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Arquivo mensal: julho 2014

Brasil e Israel abrem edital para projetos de P&D

Brasil e Israel publicaram a terceira chamada de propostas para cooperação em pesquisa e desenvolvimento industrial do Programa de Cooperação Tecnológica entre os países. Empresas brasileiras e israelenses, de todos os setores, podem apresentar propostas de P&D para projetos conjuntos até 16 de outubro de 2015. Os interessados em participar terão assistência no processo de procura de parceiros, o mecanismo conhecido como matchmaking, por meio do site do programa: http://www.brasilisrael.mdic.gov.br
No último edital, cinco projetos, de dez enviados, passaram pelos critérios de seleção e foram aprovados para recebimento de recursos. A iniciativa faz parte das atividades previstas no Memorando de Entendimento assinado entre o Brasil e Israel em 2007. As empresas são convidadas a elaborar propostas de cooperação em pesquisa e desenvolvimento (P&D) que resultem no desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços de aplicação industrial. Sua produção pode ser direcionada tanto à comercialização doméstica quanto ao mercado global.
Os projetos conjuntos entre empresas israelenses e brasileiras elegíveis no âmbito do programa podem receber financiamento. Este mecanismo permite às empresas desenvolver tecnologias inovadoras e facilitar a sua inserção internacional. As empresas podem apresentar seus projetos a qualquer momento, eles serão avaliados de forma intermitente e por ordem cronológica de apresentação.
O Programa de Cooperação é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC) e o MATIMOP, o Centro de P&D da Indústria Israelense. Israel fornecerá recursos para suas empresas através do Escritório do Cientista-Chefe (OCS), enquanto que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) vão ser o apoio financeiro no Brasil.
Todas as informações poderão ser encontradas no site http://www.brasilisrael.mdic.gov.br ou nos escritórios:
Missão Econômica de Israel em São Paulo
Tel.: (11) 3095-3111 E-mail: saopaulo@israeltrade.gov.il
Missão Econômica de Israel no Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3259-9148 E-mail: rio@israeltrade.gov.il
(Missão Econômica de Israel no Brasil)
Fonte: ANPEI
 
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Publicado por em 31/07/2014 em Notícias

 

Comunidade malinesa em SP pede união por uma vida melhor e em prol da África

“Sozinho, um dedo não pode levantar uma pedra. Ele precisa de outros dedos, braços e pernas para essa tarefa”. Foi com essa mensagem e o objetivo de união em mente que a União Malinesa de São Paulo (UMSPB) chamou cidadãos do Mali e de outros países para a terceira conferência da entidade, realizada neste domingo (20) no auditório da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, região central da capital.

Diretoria da UMSPB presidiu a Conferência dos malineses em São Paulo, que reuniu também imigrantes de outras nacionalidades. Crédito: Rodrigo Borges Delfim

Logo no início do encontro, nomes de colaboradores e convidados da associação (brasileiros e imigrantes) foram lembrados um a um pelo conselheiro Moussa n’daye (Grand Papa), em uma mostra de gratidão pelo apoio. O evento foi em francês e português, de modo que todos os participantes pudessem entender as discussões.

Embora o evento fosse organizado pela comunidade malinesa, representantes de diversas nacionalidades marcaram presença, de brasileiros a latinos e nativos de países africanos como Senegal, Burkina Faso, República Democrática do Congo, Nigéria, Guiné-Bissau, entre outros.

Malineses e imigrantes de outras nacionalidades marcaram presença no encontro. Crédito: Rodrigo Borges Delfim

O chamado de união foi direcionado não apenas aos cidadãos do Mali, mas também aos de outros países africanos que sofrem com disputas e conflitos internos que desestabilizam a economia e a sociedade locais. União que deve servir de exemplo aos conterrâneos que ficaram na terra natal e também para que a comunidade africana no Brasil possa lutar por uma vida melhor.

“Uma pessoa, um objetivo, uma fé. É indivisível o Mali”, disse o presidente da UMSPB,  Saddo Ag Almouloud, ao lembrar dos conflitos que atualmente afetam o país, em especial na região norte. “A união é uma luta na qual o bem ganha do mal e busca a reconciliação entre todos os irmãos”, completou o dirigente, ao pregar tal sentimento entre os cidadãos do país que vivem no exterior.

