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Arquivo mensal: maio 2014

Imigrantes que escolheram São Paulo para viver estão ansiosos para Copa

O Brasil vai receber cerca de 600 mil turistas de outros países durante a Copa, mas muitos estrangeiros vivem aqui e estão ansiosos com a vinda das seleções dos países de origem deles. A nova série do Bom Dia Brasil vai mostrar a história de alguns desses imigrantes.

São Paulo é imponente, mas não só pelo concreto. Ao todo, 11 milhões de pessoas vivem no maior polo econômico e cultural do país. São Paulo não é conduzida, São Paulo conduz.

É por isso que em São Paulo, no dia 12, vai começar a Copa. Não haveria cidade brasileira melhor para abrir um evento desta proporção, afinal nenhuma outra retrata tão bem o mundo como São Paulo. Ela é japonesa, africana, italiana. Ou tudo isso ao mesmo tempo.

São Paulo é um cruzamento do mundo. Esta é uma cidade que foi e ainda é feita por ideias e culturas de pessoas de todo o planeta.

O japonês é a única língua da Osame Yoshioka, apesar de ela já estar no brasil há quase 67 anos. Desde outubro de 1937, é moradora de uma casa em Itaquera, bem ao lado da Arena Corinthians.

O tempo passou, o lugar cresceu, mas ela não mudou. Aos 101 anos, Osame diz que nunca precisou aprender o português porque raramente saia de casa. Ela fugiu da pobreza que assolava o Japão pouco antes do começo da segunda guerra mundial. “Nesta época, gente pobre era marginalizada por lá. Tive que procurar uma saída”, conta Osame Yoshioka.

São Paulo também foi a escapatória encontrada pelos pais croatas de outra família: o pai, Ivan, veio para o Brasil em 1947. Se apaixonou por Stéfane ao ver uma foto mostrada por uma amiga. O problema é que ela estava em um campo de refugiados da Segunda Guerra, na Áustria. “Ele viu uma foto bonita e a partir de então ele investiu no objetivo que era trazer minha mãe para cá”, explica Dubravka Suto, filha de croatas.

Assim, começou uma troca de cartas entre eles. Em uma delas, Ivan usa o seguinte argumento para convencer Stéfane: “Este é um país promissor e de muitas oportunidades. Aqui, não se abre o jornal para ler sobre a guerra, mas sim para saber como está o futebol. No Brasil há paz!”.

A carta é de agosto de 1950, apenas um mês depois da derrota do Brasil para o Uruguai, na final da primeira Copa realizada no país. A tática do Ivan deu certo. Afinal, 64 anos depois, os filhos e os netos do casal já estão prontos para ver Brasil e Croácia, no primeiro jogo, da segunda Copa no Brasil.

A Croácia fazia parte da antiga Iugoslávia. Uma guerra civil, no começo dos anos 90, devastou e dividiu o país em seis outros. A Bósnia também é um deles.

Jovanovic a esposa Denana tinham 30 anos quando resolveram fugir da Iugoslávia. “Toda guerra é um absurdo, mas guerra civil é o absurdo dos absurdos. Eu não quis pegar em armas. Eu falei: ‘Quando o negócio começar para valer, eu vou sair daqui, porque não quero atirar em vizinhos’”, relembra Javanovic

O casal tinha um destino definido. “A gente veio para São Paulo procurar emprego porque você tem que sobreviver, você tem que trabalhar e onde você mais tem chance é em uma cidade grande”, diz Denana

Depois do fim da guerra, eles viraram bósnios, mas continuaram a viver no Brasil. Voltam só para visitas. Em uma delas, eles viram a classificação do país para a Copa. “Nessse momento, a Bósnia é um país com muitas dificuldades econômicas, tem cicatrizes muito feias ainda, tem muitas divisões. Mas naquele momento todo mundo se uniu. Era uma alegria geral, eu nunca vi nada igual”, relembra Denana.

