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Arquivo mensal: fevereiro 2014

Como vivem os refugiados sírios no Brasil

Guerra civil, fuga, burocracia e caridade: essa é a trajetória dos sírios que vêm para o Brasil como refugiados de uma guerra civil terrível sem iminência de um fim. Os sírios já são a quarta nacionalidade que mais busca as terras tupiniquins como refúgio. Hoje são 333 pessoas da Síria refugiadas no Brasil.

O número de refugiados sírios têm aumentado drasticamente no país: de 38 em 2012 para 284 em 2013. Em setembro do ano passado, o Brasil foi o primeiro país das Américas a oferecer asilo humanitário especial aos sírios – o que promete aumentar ainda mais o número de pedidos. A medida rendeu os parabéns da agência da ONU para refugiados (ACNUR).

Porém, uma vez em solo brasileiro, os sírios enfrentam uma série de dificuldades para conseguir se manter aqui sem depender de caridade. Um dos motivos para a procura do Brasil como destino são as raízes familiares. Estima-se que três milhões de brasileiros têm ascendência síria, principalmente devido a uma onda de imigração que ocorreu no início do século 20.

Conforme a situação foi se deteriorando, o Brasil começou a ser considerado um destino possível, uma terra de oportunidades, um país aberto e em franco crescimento que poderia abrigar as vítimas de uma guerra sangrenta que já matou mais de cem mil pessoas. Depois do asilo humanitário, o Brasil parece ainda mais brilhante para esses refugiados. Chegando aqui, porém, a realidade não é tão fácil. Para conseguir o asilo, é preciso esperar o atendimento da Polícia Federal, que pode levar meses por causa da quantidade de pedidos. Depois da solicitação, o refugiado recebe uma carteira provisória, e, então, pode trabalhar para se manter. O desafio, aí, é encontrar um emprego falando pouco ou quase nada de português. Até lá, o refugiado sírio precisa contar com a boa vontade dos brasileiros.

A maioria acaba passando por instituições de caridade, que ajudam no processo da documentação, mas não têm condições de dar casa e comida. Em São Paulo, onde mais de um terço dos pedidos de refúgio (134) foram feitos, a maior ajuda vem da comunidade síria. Muitas vezes, esse contato acontece através de mesquitas ou igrejas ortodoxas cristãs. A mesquita do Brasil, por exemplo, já encaminhou 20 sírios que chegaram até eles a apartamentos cedidos ou empregos temporários.

O Brasil Post conversou com quatro refugiados sírios que estão enfrentando problemas para se manter no país.

Conheça a história deles: Mohamed, 36 anos “Pode tirar foto, meus parentes todos morreram”, diz Mohamed no começo da entrevista. Muitos sírios têm medo que seus parentes sejam perseguidos no país se for divulgado seu nome verdadeiro ou fotografia. Dos cinco irmãos de Mohamed, duas caçulas de 13 e 15 anos foram sequestradas pela inteligência síria, dois morreram e um está refugiado. A mãe, que já sofria de problemas pulmonares, morreu no ataque de gás sarin na cidade de Duma. O pai, com 70 anos, está no Líbano. Ele fugiu com o filho de cinco anos e a mulher, que acaba de ter um bebê. Mohamed diz que, ainda na Síria, ele filmava os ataques do Exército sírio e enviava para grandes redes de televisão, como Al Jazeera e BBC. Assim como seus dois irmãos que morreram lutando pelo Exército Sírio Livre, ele é um oposicionista. Por isso, foi preso e torturado durante quatro meses. Ele faz questão de mostrar as cicatrizes em várias partes do corpo. Quando foi sequestrado, Mohamed acordou em uma poça de seu próprio sangue. Recebeu eletrochoques em partes sensíveis do corpo, inclusive nos genitais. Depois que ele desmaiava de dor, era acordado com um balde de água gelada e a tortura continuava. No final dos quatro meses, foi dado como morto e jogado em um mato perto do centro de tortura. Um membro do Exército Sírio Livre, que recolhe os mortos e entrega os corpos às famílias, achou Mohamed e o encaminhou a uma barraca médica quando percebeu que ele ainda respirava. Ele acordou quando era costurado em uma cirurgia sem anestesia enquanto um religioso lia o Corão. Foi o bastante para Mohamed: fugiu da Síria. Hoje, Mohamed está bem de saúde física, ainda que seu psicológico continue abalado. Ele precisa de remédios tarja-preta para controlar a ansiedade. Vive à base de caridade.