Mapa da África com destaque para a localização do Mali, país independente desde 1960. Crédito: Wikipedia

O encontro foi parabenizado pelo poder público municipal, representado pelo coordenador de Políticas Públicas para Imigrantes da Prefeitura, Paulo Illes, que atuou para que a associação pudesse realizar o encontro no auditório da secretaria. “A Secretaria de Direitos Humanos ficou mais bonita hoje. Em um dia de domingo, a comunidade africana de São Paulo se reúne por iniciativa própria e mostra o protagonismo de vocês, imigrantes, que vêm aqui para conversar sobre os problemas que vocês enfrentam”.

Durante o encontro, os organizadores aproveitaram para mobilizar a comunidade em torno de uma das próximas festividades dos malineses, a Festa de Independência do país (conquistada em 1960), a ser celebrada no próximo dia 22 de setembro na Praça da Sé, no coração de São Paulo.

Improviso e descontração para abordar os problemas

As barreiras enfrentadas pelos malineses são semelhantes aos de outros imigrantes em São Paulo. E uma deles, a inclusão bancária, foi lembrada de maneira lúdica e descontraída com uma pequena encenação improvisada no auditório.

Encenação retratou problemas que os imigrantes enfrentam ao tentar abrir conta bancária. Crédito: Rodrigo Borges Delfim

Nela, os imigrantes descreveram as dificuldades que já tiveram ao tentar abrir conta em uma agência – documentos rejeitados, tratamento depreciativo, falta de orientação, entre outros. No auditório, os imigrantes presentes riam e se identificavam com as situações representadas.

“Infelizmente a situação que vocês apresentaram aqui é a mais pura realidade. Temos tentado de alguma maneira buscar soluções, mas essa é uma luta muito longa”, explica Illes. Trata-se de mais uma barreira a ser superada em conjunto por malineses e pelos demais imigrantes.

Público presente no encontro ri e se identifica com os problemas retratados na encenação. Crédito: Rodrigo Borges Delfim

A conferência continuou ao longo da tarde de domingo, com outras atividades culturais,  – música e uma poesia composta pelo vice-secretário da UMSPB, Adama Konate (que será publicada em breve neste blog). Além, é claro, de mais debates movidos pelo desejo de união entre os cidadãos malineses e de outras nacionalidades. Com essa união, e mostrando o quanto ela é benéfica à sociedade, mais e mais pedras poderão ser removidas.

Fonte: http://migramundo.com/2014/07/21/comunidade-malinesa-em-sp-pede-uniao-por-uma-vida-melhor-e-em-prol-da-africa/

 
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Publicado por em 29/07/2014 em Notícias

 

Homenagem da comunidade ucraniana em São Paulo às vítimas da tragédia do avião Boeing-777 da companhia aérea Malaysian Airlines

No dia 20 de julho de 2014 a comunidade ucraniana em São Paulo, através da Sociedade Ucraniano-Brasileira Unificação e com o apoio do Consulado Honorário da Ucrânia em São Paulo e Consulado Geral da Ucrânia em São Paulo, realizou uma Missa em homenagem às vítimas da tragédia, ocorrida com o avião Boeing-777 da companhia aérea Malaysian Airlines.

Após a Missa, todos os presentes seguiram em cortejo a pé para depositar a Coroa de Flores no Monumento erguido em Comemoração ao Milênio do Cristianismo na Ucrânia.

O Cônsul Honorário da Ucrânia em São Paulo Sr. Jorge Rybka proferiu um discurso aos presentes, lembrando as maiores tragédias do povo ucraniano, em particular a II Guerra Mundial, Holodomor (fome artificial) dos anos 1932-1933, Maidan, bem como foram lembradas as vítimas dos ataques criminosos orquestrados pelos terroristas pro-russos e as 298 pessoas mortos em 17 de julho de 2014 no ataque terrorista no avião Boeing-777 da companhia aérea Malaysian Airlines.