São Paulo: uma cidade enorme, frenética, mas é só olhar com calma para encontrar histórias do mundo que estão escondidas.

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/05/imigrantes-que-escolheram-sao-paulo-para-viver-estao-ansiosos-para-copa.html

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Publicado por em 30/05/2014 em Notícias

 

Pedidos de refúgio no Brasil mais do que dobram de 2012 para 2013

O número de pessoas que buscaram refúgio no Brasil em 2013 mais do que dobrou em relação a 2012. No ano passado, 5.256 pessoas fizeram a solicitação. No ano anterior, haviam sido pouco mais de 2 mil, segundo dados divulgados hoje (14) no relatório Refúgio no Brasil: uma Análise Estatística (2010-2013), elaborado pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Em relação a 2010, o aumento chegou a 800%.

Até maio deste ano, já foram 684 casos de concessão de refúgio no Brasil. O Acnur estima que o número de solicitações possa chegar aos 12 mil até o final de 2014.

Para o presidente do Conare, Paulo Abrão, esse aumento é justificado principalmente pelo acirramento de conflitos internacionais e pelos fluxo migratório rumo a países considerados “terras de oportunidade” – especialmente no sentido Sul-Sul, que, atualmente, recebe 40% do fluxo mundial de migrações.

“O Brasil tem prática humanitária de destaque, tradição de respeito aos direitos humanos, e o Acnur tem feito amplo reconhecimento disso”, informou o representante da agência da ONU no Brasil, Andrés Ramirez.

Segundo ele, o aumento dos pedidos de refúgio ao governo brasileiro é uma tendência. “Essa tendência está clara desde 2010, não é uma coisa do ano passado para este. O aumento é exponencial.”

Há atualmente 5.208 refugiados no território nacional. Entre eles, há pessoas de 80 nacionalidades, das quais 90% estão na faixa etária entre 18 e 30 anos e 66% são homens.

Entre os refugiados no país, a maioria veio da Síria, República Democrática do Congo (RDC), Colômbia e do Paquistão. Na lista das unidades da Federação onde há mais interessados em obter refúgio estão São Paulo (23%), Paraná (20,7%) e o Distrito Federal (14%).

De acordo com o relatório, há uma tendência a mudanças nos próximos anos – com a diversificação da nacionalidade de solicitantes, devido à abertura do Brasil no contexto de crises humanitárias mundiais.

A legislação brasileira prevê que têm direito a se tornar refugiados pessoas que vivem em ambiente de perseguição por motivos políticos, de raça, religião, pertencimento a determinados grupos sociais (como países que tem políticas homofóbicas) e por grave e generalizada violação de direitos humanos.

Segundo o documento, a concessão de refúgio no país foi fortalecida entre 2010 e 2013 por meio de legislação específica e pela consolidação brasileira como o principal doador de recursos ao Acnus entre os países emergentes, com a contribuição de mais de R$ 11 milhões nesses quatro anos.

Resolução do Conare publicada ontem (13) no Diário Oficial da União estabelece novas regras para desburocratizar concessão de refúgio. As novas medidas passam a valer a partir desta quarta-feira. A expectativa é que, com essas regras, haja mais celeridade e mais eficiência nos procedimentos.

Até então, para entrar com a solicitação de refúgio, o interessado tinha de passar por quatro etapas, incluindo entrevistas e preenchimento de formulários na Polícia Federal e entrevista com entidades de promoção e atuação social na defesa dos direitos humanos, como a Cáritas. Esse processo foi facilitado, os formulários para preenchimento, unificados, e o comprovante de análise de refúgio deve ser entregue no primeiro contato com a pessoa – que já regulariza a situação do estrangeiro no país.