Salam, 25, e Jood, 35, Kamel O jovem casal Kamel têm origem palestina, mas ambos nasceram na capital síria, Damasco. Eles viviam em um assentamento palestino no centro da cidade. Jood dava aulas de árabe e inglês em uma escola infantil no assentamento. Salam estudava árabe em uma universidade de Damasco. A família de Jood conseguiu fugir para o Líbano, a de Salam continua em Damasco. Ela conversa com eles por Skype uma vez por semana. Quando Jood fala que eles vão trabalhar para trazê-los ao Brasil, Salam explode em lágrimas. Sua família foi avisada que entrou na “lista negra” de um dos grupos rebeldes porque não quis pegar em armas para lutar contra Assad. Além disso, eles estão no Brasil há um mês, mas sabem que vai ser difícil conseguir um emprego. Os dois conseguiram fugir para o Egito em março de 2013. Em Giza, cidade das pirâmides, onde eles estavam abrigados, a realidade também era bastante problemática – o Egito enfrenta seus próprios desafios. No final do ano, Jood pesquisou na internet um destino para onde eles poderiam ir e descobriu que o Brasil estava oferecendo asilo humanitário para os sírios. Embarcaram assim que puderam e chegaram aqui em janeiro. Quando questionados sobre o que pensam a respeito do Brasil, o casal demonstra gratidão. “O que vocês sabem sobre a Síria? Vocês não sabem nada. Mesmo assim, nos acolheram. Vocês são bons”, diz Jood.

Ahmed, 54 Ahmed morava em Damasco também. Levava uma boa vida: tinha quatro casas, dois carros – tudo foi queimado nos conflitos. Mas não gostava do autoritarismo do governo. “Na Síria, não há liberdade. Lá eu não podia falar a palavra leão, porque se a polícia me ouvisse, pensaria que eu falava de Bashar Assad (presidente) e me prenderia por 15 dias”, disse. Quando a situação ficou intolerável para Ahmed, ele pegou sua família e o dinheiro que lhe restava e fugiu para o Líbano. Em Beirute, viu seus 30 mil dólares de economia escorrerem pelas mãos com aluguel e comida. Lá ele conversou com libaneses, e alguns deles lhe disseram que o Brasil era um bom lugar para ir, faziam comércio lá e ganhavam muito dinheiro. Ahmed ouviu dizer que teria liberdade, permanência rápida e ajuda financeira e idealizou uma terra de oportunidades. No entanto, 14 meses depois de se acomodar em São Paulo, ganhou apenas uma cesta básica e vive amontoado com a família em uma casinha insalubre. Consegue sobreviver com a ajuda de uma amiga brasileira.

* Os nomes usados na reportagem são falsos para proteger a identidade dos entrevistados. Se você deseja ajudar os refugiados sírios em situação de vulnerabilidade, é possível fazer uma doação à instituição Cáritas brasileira. Mais informações aqui. Caso queira contribuir com as crianças sírias, pode doar dinheiro ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) por aqui.

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2014/02/21/sirios-brasil-refugio_n_4832849.html

 
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Publicado por em 24/02/2014 em Notícias

 

Refúgio no Brasil

Crianças sírias que moram em SP falam do medo que passaram na guerra e da saudade de seu país

TASSIA MORETZCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A guerra da Síria já deixou mais de 100 mil mortos, e pelo menos 2,3 milhões de sírios se refugiaram em outros países. Desse total de pessoas que estão longe de casa, familiares, amigos, mais de 1 milhão são crianças.