Fonte: http://brazil.mfa.gov.ua/pt/press-center/news/26019-vshanuvannya-ukrajinsykoju-gromadoju-m-san-paulu-zhertv-tragediji-z-litakom-boeing-777-aviakompaniji-malaysian-airlines

 
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Publicado por em 25/07/2014 em Notícias

 

Comunidade judaica faz ato em SP pelo direito de Israel se defender

Ato da comunidade judaica a favor da paz e pelo direito de Israel se defender reuniu ao menos 600 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, na noite desta quinta-feira (24), na região central de São Paulo.

Convocado pela Juventude Judaica Organizada (JJO) e pela Federação Israelita do Estado de São Paulo, o evento foi realizado na Praça Cinquentenário de Israel, em Higienópolis. As vias no entorno da pequena praça foram bloqueadas para o trânsito pela Polícia Militar e por agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Durante todo o ato, o advogado Pérsio Bider, integrante da JJO, insistia em deixar claro que não se tratava de um ato político, mas a favor da paz. “Nossos atos não são nada políticos, nada religiosos. E este ato já havia sido marcado previamente, mas acabou coincidindo”, ressaltou Bider, referindo-se ao imbróglio diplomático envolvendo as chancelarias de Brasil e Israel.

Depois do ato, os organizadores deixaram claro que o governo brasileiro errou ao não dispensar o mesmo tratamento aos dois lados do conflito: israelenses e os terroristas do Hamas. No entender de Persio Bider, o governo, inclusive, estaria “importando o conflito” para o Brasil.

 

“É uma situação que preocupa bastante, pincipalmente porque, infelizmente, o Planalto não quer ter o conhecimento necessário dos dois lados do conflito. Foi uma situação totalmente unilateral, que condena Israel, mas não condena o Hamas. Então, para a gente é muito triste, pelo fato de que o Brasil está importando o conflito para cá. E a gente não precisa que importe conflito. Nós vivemos em paz aqui, judeus e árabes”, justificou.

O advogado considera que é o Brasil que age de maneira desproporcional ao tratar Israel de forma distinta com que lida com o Hamas. A diplomacia brasileira condenou o uso desproporcional da força por Israel em Gaza.

“Eu vejo como desproporcional como o Brasil trata o conflito entre Israel e a Palestina. Na verdade, não é entre Israel e Palestina, isso que tem de ficar muito claro. É entre Israel e Hamas, um grupo terrorista que prega a destruição dos judeus. Infelizmente, o governo brasileiro errou muito e nós somos muito críticos em relação a isso, porque eu sou brasileiro, não sou israelense. Errou por quê? Porque tem de ouvir as duas partes. Desproporcional é como eles estão tratando esse tema”, concluiu.

Persio Bider, da Juventude Judaica Organizada (Foto: Marcelo Mora/G1)Persio Bider, da Juventude Judaica Organizada
(Foto: Marcelo Mora/G1)

Henry Gherson, assessor executivo da federação israelita de São Paulo, também cobrou maior equidade por parte do Brasil ao tratar com os dois lados do conflito.

“Se posicionando contra Israel e contra as ações israelenses, o Brasil ignorou completamente o grupo terrorista Hamas, ignorou as suas ações, ignorou toda a sua tática de guerra, que é colocar civis na linha de fogo, para morrerem e mostrar na mídia depois. Que as críticas feitas a Israel também sejam feitas ao Hamas. A gente sabe que toda guerra tem lados errados dos dois lados, mas é muito estranho que um país ignore um grupo terrorista, que em seu estatuto diz que quer destruir o estado judaico, e o Brasil ignora isso”, afirmou.

Segundo ele, Israel busca principalmente uma resolução pacífica do conflito. “Israel quer a paz, o povo judeu quer a paz e a nossa manifestação e de todas as comunidades judaicas no Brasil é para isso. Israel aceitou três cessar-fogo; o Hamas, não”, completou.

Confederação Israelita do Brasil
Por meio de nota, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) manifestou nesta quinta-feira sua indignação com a posição do Ministério das Relações Exteriores, “na qual se evidencia a abordagem unilateral do conflito na Faixa de Gaza, ao criticar Israel e ignorar as ações do grupo terrorista Hamas”.