Outra medida de facilitação é o prazo de renovação do formulário de análise do pedido de refúgio, que tinha de ser feito a cada 180 dias. Agora, o formulário valerá por um ano. (Agência Brasil)

Fonte: http://www.jcom.com.br/noticia/148854/Pedidos_de_refugio_no_Brasil_mais_do_que_dobram_de_2012_para_2013

 
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Publicado por em 30/05/2014 em Notícias

 

Sem dinheiro, haitianos passam fome em viagem do Acre a São Paulo

Terminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, manhã de quarta-feira, último dia 21. Setenta e uma horas depois de serem despachados do abrigo de Rio Branco, no Acre, 37 imigrantes do Senegal e Haiti desembarcam maravilhados com a cidade grande.

Alguns ainda têm fome, muitos estranham o frio, mas todos parecem felizes.

O haitiano Charles Nacius Macius, 39, com sua boina cinza e a mesma roupa dos últimos três dias, perguntava mais uma vez: “E agora, o que fazemos?”.

Ninguém tinha resposta. O silêncio e o desamparo eram representativos da saga dos imigrantes até o Brasil e das difíceis situações que enfrentam atrás de dias melhores.

Folha viajou em um dos ônibus que saem quase diariamente de Rio Branco para São Paulo com os estrangeiros relegados à própria sorte.

O governo do Acre não disponibiliza qualquer estrutura mínima para a viagem de 3.465 km. Sem dinheiro e sem comida, a maior parte dos 42 passageiros passou fome durante o trajeto.
Até água faltou no ônibus.

O Acre sequer os municia com informações básicas sobre o destino final —os passageiros nem sabiam que há um abrigo em São Paulo para acolhê-los.

Muitos se surpreenderam quando descobriram que a viagem duraria três dias, e não algumas poucas horas, como pensavam.

Em resposta, o governo do Acre informou que não tem condições de gastar mais com os imigrantes.

Após 72 horas de viagem imigrantes chegam ao abrigo no centro de São Paulo

A VIAGEM

A organização da viagem depende da documentação dos imigrantes. Inicialmente, o embarque estava previsto para a noite de sábado, dia 17. Na hora marcada, a partida foi adiada: 12 vagas do ônibus fretado ainda estavam desocupadas.

Na manhã seguinte, após a convocação feita em frente aos galpões de bois e cavalos onde os imigrantes estão abrigados, o ônibus estava completo. Além dos repórteres da Folha, embarcaram 42 pessoas: 17 senegaleses e 25 haitianos. Predominavam os homens. As mulheres eram apenas sete.

Na primeira parada para comer, após os primeiros cem quilômetros, o problema que se repetiria em toda a viagem até São Paulo: sem dinheiro, a grande maioria dos passageiros, sobretudo os haitianos, nada comia.

Os senegaleses, em geral, tinham alguma condição e se alimentavam, mas sem dividir com ninguém.

A reportagem e alguns dos motoristas que se revezaram no ônibus pagaram refeições para os haitianos. Um ou outro dono de comércio na beira da estrada também se sensibilizou e forneceu comida.

AVENTURA

Ao longo dos 3.465 km, perrengues esperados em um trajeto tão longo e em rodovias tão danificadas como as da região Norte: um pneu furado, calor e mosquitos amazônicos endiabrados, além de longas esperas.

Editoria de arte/Folhapress

Na primeira, foram mais de duas horas e meia aguardando a balsa para cruzar o rio Madeira, em Rondônia. A última, quando o ônibus entrou no Estado de São Paulo, na cidade de Presidente Epitácio, a Polícia Militar segurou o veículo por quase uma hora. Por ser rota do tráfico, ela queria inspecionar o ônibus, mas tão logo um policial entrou, desistiu da revista.

As condições de higiene também eram precárias. O banheiro do ônibus convencional rapidamente ficou inutilizável. Em 71 horas de viagem, só os repórteres e um senegalês tomaram um único banho, na rodoviária de Pontes e Lacerda (MT).

Pelo caminho, ficaram cinco imigrantes, um em Porto Velho e quatro em Cuiabá. Segundo disseram, tinham conhecidos ou promessa de trabalho nessas cidades.

