos Alberto Mucelin, adianta que a instituição trará mais novidades em breve para o município. Estão nos planos da instituição o lançamento de mais três cursos para 2016: Engenharia Mecânica, Engenharia Quí­mica e En­genharia de Softwares. “Es­tamos pensando o câmpus para 30 anos. O desafio é transformá-lo em referência no estado”, afirma o gestor.

Integração latina

Inaugurada em 2010, a Universidade da Integração Latino-americana (Unila), em Foz do Iguaçu, têm consolidado sua vocação internacional não apenas com o ingresso de alunos vindos do Paraguai e da Argentina, mas de pesquisadores de todo o continente.

Quando se trata de pesquisa, o chefe da divisão de pós-graduação, o professor mexicano Antonio de La Peña, explica que há projetos em todas as áreas do conhecimento, desde física até literatura latino-americana. “Os projetos tentam contribuir ao desenvolvimento e às problemáticas locais e latino-americanas”, diz.

A possibilidade ampliada de pesquisa, facilitada pela localização geográfica em uma área de fronteira entre três países, é uma das razões que atraiu o colombiano Gerson Meneses, professor do curso de História. “Vim pelo projeto. É a integração latino-americana o que me interessa”, afirma.

A universidade mantém atualmente 128 projetos de pesquisa e 48 de extensão, em temas variados, como assessoria financeira, atividades em escolas públicas, ensino de línguas, incluindo o guarani, e intervenções artísticas.

Imigração eleva a população e valoriza imóveis

O diretor-executivo da Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi), Dimas Bragnolo, diz que a Unila, e sua consequente atração de estudantes e professores, gerou emprego, renda, maior circulação de recursos no comércio e fomentou o debate intelectual na cidade. Em dez anos, diz Bragnolo, a tendência da cidade, que hoje tem pouco mais de 15 mil universitários, é chegar a 30 mil estudantes de ensino superior.

Os estudantes também movimentaram o mercado imobiliário de Foz. O vice-presidente do Secovi Regional Cataratas, Jilson José Pereira, diz que a universidade trouxe impacto positivo para a cidade. Especialmente na região Norte, onde o câmpus está em construção, os imóveis valorizaram.

Está nos planos de curto prazo da instituição uma ampliação ainda maior para receber mais estudantes de fora. Os 17 cursos em andamento devem chegar a 24 até o fim de 2015. A mais aguardada das graduações, no entanto, chegou há poucos meses. A instituição abriu no início do segundo semestre a primeira turma de Medicina, almejada por mais de uma década pela cidade que sofre com carência de médicos.

Em Santa Helena, onde a chegada da universidade é bem mais recente, a valorização do setor imobiliário chega a 15%. Essa é uma das razões pelas quais o presidente da Associação Comercial e Industrial de Santa Helena (Acisa), Gilson Altmeyer, considera o câmpus da UTFPR um marco para a economia local. “É uma grande indústria sem chaminé”, aposta. A chegada de alunos, servidores e professores já mexeu com a cidade.

Substituição

O prédio onde hoje funciona o câmpus da UTFPR em Santa Helena já foi uma extensão da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), cujas atividades foram interrompidas em 2005. Em sistema de extensão, eram ofertados os cursos de Administração, Pedagogia, Ciências Biológicas e Educação Física. O local foi construído pela prefeitura e a Unioeste ocupava em sistema de concessão. Para bancar a extensão, o município desembolsava cerca de R$ 1,5 milhão ao ano. Entre outras despesas, eram pagos transporte de professores. A transferência da estrutura para a UTFPR não foi tarefa fácil. Uma lei autorizando o repasse precisou ser aprovada na Câmara de Vereadores, após intensos debates e tentativas fracassadas de implantar um câmpus da Unioeste.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/especial-saber-que-transforma/conteudo.phtml?id=1500732&tit=Campus-atraem-talentos-estrangeiros

 
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Publicado por em 26/09/2014 em Notícias

 

FESTAS PÁTRIAS DA COMUNIDADE CHILENA EM SÃO PAULO – UNE CHILE: 20 E 27/09/2014

Une Chile informa.

Actividades de las organizaciones con motivo de las fiestas patrias.

“Festival de la cultura chilena”

Día: 20 de septiembrede 2014.
Local: Rua Mónaco 260, Parque Luzia, Barueri.
Horario: Desde las 11 horas hasta las 18 horas con comidas y bebidas típicas chilenas siendo atendidas por varios quioscos.
Show: Desde las 14:30 horas con grupo musical y la participación Folclórica del Grupo QuinchamaLí.
Ingreso: Liberado, pero limitado. Será necesario inscribir su Asistencia con:

Alini – 11 9 8694 5441 Tim

Álvaro – 11 9 5797 3367 Tim

Eliani – 11 9 9423 8065 Claro

Confirmación de presencia:

Alini – aliniabm@gmail.com

Vanessa – vanesscarriel@hotmail.com

Informaciones: Miguel Lobos Castillo – mj_lobos@hotmail.com

Organiza: Grupo QuinchamaLì.