Segundo a Conib, “fatos inquestionáveis demonstram os inúmeros crimes cometidos pelo Hamas, como utilização de escolas da ONU para armazenar foguetes, colocação de base de lançamentos de foguetes em áreas densamente povoadas e ao lado de hospitais e mesquitas”.

No comunicado, a confederação exortou”o governo brasileiro a pressionar o Hamas para que se desarme e permita a normalização do cenário político palestino” e lamentou “o silêncio do Itamaraty em relação à política do Hamas de construir túneis clandestinos, em vez de canalizar recursos para investir em educação, saúde e bem-estar da população na Faixa de Gaza”.

Para a Conib,  a nota do Ministério das relações exteriores desta quarta-feira “só faz aumentar a desconfiança com que importantes setores da sociedade israelense, de diversos campos políticos e ideológicos, enxergam a política externa brasileira”.

‘7a 1 é desproporcional’
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, rebateu em entrevista ao Jornal Nacional, exibida na noite desta quinta-feira, as críticas feitas pelo governo brasileiro deuso “desproporcional” da força israelense na Faixa de Gaza.

Ele ironizou a declaração do Brasil e fez referência à derrota sofrida pela seleção brasileira por 7 a 1 em partida contra a Alemanha na semifinal da Copa.

“A resposta de Israel é perfeitamente proporcional de acordo com a lei internacional. Isso não é futebol. No futebol, quando um jogo termina em empate, você acha proporcional e quando é 7 a 1 é desproporcional. Lamento dizer, mas não é assim na vida real e sob a lei internacional”, disse Palmor.

Na quarta (23), em nota oficial, o governo brasileiro classificou de “inaceitável” a escalada da violência na Faixa de Gaza e informou que chamou o embaixador em Tel Aviv “para consulta”.

A medida diplomática de convocar um embaixador é excepcional e tomada quando o governo quer demonstrar o descontentamento e avalia que a situação no outro país é de extrema gravidade.

Nesta quinta, o jornal “The Jerusalem Post” publicou reportagem na qual Yigal Palmor questiona a retirada do embaixador e chama o Brasil de “anão diplomático”.

Em reação, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou que, se existe algum “anão diplomático”, o Brasil não é um deles.

Há muitos contatos diplomáticos sendo feitos [sobre cessar-fogo]. Infelizmente o Brasil não faz parte. O Brasil se afastou de todos os movimentos diplomáticos ao convocar seu embaixador”
Yigal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel

Em entrevista à TV Globo, Yigal Palmor afirmou ainda que desproporcional seria deixar “centenas de pessoas mortas nas ruas de Israel”.

Quase 800 palestinos, incluindo mulheres e crianças, e mais de 30 israelenses, entre estes 29 soldados, morreram em duas semanas de ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza.

O porta-voz destacou que o que desequilibrou o número de mortos na guerra foi o sistema antimísseis do país.

“A única razão para não termos centenas de mortos nas ruas de Israel é termos desenvolvido um sistema antimíssil e não vamos nos desculpar por isso. Se não tivéssemos esse sistema haveria centenas de pessoas mortas nas ruas de Israel. Isso seria considerado proporcional?”, questionou.

Ao ser perguntado sobre se Israel vê possibilidade de um cessar-fogo com a iniciativa de discussão liderada pelos Estados Unidos, o porta-voz voltou a alfinetar o Brasil.

“Há muitos contatos diplomáticos sendo feitos. […] Infelizmente o Brasil não faz parte. O Brasil se afastou de todos os movimentos diplomáticos ao convocar seu embaixador. Mas há outros países envolvidos. Um dia desses vai haver um cessar-fogo. A questão é saber quantas pessoas vão pagar com suas vidas pela teimosia e extremismo do Hamas.”

 

Ataque contra escola
Disparos contra uma escola da ONU em Beit Hanoun, norte da Faixa de Gaza, deixaram mortos nesta quarta. A escola abrigava vários palestinos refugiados, disse o porta-voz do ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Qidra.