“Não acredito que chegamos”, disse o haitiano Jeremie Dozina, 29, que aFolha encontrou pela primeira vez na fronteira brasileira, quando ele acabava de entrar no país. “Meu maior medo era não chegar aqui”, contou, já na Barra Funda.

A confusão de imigrantes na estação paulistana comoveu alguns passantes, que contribuíram com dinheiro para que eles embarcassem num metrô até a Sé.

De lá, a reportagem os direcionou até a Missão Paz, na rua do Glicério. “A vida do imigrante é um eterno recomeçar. Agora vou tentar encontrar minha irmã, que está em Santa Catarina”, despediu-se Dozina.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/05/1461655-sem-dinheiro-haitianos-passam-fome-em-viagem-do-acre-a-sao-paulo.shtml

 
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Publicado por em 30/05/2014 em Notícias

 

Conferência Nacional sobre Migrações discute garantia de direitos aos estrangeiros

Acontece em São Paulo a partir desta sexta-feira (30) a 1ª Conferência Nacional sobre Migrações e Refúgio (Comigrar). O evento, que vai até 1º de junho, abre uma oportunidade histórica para atender reivindicações de imigrantes no Brasil.

O objetivo do encontro é discutir a construção da Política e do Plano Nacional de Migrações e Refúgio. A conferência é uma antiga reivindicação de imigrantes e movimentos sociais.

Para o advogado do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC), Cleyton Borges, é preciso que o Brasil aprove com urgência uma nova Lei de Migrações.

“A nossa legislação é ultrapassada, da época da ditadura militar. A luta tem sido para buscar alternativas tanto no plano individual como sobrevivência, mas também alternativas de expressar a sua voz e anseios, por exemplo, com rádios comunitárias e associações culturais.”

Outra pauta defendida pelo CDHIC é que o país ratifique a Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes. Além disso, reivindica o direito ao voto aos estrangeiros.

Na fase preparatória da Conferência, mais de 200 etapas foram realizadas em dez estados das cinco regiões do país e também no exterior. O processo mobilizou cerca de seis mil pessoas e reuniu 2,5 mil propostas.

As sugestões serão compiladas e entregues ao governo para que sirva como subsidio para políticas públicas voltadas aos imigrantes.

Entre as principais dificuldades enfrentadas pelos estrangeiros no país estão a falta de acesso a serviços públicos, regulamentação de documentos e dificuldade de encontrar emprego.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 268.201 imigrantes viviam no Brasil em 2010.

De São Paulo, da Radioagência BdF, Leonardo Ferreira.

29/05/14

Foto: Reprodução

 

Serviço

1ª Conferência Nacional sobre Migrações e Refúgio

Abertura: dia 30 de maio, às 18h. Local: Casa de Portugal, Avenida da Liberdade, nº 602, Centro – São Paulo (SP).

Grupos de trabalho e oficinas: dia 31 de maio, 8h30. Local: Universidade Nove de Julho (Uninove), Rua Vergueiro, nº  235/249, Liberdade – São Paulo (SP).

Encerramento: dia 1º de junho, às 9h. Local: Casa de Portugal, Avenida da Liberdade, nº 602, Centro – São Paulo (SP).

http://www.migrantes.gov.br

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/audio/confer%C3%AAncia-nacional-sobre-migra%C3%A7%C3%B5es-discute-garantia-de-direitos-aos-estrangeiros

 
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Publicado por em 30/05/2014 em Notícias

 

BRASIL SE CONSOLIDA COMO DESTINO DE REFÚGIO

Das 1.938 solicitações de refugio recebidas em 2014, apenas 684 foram deferidas.

