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Arquivo mensal: agosto 2014

Africanos enfrentam falta de comida e higiene em SP

Com uma quentinha servida uma vez por dia, banheiros sem portas, vasos sanitários quebrados e higiene precária. É assim que haitianos e africanos, de várias nacionalidades – Congo, Angola, Nigéria, Togo, Gana, Serra Leoa, Costa do Marfim e Camarões – e de diferentes crenças religiosas estão vivendo no abrigo público da Rua do Glicério, região central de São Paulo. Com cerca de 200 estrangeiros ocupando alojamento de 150 vagas, os imigrantes reclamam da ausência de ventilação no salão dos beliches e da falta de privacidade nas latrinas masculinas.

“Este homem está comendo o que sobrou do jantar de ontem”, mostrava um africano, ao meio-dia de sexta-feira, dia 15, apontando para um cidadão de Gana que há um mês está em busca de vida nova no Brasil. Na segunda-feira, dia 18, e na quinta-feira, dia 21, a situação permanecia a mesma, quando o Estado voltou ao local.

Ao lado do colega, John Baidoo, também ganês, igualmente se alimentava de uma quentinha da véspera. O mais desesperado do grupo era Tahiru Funeri. Indignado, ele criticava a falta de higiene no abrigo. E apontava para um rapaz que, segundo ele, estava gripado e não tinha acesso a medicamentos. “Não há ventilação no dormitório. E este homem está doente. Nos banheiros, não há portas, há muita sujeira e urina em garrafas”, dizia o africano.

Na semana passada, os imigrantes continuavam recebendo somente o jantar, que é fornecido pela Prefeitura de São Paulo. O almoço e o café da manhã que, quando estourou a crise da imigração vinda do Acre, em abril, tinham ficado a cargo da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, por meio dos restaurantes Bom Prato, foram cortados depois de 60 dias. O Estado forneceu as refeições de 29 de abril ao dia 30 de junho.

Disputa

A tensão entre os imigrantes é crescente. No mesmo prédio estão abrigados haitianos, que falam francês, e africanos que falam inglês. Na manhã de segunda-feira, segundo dados da Prefeitura, havia cerca de 200 pessoas no abrigo, mas o espaço já registrou até 300 acampados dormindo em colchonetes no chão. No fim da manhã, continuava a chegar gente ao alojamento.

Funcionando em caráter emergencial, o abrigo do Glicério não tem banheiros adequados. Nem cozinha. O sanitário masculino do mezanino, no fundo do galpão escuro e sem ventilação mecânica, está quebrado. Os homens são obrigados a se aliviar em garrafas PET. As embalagens de refrigerantes e água servem de penicos, que ficam embaixo das camas – ou são colocadas, cheias, nos cantos do banheiro. O cheiro é forte. Africanos protestam, falando inglês, acusando haitianos – que se defendem, em francês. No prédio ao lado de um pátio cimentado, que separa o alojamento de uma edícula, há cinco latrinas. Mas as condições de uso são limitadas. A privacidade é zero. Não há portas nos banheiros – placas de madeira de pouco mais de um metro de altura expõem o usuário.

Sujeira

Água de esgoto escorre pelo chão do local, que é usado também como recepção, varal de roupas, praça de sol e sala de espera. Dezenas de pessoas transitavam por ali, até mesmo os recém-chegados com suas malas. Uma limpeza havia sido feita nos banheiros, mas somente com água. Não havia desinfetante disponível para a higiene do local.

As precárias condições de higiene do abrigo agravam a tensão do difícil convívio diário dessas dezenas de pessoas de nacionalidades, hábitos e costumes diferentes, que passam os dias sem ocupação, dependentes da burocracia na documentação para conseguir trabalho.

Para Tahiru Funeri, ganense que se diz habilitado para trabalhar como “butcher” (açougueiro), a falta de comida no abrigo e a demora no atendimento da documentação complicam o drama. Ele reclama que o Brasil oferece privilégios aos haitianos, enquanto o tratamento com os africanos é mais demorado. “Os haitianos recebem os documentos rapidamente. Os africanos têm de aguardar mais de mês”, emenda outro homem. Segundo Bismarck Attuah, ganense que procura trabalho como motorista, a permanência é temporária. “Queremos é ir trabalhar nas fazendas, em qualquer lugar”, diz. “Não queremos ficar aqui no abrigo”, emenda Baidoo. “Queremos trabalhar.” Colaborou Felipe Resk. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: https://www.dgabc.com.br/(X(1)S(yej352sydntwmlo3tw4t5wmj))/Noticia/818135/africanos-enfrentam-falta-de-comida-e-higiene-em-sp?referencia=minuto-a-minuto-topo