A maioria vai para países vizinhos, mas alguns, para mais longe, e o Brasil está entre os que os recebem. Perto de 300 vieram para cá, sendo cerca de 40 crianças. A “Folhinha” conversou com 23 sírios de uma mesma família que moram no interior de São Paulo (os nomes usados na reportagem não são reais, para proteger as crianças).

O abrigo é a casa da tia Eva, que veio da Síria há 65 anos. Além dos adultos, há crianças e adolescentes, de um recém-nascido a um rapaz de 17 anos. De avião, em viagem de 23 horas, trouxeram pouca coisa na mala, mas muitas lembranças dos dias difíceis.

Taís, 6, se lembra de quando teve de fugir às pressas. “Era noite, ficaram batendo na porta, empurrando. Eu, minha mãe e minha irmã ficamos chorando, não sabíamos quem era. Queriam nos matar, mas não abrimos a porta. Conseguimos fugir para a casa da minha avó.”

Agnes, 9, conta que sua casa foi escolhida por invasores para funcionar como fábrica de bombas. Disse sentir muitas saudades do avô, que ficou lá. Antes, conversavam pela internet, mas agora ele está sem energia elétrica, por isso não conseguem se falar.

Ana, 10, diz que teve de deixar para trás os brinquedos e amigos. E o pai –de quem não tem notícias há mais de quatro meses. Sua casa foi invadida, e ela fugiu com a mãe e a irmã para a casa dos avós. Mas a casa dos avós também foi invadida, e eles, agredidos.

Ana já fez amigos na escola e convive bem com as crianças brasileiras. Mas sente falta de seu país. “Antes da guerra, íamos brincar no parque, na casa de amigos. Íamos à praia, à piscina. Na guerra, a gente não podia fazer nada, só ficava em casa.”

A escola, conta, foi destruída por bombas. “A mesma coisa aconteceu com o nosso carro e a nossa casa.” Na Síria, juntava balas de revólver numa caixa para se distrair. No Brasil, estuda e ajuda a mãe a vender comida típica. Mas queria voltar para o seu país. “Gostaria que a Síria voltasse a ser como antes: bonita.”

Amigos brasileiros ajudam refugiados

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Na Síria, as crianças falam árabe, a língua oficial do país, e aprendem na escola inglês e francês. Os refugiados no Brasil agora já se comunicam bem também em português. Os sírios do interior de São Paulo entrevistados pela “Folhinha” contam que foram bem recebidos na escola pelos colegas brasileiros.

“Os amigos dão muito apoio e fazem com que nossas crianças se sintam em casa. Eles saem juntos, brincam, mostram um pouco da cultura brasileira como as músicas, as danças. Também ajudam nas lições de casa, a ler, a escrever e a falar”, conta Fátima, tia da turma.

A família precisa arrumar mais trabalho e um lugar maior para morar, porque, com 23 pessoas, a casa da tia Eva está superlotada. “É muito apertado, mal dá para respirar durante a noite, quando todos estão em casa”, reclama Renata, mãe de duas meninas. As três dividem o quarto com a avó e o avô.

ATÉ QUANDO?

É possível que a família tenha que permanecer no Brasil por muitos anos, porque não se sabe quando a guerra irá terminar. Para o doutor em ciência política Bruno Borges, da PUC do Rio, o futuro no país é incerto e a situação de conflito ainda pode se agravar. “As coisas devem ficar piores antes de começarem a melhorar. É difícil reconstruir a Síria logo.”

Muitas crianças morrem, outras ficam sem os pais ou são enviadas por eles para diferentes países. “Uma vida em guerra é muito difícil. São famílias dizimadas, situações que interferem na formação, na escola, no cotidiano. É uma geração de crianças traumatizadas.”