O perfil dos candidatos ao refúgio no Brasil tem sofrido o impacto das crises humanitárias mundiais. Com maior visibilidade internacional, o país tem sido destino de deslocamentos transcontinentais. O número de solicitações de refúgio cresceu na ordem de 800% nos últimos quatro anos, saltando de 566 em 2010 para 5.256 no ano passado. Entre 2012 e 2013, o número mais que dobrou.

“Cada vez mais o fluxo de refugiados acontece entre países sul-sul. As baixas taxas de desemprego no Brasil nos últimos anos, por exemplo, fazem com que o país seja visto como uma terra de oportunidades” analisou Paulo Abrão, presidente do CONARE.

Só até o fim de abril de 2014, o número de solicitações recebidas somam 1.938, sendo 684 deferidos. O crescimento dos pedidos foi acompanhado pela maior produtividade do CONARE, responsável por analisar as solicitações. E em 2014, o ritmo deve ser ainda maior. A Resolução Nº 18 do órgão, publicada no último dia, simplifica o procedimento para a solicitação de refúgio.

“Essa Resolução vem exatamente no momento em que os números de chegada ao Brasil aumentam expressivamente. Temos uma expectativa de fechar 2014 com até 12 mil novos pedidos”, Andrés Ramirez.

Até então, para entrar com a solicitação de refúgio, o interessado tinha de passar por quatro etapas, incluindo entrevistas e preenchimento de formulários na Polícia Federal e entrevista com entidades de promoção e atuação social na defesa dos direitos humanos, como a Cáritas. Esse processo foi facilitado, os formulários para preenchimento, unificados, e o comprovante de análise de refúgio deve ser entregue no primeiro contato com a pessoa – que já regulariza a situação do estrangeiro no país.

Outra medida de facilitação é o prazo de renovação do formulário de análise do pedido de refúgio, que tinha de ser feito a cada 180 dias. Agora, o formulário valerá por um ano.

Perfil do refugiado

Bangladesh foi o país com maior número de nacionais entre os solicitantes de refúgio no Brasil EM 2013, seguido de Senegal, Líbano, Síria e República Democrática do Congo.

A taxa de elegibilidade de 2013 foi a mais alta dos últimos anos: 45% dos pedidos analisados foram deferidos, incluindo o reconhecimento de 100% dos sírios solicitantes, que se tornou o grupo mais numeroso entre os novos refugiados no Brasil no ano passado.

Entre os nacionais de Bangladesh, no entanto, menos de 1% teve o pedido deferido. A grande maioria, por se tratar de migrantes econômicos, não se enquadrava nos critérios estabelecidos pelas convenções internacionais para a caracterização do refúgio.

O Brasil tem refugiados reconhecidos de mais de 80 nacionalidades diferentes. Em sua maioria, os solicitantes são homens adultos. A maior parte dos pedidos (23%) feitos no ano passado foi apresentada no estado de São Paulo.

Nove em cada dez estrangeiros que pediram refúgio no Brasil em 2013 são homens. No ano passado, o número de homens pedindo refúgio foi o maior nos quatro anos analisados.

Segundo as estatísticas, apesar de as mulheres representarem apenas 10% dos solicitantes de refúgio em 2013, 34% das pessoas que receberam o status de refugiados no país até o fim do ano eram mulheres.

Juntos, homens e mulheres adultos respondem por 97% dos pedidos de refúgio. Em 2010, esse número foi de 92%. Segundo o Acnur, os dados mostram “o fortalecimento continuado da proteção aos refugiados e solicitantes de refúgio no Brasil”.

Haitianos

Os haitianos que têm chegado ao Brasil não são elegíveis de status de refugiados, por não terem sido perseguidos, em seu país de origem, em razão de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião pública, como definem as convenções internacionais sobre o tema.

Por isso o grupo não está contabilizado pelas estatísticas do CONARE. As solicitações de haitianos são encaminhadas ao Conselho Nacional de Imigração, órgão do governo federal que concede ao grupo, desde 2010, um visto especial humanitário que dá a eles proteção internacional e os mesmos direitos garantidos aos refugiados.