 
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Publicado por em 29/08/2014 em Notícias

 

9ª Mostra Mundo Árabe de Cinema no CCBB-SP: diretora egípcia Marianne Khoury apresenta “Zelal”, o primeiro registro cinematográfico de um hospital psiquiátrico no Egito

A 9ª Mostra Mundo Árabe de Cinema chega ao CCBB-SP – Centro Cultural Banco do Brasil neste dia 27 de agosto e traz uma convidada especial: a diretora egípcia Marianne Khoury, um dos nomes fortes do cinema daquele país, que apresentará o inédito “Zelal”, o primeiro registro cinematográfico de um hospital psiquiátrico no Egito. Marianne participará, na sessão “Cinema Egípcio Contemporâneo”, da mesa de debate “Cinema e Pathos”, no dia 30 de agosto, às 18h, após a exibição do filme “Zelal”, com mediação de Soraya Smaili, curadora da Mostra Mundo Árabe de Cinema.

As mudanças recentes na sociedade egípcia, ocorridas a partir de janeiro de 2011, levaram ao cinema um olhar mais aprofundado de suas virtudes e contradições, os dramas pessoais e os conflitos de geração. A política e a história recente ainda têm muito espaço no cinema documental, mas esse se abriu também para questões controversas, como a vida nos hospitais psiquiátricos do país, retratados em “Zelal”.

Marianne Khoury dirigiu seu primeiro documentário, “The Times of Laura”, em 1999, seguido por “Women Who Loved Cinema”, em 2002. Por mais de três décadas foi uma colaboradora muito próxima do grande cineasta egípcio Youssef Chahine. Atualmente, dirige a Misr Film Focus e participa do júri de inúmeros festivais como Roterdan, Abu Dhabi, Milão, entre outros.

Além desse encontro, a temporada no CCBB-SP terá a mesa de debate “O campo como condição: o lugar dos refugiados na política contemporânea”, dia 13 de setembro, às 18h. Essa mesa dialogará com os filmes “Shebabs de Yarmouk” e “Um mundo que não é nosso”, que retratam campos de refugiados palestinos na Síria e no Líbano. Será realizada em parceria com a Cátedra Sérgio Vieira de Mello do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) na Universidade Federal de São Paulo.

A Mostra

Com curadoria de Geraldo Adriano Godoy de Campos, diretor cultural do ICArabe, e Soraya Smaili, esta edição celebra, especialmente, as relações humanas, após alguns anos com produções voltadas para temáticas mais explicitamente políticas. “Não se trata de negar a dimensão políticas de tais espaços, como nas microrrelações familiares. Ao contrário. Apenas busca-se enfatizar o papel que o segredo e o indizível desempenham na produção das sociabilidades, em quaisquer sociedades. Evidentemente, as transformações políticas continuam demonstrando sua vitalidade, mesmo perante contradições”, ressalta o curador Geraldo Adriano Godoy de Campos.

Dividida em quatro sessões – “Panorama Mundo Árabe”, “Cinema Palestino”, “Cinema Egípcio Contemporâneo” e “Diálogos Árabes-Latinos” -, a 9ª Mostra Mundo Árabe de Cinema apresenta destaques do cinema palestino como “Omar”, primeiro filme palestino indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O ator e músico de alaúde Samer Bisharat, do elenco de “Omar”, esteve na cerimônia de abertura e participou de encontros com o público. Esta sessão traz ainda “Um mundo que não é nosso”, um dos grandes filmes árabes dos últimos anos, que trata de um campo de refugiados palestinos no Líbano.

A programação completa da Mostra está em http://www.mundoarabe2014.icarabe.org/index.html

 

Serviço:

9ª Mostra Mundo Árabe de Cinema

www.icarabe.org

http://www.mundoarabe2014.icarabe.org/index.html

Facebook: https://www.facebook.com/pages/Mostra-Mundo-%C3%81rabe-de-Cinema/3290059…

 

Mesa de Debate: Cinema e Pathos

30 de agosto, 18h

Mesa de Debate: O campo como condição: o lugar dos refugiados na política contemporânea

13 de setembro, 18h

 

CCBB-SP – Centro Cultural Banco do Brasil, de 27 de agosto a 14 de setembro

Sessões de quarta a domingo

Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada)

Cinema: 70 lugares

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP

Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô

Informações: (11) 3113-3651

bb.com.br/cultura / twitter.com/ccbb_sp / facebook.com/ccbbsp

SAC 0800 729 0722 / Ouvidoria BB 0800 729 5678

Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228 (Ed. Zarvos) – R$ 15,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB -, com transporte gratuito até as proximidades do CCBB.