A autoria do ataque ainda é incerta. O governo palestino o chamou de “brutal agressão israelense”. Israel, no entanto, disse que está analisando o que aconteceu e que um foguete do Hamas pode ter causado as mortes.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/07/comunidade-judaica-faz-ato-em-sp-pelo-direito-de-israel-se-defender.html

 
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Publicado por em 25/07/2014 em Judeus, Notícias

 

Brasil tem hoje 5,2 mil refugiados de 79 nacionalidades

O Brasil abriga hoje 5.208 refugiados, sendo os colombianos e os angolanos quase metade dos estrangeiros com o status. É o que mostram dados atualizados do Comitê Nacional de Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça.

Os números revelam que os pedidos de refúgio no país têm crescido exponencialmente ao longo dos anos. Em 2013, foram 5.256, ante 566 em 2010. As solicitações aceitas também aumentaram: de 126, em 2010, para 649 no ano passado.

Para o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, o aumento é decorrente exclusivamente das condições internacionais. “Isso acontece devido ao agravamento da crise no Oriente Médio e dos conflitos nos países africanos e também no nosso continente”, diz.

O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Andrés Ramirez, concorda que o acirramento de conflitos, como a guerra civil na Síria, é fator fundamental para esse fluxo, mas ressalta também uma presença maior do Brasil no cenário internacional. “As solicitações aumentaram no mundo todo. Além das crises humanitárias antigas, como a do Iraque e a do Afeganistão, em 2011 houve a Primavera Árabe. Problemas na Costa do Marfim, no Mali, na Somália e no Sudão do Sul também foram registrados”, afirma.

O refúgio é um direito de estrangeiros garantido por uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1951 e ratificada por lei no Brasil em 1997. Segundo o Ministério da Justiça, o refúgio pode ser solicitado por “qualquer estrangeiro que possua fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, opinião pública, nacionalidade ou por pertencer a grupo social específico e também por aqueles que tenham sido obrigados a deixar seu país de origem devido a uma grave e generalizada violação de direitos humanos”. Com esse status, as pessoas passam a ter os mesmos direitos dos habitantes do país.

As entrevistas com os estrangeiros são feitas por técnicos, que fazem um relatório atestando ou não sua elegibilidade. A decisão final é tomada em reunião plenária do Conare. Em 2013, pela primeira vez o número de solicitações aprovadas foi maior que o de negadas – 649 contra 636.

Nacionalidades

Atualmente, há refugiados de 79 nacionalidades vivendo no Brasil. O maior grupo é formado por colombianos: 1.154 no total. Desses, 360 são reassentados, isto é, estrangeiros que conseguiram refúgio em um país e, por alguma circunstância, precisaram migrar para um terceiro.

O Brasil é uma das poucas nações que participam do programa de reassentamento do Acnur. Segundo o Ministério da Justiça, no caso dos colombianos, o objetivo é cooperar com o Equador na busca por uma solução para os mais de 55 mil colombianos refugiados naquele país. O compromisso de ajuda foi assumido pelo Brasil diante de organismos internacionais.

O representante do Acnur afirma que houve mudanças importantes na Colômbia recentemente, com o reconhecimento por parte do governo da responsabilidade em crimes cometidos nos últimos 50 anos de conflito, a reparação das vítimas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a restituição de terras. “O início do diálogo de paz é importante, mas os colombianos continuam deixando o país porque não têm confiança de que o processo vai dar certo. Há muito ceticismo e a maioria acha que a situação não vai mudar radicalmente”, diz Ramirez.

Segundo ele, um acordo firmado entre países do Mercosul possibilita que colombianos – e também argentinos, paraguaios, uruguaios, chilenos e peruanos – solicitem residência permanente no Brasil. Por essa razão, muitos optam por não pedir o refúgio, já que existe essa possibilidade.

Os angolanos aparecem na segunda posição do ranking de refugiados no Brasil, com 1.062 pessoas. Esse número, no entanto, deve diminuir gradativamente, pois houve um pedido do Acnur para que fosse cessada a condição de refugiados aos habitantes que deixaram o país africano durante a guerra civil (que durou quase três décadas e foi encerrada em 2002), em razão de a situação já ter sido estabilizada. O processo ainda está em curso.

“Como medida complementar, foi oferecida a possibilidade de eles continuarem no território nacional como residentes permanentes, por cumprirem todos os requisitos legais. Isso foi feito para que aqueles indivíduos que possuíam suficiente integração cultural e econômica por longos anos pudessem receber uma solução duradoura. E foi dada a oportunidade para os que tinham interesse em voltar fazerem isso, a partir do exercício de sua própria autonomia”, afirma o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão.