Boas práticas

O governo brasileiro é, entre os países emergentes, o principal doador de recursos financeiros à agência da ONU para refugiados. O país é signatário dos principais tratados e convenções sobre o tema, como a Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados, de 1951, e o Protocolo da ONU sobre o Estatuto dos Refugiados, de 1967, que amplia o conceito de refúgio.  O país tem mostrado sua liderança regional no tema ao promover encontros governamentais e estimular a adoção de documentos que ampliam a proteção de vítimas de deslocamentos forçados.

No fim de 2014 o Brasil será sede do encontro Cartagena+30, que pretende consolidar e ampliar as conquistas da declaração que foi um marco para o trabalho humanitário na América Latina e no Caribe.

“Cartagena+30 não é uma simples efeméride, mas uma oportunidade de formularmos uma proposta de plano de ação para a região. O fato de o Brasil sediar o evento é resultado do reconhecimento do ACNUR ao grande trabalho do Brasil no tema do refúgio”, disse Ramirez.

Como solicitar refúgio

Para solicitar refúgio no Brasil, o estrangeiro que se considera vítima de perseguição em seu país de origem deve procurar, a qualquer momento após a sua chegada ao território nacional, qualquer delegacia da Polícia Federal ou autoridade migratória na fronteira e solicitar formalmente a proteção do governo brasileiro. Seu pedido será encaminhado pela Polícia Federal ao CONARE, que o analisará e decidirá pelo reconhecimento ou não do refúgio. O solicitante receberá um protocolo que vale por um ano e pode ser renovado.

Fonte: http://oestrangeiro.org/2014/05/17/brasil-se-consolida-como-destino-de-refugo/

 
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Publicado por em 26/05/2014 em Notícias

 

10 mil russos são esperados em São Paulo para a Copa

O consulado geral da Rússia em São Paulo esquenta os motores para uma pesada maratona de trabalho a partir do início de junho. São esperados, na cidade, 10 mil russos para a abertura da Copa.

A seleção russa ficará hospedada em Itu, 70 quilômetros da capital paulista. Essa invasão é apenas a ponta visível de uma ofensiva maior que pretende aumentar a presença russa em terras brasileiras.

Está sendo costurado um acordo de intercâmbio de programas de TV entre emissoras do Brasil e da Rússia, que poderá ser anunciado pelo presidente Putin durante sua visita ao Rio, no dia 13 de julho – ele vem para a final. Um projeto mais ambicioso prevê uma co-produção, a médio prazo, de uma novela com locações no Brasil e na Rússia, elenco brasileiro e russo, falada nos dois idiomas e exibida nas tevês dos dois países.

Fonte: http://www.revistabrasileiros.com.br/2014/05/22/10-mil-russos-sao-esperados-em-sao-paulo-para-a-copa/#.U4NX2vldUQk

 
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Publicado por em 26/05/2014 em Notícias, Russos

 

Semana da África na PUC-SP

21/05/2014 – Redação

O Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora (Cecafro) promove nos dias 26, 27 e 30/5, no campus Monte Alegre, a Semana da África. Nos dias 26 e 27/5, serão realizados debates em torno dos Estudos Africanos, com base em pesquisas feitas por alunos da PUC-SP. As atividades serão realizadas nos Auditórios Paulo VI e 117 (prédio novo), das 19h às 22h30. No dia 30/5, será exibido o filme “Touki Bouki”, às 17h30, na sala 134C (1º andar, prédio novo). Também no mesmo dia acontece a exposição “Passagens entre Áfricas e Brasil”, no saguão da biblioteca, com curadoria de Alexandre Araújo Bispo – Diretor da Divisão de Ação Cultural e Educativa.

Fonte: http://www.pucsp.br/assessoria-de-comunicacao-institucional/noticias/semana-da-africa-na-puc-sp

 
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Publicado por em 26/05/2014 em Notícias