Ele diz que os brasileiros podem ajudar. Além de receber bem os refugiados, é possível apoiar organizações como Cruz Vermelha e Médicos sem Fronteiras, que atuam em locais em guerra.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhinha/153373-refugio-no-brasil.shtml

 
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Publicado por em 24/02/2014 em Notícias, Sírios

 

COPA DO MUNDO: BRASIL FACILITA VISTO PARA ESTRANGEIROS QUE ESTARÃO NO MUNDIAL 2014

O Brasil vai conceder vistos especiais e gratuitos para os torcedores estrangeiros que pretendem participar da Copa do Mundo. A informação é do ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo: “Vamos estabelecer a concessão de vistos temporários especiais, criado justamente para atender o contingente de torcedores que vêm ao Brasil. Os vistos serão emitidos em caráter prioritário e de forma gratuita por nossas embaixadas e consulados no exterior”, disse o ministro.

Segundo o ministério, os solicitantes podem procurar os consulados brasileiros com o bilhete da passagem em mãos para fazer o pedido de entrada no país, que será tratada como questão de urgência e sem nenhum custo.

Figueiredo informou também que haverá plantões nos escritórios do Itamaraty das 12 cidades-sede e em outras três capitais – Vitória, Maceió e Aracaju – para auxiliar os estrangeiros.

As permissões temporárias de entrada no país serão emitidas em caráter prioritário; escritórios de cidades-sede e três capitais funcionarão em regime de plantão

Mais de 600 mil torcedores vindos do exterior são esperados. A medida será válida durante o período da competição. Ou seja entre os dias 12 de junho e 13 de julho deste ano.

Para poderem se beneficiar com a medida, os torcedores estrangeiros são aconselhados a se dirigirem às representações consulares e apresentarem a passagem de avião para o período da Copa do Mundo. O ministro Figueiredo prometeu que o visto gratuito será entregue em um curto espaço de tempo.

Fonte: http://www.estrangeirosbrasil.com.br/2014/02/23/copa-do-mundo-brasil-facilita-visto-para-estrangeiros-que-estarao-no-mundial-2014/

 
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Publicado por em 24/02/2014 em Notícias

 

Arábia Saudita terá semana cultural em São Paulo

Governo do país pretende realizar o evento em junho. Vice-ministro Abdulaziz Almulhem, responsável por relações culturais internacionais, visitou a Câmara Árabe.

Aurea Santos
aurea.santos@anba.com.br

Almulhem: queremos gerar interesse pela cultura saudita

São Paulo – O Ministério da Cultura e Informação da Arábia Saudita pretende organizar uma semana cultural do país árabe em São Paulo na primeira semana de junho. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19) por Abdulaziz Almulhem, vice-ministro para Relações Culturais Internacionais da pasta, na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, na capital paulista.

Almulhem estava acompanhado por seu assessor Acamain Khalid, pelo encarregado de negócios da embaixada saudita em Brasília, Ibrahim Aleisa, e pelo relações públicas da representação diplomática do país, Wail Hababi. Eles foram recebidos por Michel Alaby, diretor-geral da Câmara Árabe, e Ramez Goussous, assessor do conselho da entidade para relações institucionais e internacionais.

“Há muitos estereótipos entre os dois países. Os sauditas olham para o Brasil e acham que há muitos jogadores de futebol e os brasileiros acham que há muitos beduínos na Arábia Saudita. Queremos mostrar nosso folclore e nossas tradições e gerar interesse pela cultura saudita”, explicou Almulhem.

De acordo com o vice-ministro, a semana cultural terá cerca de 20 atrações, incluindo danças, seminários, palestras de literatura e história, exposições de artes, desfiles de moda, exibição de joias, culinária, artesanato e caligrafia. Todas as atrações terão entrada gratuita ao público. “Estamos promovendo a cultura em um sentido amplo de nos apresentar aos outros”, afirmou o vice-ministro.

Almulhem está no Brasil desde o início desta semana visitando lugares que podem receber as atrações. Ele e sua delegação passaram por locais como o Parque Villa Lobos, o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Parque do Ibirapuera, o Instituto Tomie Ohtake e o Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca). Na agenda da delegação saudita houve também visitas à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e à Universidade de São Paulo (USP).