Dê preferência ao transporte público. Acesso ao calçadão com paradas de ônibus na Rua Boa Vista e Rua Líbero Badaró e pelas estações Sé e São Bento do Metrô.

Horário de funcionamento da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

Aceita cartões de crédito e débito Visa e Mastercard, cheque ou dinheiro. Clientes BB, estudantes, professores da rede pública e maiores de 60 anos pagam meia-entrada. É indispensável a apresentação de documento que comprove o direito ao benefício.

Fonte: http://www.icarabe.org.br/noticias/9a-mostra-mundo-arabe-de-cinema-no-ccbb-sp-diretora-egipcia

 
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Publicado por em 29/08/2014 em Notícias

 

Adus realiza encontro com refugiados do mundo árabe

Mutirão para cadastro de currículos de refugiados e informações sobre os programas do Adus contou também com a participação do ICArabe

Em agosto, o Adus promoveu na Escola da Cidade um encontro com refugiados para cadastro e elaboração de currículos, visando o auxílio na busca de vagas de emprego.

Refugiados cadastram currículo em mutirão promovido pelo Adus, ICArabe e Escola da Cidade

O evento faz parte das ações do programa de Trabalho e Renda do Adus e contou com a presença, sobretudo, de refugiados sírios, uma vez que também esteve presente o ICArabe (Instituto da Cultura Árabe).

Além do cadastro para busca de empregos, os refugiados presentes puderam se informar sobre o curso de português para refugiados e o programa ApadrinhAdus, além de confraternizar com os voluntários.

Representado por sua secretária geral Helena Abreu Dib Julien, o ICArabe apresentou um pouco de suas ações cujo objetivo é a difusão das diferentes formas de expressão da cultura árabe, empenhando-se em derrubar mitos e preconceitos existentes sobre o mundo árabe.

ICArabe mostrou suas ações e procurou saber os interesses culturais dos refugiados

O instituto procurou ainda saber dos interesses de aspecto cultural e hobbies dos refugiados, já que estes podem configurar oportunidades de geração de renda.

Dentre as atividades realizadas pelo ICArabe para promover a cultura árabe está a
9ª Mostra Mundo Árabe de Cinema 2014 que acontece até 16 de setembro.

Fonte: http://www.adus.org.br/2014/08/adus-realiza-encontro-com-refugiados-do-mundo-arabe/

 
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Publicado por em 29/08/2014 em Notícias

 

Refugiados africanos vão atuar em Mogi das Cruzes

http://www.odiariodemogi.com.br/cidades/cidades/25116-refugiados-africanos-vao-atuar-em-mogi.html

 
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Publicado por em 29/08/2014 em Notícias

 

UFSCar abre vagas para refugiados

Universidade Federal de São Carlos tem inscrições abertas até 29 de setembro para estrangeiros em condições de refúgio interessados em cursar graduação. A instituição já recebeu estudantes do Oriente Médio.

Divulgação
Campus em São Carlos: um dos quatro da UFSCar

São Paulo – A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem inscrições abertas até 29 de setembro para refugiados que querem cursar graduação na instituição de ensino. A UFSCar oferece uma vaga em cada um dos 61 cursos que mantém em suas unidades nos municípios paulistas de São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino.

De acordo com o coordenador da Coordenadoria do Vestibular da universidade, Wagner Souza Silva, mesmo não havendo mais de um candidato refugiado para cada vaga oferecida, todos precisam passar pelo processo seletivo. Os inscritos fazem uma prova objetiva e uma prova oral, nas quais precisam atender critérios como nota mínima.

As provas são em português. Segundo Silva, normalmente os candidatos já chegam com fluência na língua, alguns fizeram o ensino médio no Brasil e outros estudaram o idioma. De qualquer maneira, se o refugiado for aprovado, mas precisar reforçar seu português, a UFSCar encaminha aos seus próprios cursos de extensão na área.