 22º “18 chico”

Día: 27 de septiembre de 2014.
Local: Club Floresta, rua Jaime Regalo Pereira 141, Centro – Osasco.
Horario: Desde las 11 horas hasta las 18 horas.
Habrá quioscos con comidas y bebidas típicas chilenas.
Show: Participación de grupos folclóricos y grupo musical con salsa, merengues y cumbias.
Ingreso: Liberado.
Organiza: Une Chile.

Cueca Chile FESTAS PÁTRIAS DA COMUNIDADE CHILENA EM SÃO PAULO   UNE CHILE: 20 E 27/09/2014

Fonte: http://www.estrangeirosbrasil.com.br/2014/08/29/festas-patrias-da-comunidade-chilena-em-sao-paulo-06-20-e-27092014/
 
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Publicado por em 26/09/2014 em Notícias

 

Festa Primavera Latina em Guarulhos

Fonte: https://www.facebook.com/estrangeiros.aneib/photos/a.366348103433454.80465.350184855049779/745572988844295/?type=1&relevant_count=1

 
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Publicado por em 26/09/2014 em Notícias

 

Trabalho a estrangeiros no centro de São Paulo

PETTERSON RODRIGUES18 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 10:50

Dezessete por cento deles possuem formação acadêmica e falam três ou mais idiomas. Entre eles, há médicos, músicos profissionais, engenheiros, contadores, muitos trabalhando como garçom, ajudante e em outras funções bem diferentes das suas qualificações

Ao avistar a Paróquia Nossa Senhora da Paz, na Liberdade, muitos estrangeiros com malas e cobertores se aglomeravam na expectativa de como seria o dia. E se, enfim, conseguiriam um trabalho em uma nova fase da vida, longe dos seus países de origem. Eram na maioria haitianos e, ao passar pelo local até chegar na entrada da área de atendimento, o que se ouvia preponderantemente era o francês e o crioulo, principais línguas faladas no Haiti.

Representando uma empresa com interesse na contratação de mão de obra estrangeira, fui até a Rua do Glicério para participar de uma palestra e ter contato com os estrangeiros, todos documentados e legalmente prontos para uma oportunidade de trabalho.

No dia da palestra, na última terça-feira (16), 40 estrangeiros dormiram na entrada da Paróquia porque não havia lugar nas 110 vagas disponibilizadas pela Missão Paz no local. Segundo a assistente social Ana Paula Cafeu, que é mediadora do Eixo de Trabalho da entidade, eles não aceitam ir para os albergues da cidade porque ficam com medo, baseado em testemunhos de parentes e amigos, que já sofreram assaltos com a convivência com drogados e pessoas de ruas nesses ambientes.

De acordo com Cafeu, 2 mil haitianos já foram atendidos pela Missão Paz. Dezessete por cento deles possuem formação acadêmica e falam três ou mais idiomas. Entre eles, há médicos, músicos profissionais, engenheiros, contadores, muitos trabalhando como garçom, ajudante e em outras funções bem diferentes das suas qualificações, mas que aceitam porque a crença do povo daquele país em relação ao trabalho é muito forte, considerando que o trabalho significa liberdade, vida e dignidade.

Um empresário paulista do ramo de alimentação, que mantém empregado oito haitianos, fez seu testemunho no decorrer da palestra sobre o comportamento dos estrangeiros. “Fizemos uma dispensa porque o rapaz não se adaptou ao trabalho, precisava ser mais ágil. Os demais pediram uma reunião comigo e pediram desculpas pelo colega não ter atendido às expectativas, tamanha é a dignidade deles”, comentou.

Muitos brasileiros começam a se incomodar com a “concorrência” estrangeira e com o desempenho profissional dos imigrantes. “Eles queimam o nosso filme porque trabalham demais, são muito produtivos”, é um dos comentários citados por Ana Paula ao falar de suas visitas às empresas empregadoras dos imigrantes.

Após todos os esclarecimentos da assistente social, era o momento de ter contato com os estrangeiros e fazer as entrevistas. Em um auditório com a presença de cerca de 30 empresas brasileiras, aproximadamente 300 estrangeiros – haitianos, angolanos, congoleses, bolivianos, peruanos, entre outras nacionalidades – aguardavam ansiosos pelos anúncios de vagas feitos pelos intérpretes. Após entrevistar cerca de 20 pessoas, saímos de lá com três contratados para trabalhar com rede de telecomunicações, sendo um boliviano, um peruano e um haitiano. Um deles é engenheiro de petróleo e outro fala quatro línguas.

A Missão Paz está em 35 países e no Brasil é desenvolvida pelos Missionários Scalabrianos e acolhe os migrantes, imigrante e refugiados.

Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/153900/Trabalho-aos-estrangeiros-no-centro-de-S%C3%A3o-Paulo.htm

 

 
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Publicado por em 26/09/2014 em Notícias