No caso de novas solicitações de angolanos, Abrão diz que o Conare faz uma análise “criteriosa e individualizada” para identificar se há um fundado temor de perseguição particular.

O terceiro maior grupo de refugiados no Brasil é formado por congoleses, que ainda convivem com uma crise humanitária em consequência de embates entre governo e opositores do presidente Joseph Kaliba. Ao todo, são 617 indivíduos com esse status reconhecido em território nacional.

Já os sírios ocupam a quarta posição do ranking. Dos 333 refugiados, 284 conseguiram o status no ano passado, após uma escalada da violência no país árabe, que registra em três anos mais de 150 mil mortos nos conflitos entre rebeldes e forças do regime do presidente Bashar al-Assad.

Pedidos

Do total de pedidos de refúgio feitos ao Brasil no ano passado, 2.242 (43%) foram de africanos. Outras 2.039 solicitações (39%) partiram de asiáticos. A maioria ainda não foi analisada.

Bangladesh lidera a lista de nacionalidades com o maior número de pedidos de refúgio em 2013, com 1.837. Apenas uma pessoa proveniente do país, no entanto, teve a condição reconhecida no ano passado. O Senegal aparece logo atrás, com 961 pedidos, sendo que apenas quatro habitantes conseguiram o status em 2013.

De acordo com o secretário nacional de Justiça, a maioria dos bengalis e senegaleses entra no Brasil por razões econômicas, que não se enquadram no refúgio. “Eles têm utilizado o expediente do refúgio porque têm encontrado excesso de burocracia na solicitação de visto prévio como imigrantes comuns. Quando é feita essa solicitação de refúgio, as convenções internacionais estabelecem que é preciso conceder a autorização provisória de permanência. Isso porque há um princípio da proteção imediata, até o julgamento do mérito”, explica Abrão.

Apesar de a entrada de haitianos ter triplicado na fronteira, eles também não são reconhecidos, em sua maioria, como refugiados. Para eles, há um visto especial humanitário, que permite que os habitantes do país, assolado por um terremoto em 2010, permaneçam no Brasil.

Entre as cidades do país que mais receberam pedidos de refúgio em 2013, São Paulo é a campeã, com 1.092 solicitações. Brasília recebeu 745, Guaíra (PR) – na fronteira com o Paraguai – teve 487 e Epitaciolândia (AC) – na fronteira da Bolívia e também perto do Peru –, 367.

Entre os estados, São Paulo também lidera, com 1.204 pedidos. O Paraná é o segundo com mais solicitações: 1.088.

Comparações

Apesar do aumento de concessões de refúgio no Brasil, o número de estrangeiros reconhecidos ainda é pequeno se comparado ao de outros países.

O Paquistão, que tem atualmente a maior população de refugiados do mundo, abriga cerca de 1,6 milhão de estrangeiros. E, no Líbano, quase um quarto da população é formada por refugiados sírios (1 milhão dos 4,4 milhões de habitantes).

Fonte: http://vgnoticias.com.br/2012/noticias/Ver/13720/brasil-tem-hoje-5-2-mil-refugiados-de-79-nacionalidades

 
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Publicado por em 25/07/2014 em Notícias

 

Brasil vai sediar a Copa dos Refugiados e você pode ajudar

A Copa do Mundo já passou, mas o Brasil vai sediar outra Copa neste ano, ainda mais colorida e diversa: a Copa dos Refugiados. Organizada por refugiados que vivem no Brasil, com o apoio do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, da ONU Mulheres, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e diversas organizações da sociedade civil, a Copa acontecerá nos dias 2 e 3 de agosto em São Paulo.

Serão dois dias de jogos, das 8h às 17h, com 16 times de países diferentes, entre eles Síria, Mali, República Democrática do Congo e Colômbia. Além disso, ocorrerão atividades culturais paralelas e a divulgação das campanhas da ONU “O Valente não é Violento” (contra a violência de gênero) e “Proteja o Gol” (sobre a prevenção ao HIV/AIDS).