Segundo o coordenador, a procura não é muito grande, é de cinco a dez refugiados por processo seletivo. E os cursos buscados são variados, desde Administração até Engenharias e graduações na área de Saúde. A UFSCar oferece cursos como Biotecnologia, Física, Enfermagem, Medicina, Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Psicologia, Pedagogia, Letras, Fisioterapia, entre outros.

Silva explica que as vagas para pessoas em condições de refúgio são adicionais às autorizadas, aquelas convencionais disputadas no Vestibular. A UFSCar começou com a iniciativa em 2009 e recebe alunos de regiões como Oriente Médio, África e América Latina. Ele afirma que não pode citar os países para não identificar os refugiados.

Para se inscrever para o processo o candidato refugiado precisa enviar uma carta para a UFSCar indicando o curso pretendido, juntamente com a documentação exigida, entre eles o comprovante da sua condição de refugiado por meio de uma declaração do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), ligado ao Ministério da Justiça. Os cursos são todos gratuitos porque a universidade é pública.

Serviço:

Vagas para refugiados na graduação da UFSCar
Inscrições até 29 de setembro de 2014
Documentação pelos Correios: Pró-Reitoria de Graduação da UFSCar, Rodovia Washington Luis, km 235, CEP 13565-905, São Carlos (SP).
Mais informações: www.ufscar.br e (16) 3351-8152

Fonte: http://www.anba.com.br/noticia/21864685/educacao/ufscar-abre-vagas-para-refugiados/?indice=0

 
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Publicado por em 29/08/2014 em Notícias

 

Abertas inscrições para o Science Tour 2014

O Serviço Alemão de Intercâmbio (DAAD) está organizando uma excursão de uma semana às instalações de pesquisa de ponta na Alemanha, nas áreas de modelagem e simulação computadorizada. Pesquisadores estrangeiros e administradores de universidades e institutos de pesquisas podem se aplicar para o Science Tour 2014.

Todos os candidatos devem ser qualificados para iniciar e gerir grandes projetos em pesquisa de ponta ou de cooperação educacional. Domínio da língua alemã não é necessário, uma vez que o programa será realizado em inglês. Ter um título de doutorado há pelo menos dois anos e ser filiado a alguma universidade não-alemã  são pré-requisitos para a candidatura.

Os candidatos também devem ter forte interesse em cooperação internacional e experiência em pesquisa nas áreas de modelagem e simulação computadorizada nos segmentos de Ciências Marítimas, Economia, Mudanças Climáticas e Epidemiologia. O programa inclui visitas em centros de pesquisas nas cidades de Berlim, Hamburgo, Kiel, Rostock , Potsdam e na ilha de Rügen.

O DAAD oferece subsídio para todos os custos referentes ao período de estadia na Alemanha (acomodação, viagens locais refeições principais). Entretanto, é responsabilidade dos participantes custear seus gastos com a viagem internacional.

A viagem acontece de 30 de novembro a 06 de dezembro.  Inscrições podem ser feitas online até 20 de setembro de 2014. O resultado será comunicado até dia 20 de outubro.

Para mais informações e inscrição, clique aqui.

Centro Alemão de Ciência e Inovação de São Paulo – DWIH

Fonte: http://www.brasilalemanhanews.com.br/Noticia.aspx?id=4863

 
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Publicado por em 29/08/2014 em Alemães, Notícias

 

Estrangeiros resgatados de trabalho escravo em SP

Foram libertados 31 bolivianos e um peruano a trabalhar em duas oficinas de costura em condições de escravidão, em São Paulo, para a empresa GEP, dona das marcas Cori, Emme e Luigi Bertolli, avança a G1.
Estrangeiros resgatados de trabalho escravo em SP

Reuters
NACIONAL

O Ministério do Trabalho encontrou 31 estrangeiros trabalhando em condições de escravidão, para duas oficinas de costura da empresa GEP, em São Paulo. Três em Guarulhos e os restantes em Belenzinho, na Zona Leste da cidade.

Eles trabalhavam até 13 horas por dia e pagavam, à sua conta, despesas de alimentação, habitação e a viagem feita para o Brasil.

A GEP, dona das marcas Cori, Emme e Luigi Bertolli, terá que pagar, segundo o Ministério doTrabalho, uma multa que chega a R$1,1 milhão.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com.br/nacional/72208/estrangeiros-resgatados-de-trabalho-escravo-em-s%C3%A3o-paulo#.VAClt_ldUQk

 
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Publicado por em 29/08/2014 em Notícias