Mesmo com o apoio dado pelas diferentes entidades parceiras, os organizadores da Copa dos Refugiados ainda precisam comprar equipamentos essenciais ao evento. E você pode ajudar, com doações em dinheiro.

As doações começam a partir de 10 reais e podem ser feitas online, de forma rápida e prática por meio da páginakickante.com.br/campanhas/copa-dos-refugiados-acnurcaritassp.

Doações acima de 20 reais ganharão brindes, podendo chegar a um certificado emitido pelas instituições parceiras e camisetas autografadas pelo time vencedor.

O Brasil abriga cerca de 5 mil refugiados de 80 nacionalidades distintas, sendo que 34% são mulheres. O país é signatário dos principais tratados internacionais de direitos humanos – inclusive a Convenção das Nações Unidas de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados e seu Protocolo, de 1967. A lei brasileira de refúgio garante documentos básicos, liberdade de movimento e outros direitos civis.

De forma dinâmica e positiva, a Copa dos Refugiados demonstra a capacidade de organização e realização desta população, quebrando estereótipos e promovendo sua integração no país. Esperamos a sua ajuda para viabilizar este evento.

Saiba mais sobre a Copa dos Refugiados em sua página no Facebook: facebook.com/copadosrefugiados

Fonte: http://www.onu.org.br/brasil-vai-sediar-a-copa-dos-refugiados-e-voce-pode-ajudar/

 

 
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Publicado por em 25/07/2014 em Notícias

 

Recomeçando em São Paulo: refugiados aprendem português no Sesc Carmo

“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi…” Com a melodia da música de Roberto Carlos tem início uma nova aula do “Curso Básico de Português para Refugiados”, em uma pequena sala no Sesc Carmo, no centro de São Paulo, região da cidade historicamente conhecida por receber imigrantes de todas as partes do mundo. O programa é fruto de um convênio realizado em 1995 entre o Sesc (Serviço Social do Comércio), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio) e a Cáritas/ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), com o intuito de ajudar no processo de adaptação desses expatriados à sua nova realidade no Brasil.

O curso é composto por dois módulos de dois meses, com aulas de duas horas de segunda à quinta-feira, com educadores e materiais didáticos fornecidos pelo Senac. Durante duas horas, os cerca de 25 alunos (todos estrangeiros solicitantes de refúgio encaminhados pela Cáritas/ACNUR) realizam atividades bem semelhantes a outros cursos de línguas, compreendendo exercícios de compreensão e expressão oral e escrita.

Para apoiar os novos alunos, o Sesc franqueia ainda acesso à central de internet e desconto no refeitório da unidade. Apesar do clima descontraído, percebe-se o esforço dos participantes em entender não somente o novo vocabulário, mas também os novos costumes e a cultura muitas vezes estranhos a eles.

Torre de Babel

Uma das grandes dificuldades encontradas no rendimento do curso é a grande heterogeneidade de seu público: são pessoas de diferentes gêneros, faixas etárias e níveis de instrução. Algumas são fluentes em mais de uma língua e já tiveram a experiência de morar e até mesmo trabalhar em outros Estados, enquanto para outras o Brasil é o primeiro país estrangeiro em que pisam em suas vidas. Além disso, as turmas são um microcosmo do mundo em desenvolvimento: árabes e latino-americanos dividem a sala com um número crescente de cidadãos oriundos de diferentes países africanos (em particular da Costa do Marfim), todos com suas línguas e dialetos próprios.

Em comum todos trazem consigo o trauma de terem fugido de seus países de origem em virtude de violentos conflitos políticos e sociais. Isso talvez explique também porque muitos dos alunos pareçam felizes no Brasil: eles enxergam a sociedade brasileira como tolerante, aberta para diferenças étnicas, religiosas e culturais e – curiosamente – relativamente pacífica e segura. Embora seu futuro ainda seja incerto, muitos deles exaltam essas qualidades quando comentam sobre a possibilidade de aprender a português, arranjarem emprego e se estabelecerem definitivamente no país.

Mais informações podem ser obtidas em:

http://www.sescsp.org.br/aulas/1846_CURSO+BASICO+DE+PORTUGUES+PARA+REFUGIADOS

 
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Publicado por em 21/07/2014 em Notícias