Segundo o vice-ministro, existe a possibilidade de que outros eventos culturais possam ocorrer no Brasil. “Outras atividades vão depender dos resultados deste evento. Queremos ter diferentes atividades com escopo mais amplo”, afirmou. De acordo com Almulhem, o ministério está considerando também realizar a semanas culturais em outras cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e Brasília.

A realização do evento de junho está sendo feita em parceria com o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita, por meio da embaixada, e tem apoio da Câmara Árabe.

Fonte: http://www.anba.com.br/noticia/21862966/artes/arabia-saudita-tera-semana-cultural-em-sao-paulo/

 
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Publicado por em 24/02/2014 em Notícias

 

Delegação cubana visita cooperativas brasileiras

Uma delegação de dez dirigentes cooperativistas cubanos participou até o dia 22 de fevereiro de um intercâmbio com empreendimentos da Economia Solidária no Brasil . Apoiada pela UNISOL Brasil , a visita teve como objetivo identificar os principais pontos para a construção de um acordo de cooperação entre os dois países.

Foram visitadas dez cooperativas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraíba e no Distrito Federal, que atuam nos setores industrial, agrícola, construção civil e de resíduos sólidos.

Marilyn Ramos Polanco, especialista do setor industrial na União de Empresas de Recuperação de Matérias Primas de Cuba, ressaltou que existe um grande potencial de trocas comerciais entre empreendimentos dos dois países.

“Nossa organização exporta anualmente US$ 55 milhões para mais de 40 países nas Américas, Europa e Ásia. Ao mesmo tempo, temos uma demanda por matérias-primas e equipamentos que podem ser fornecidos por cooperativas brasileiras”, disse.

No País, os técnicos participaram ainda do 8º Congresso do MST, nos dias 13 e 14 de fevereiro, em Brasília, e de uma reunião na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP), nos dias 20 e 21.

Fonte: http://www.ecofinancas.com/noticias/delegacao-cubana-visita-cooperativas-brasileiras

 
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Publicado por em 24/02/2014 em Notícias

 

Delegação Holandesa de Futebol visita Brasil

Associação Real Neerlandesa de Futebol visita de 21 a 26 de fevereiro as cidades-sede da Copa e além de futebol o governo Neerlandês compartilha uma oferta mais ampla com as cidades. A delegação familiarizará as autoridades e os moradores das cidades com a experiência holandesa na área de mobilidade urbana, dos valores comuns no domínio da paz e justiça, e no âmbito social.

Em preparação para a Copa do Mundo no Brasil, uma delegação dos Países Baixos visitará cinco cidades-sede. A delegação consiste dos representantes da Associação Real Neerlandesa de Futebol (KNVB); dos clubes de torcedores holandeses “Ons Oranje” e “Supportersclub Oranje”; do Ponto Central de Informação sobre Vandalismo de Futebol (CIV); da policia holandesa e do Ministério das Relações Exteriores. A delegação será liderada pelo Embaixador Holandês no Brasil, o senhor Kees Rade, e terá um encontro com as autoridades das cidades. Também haverá reuniões com as autoridades policias e com várias partes envolvidas na SECOPA.

De 21 a 26 de fevereiro a delegação holandesa visitará as cidades-sede onde a equipe holandesa joga na 1ª fase do grupo. As cidades onde o time irá jogar, se passar para a próxima fase, também serão visitadas. O itinerário será o seguinte: 21 de fevereiro – Porto Alegre; 22 de fevereiro – Belo Horizonte; 24 de fevereiro – Salvador; 25 de fevereiro – Fortaleza; 26 de fevereiro – São Paulo. Posteriormente, no dia 18 de março, as autoridades da cidade do Rio de Janeiro vão receber uma delegação da Holanda.

A Associação Real Neerlandesa de Futebol (KNVB) já à alguns anos visita as cidades-sede das fases finais de um torneio com esta delegação. A equipe holandesa tem um grupo de fãs fiéis que segue a equipe para todos os lugares do mundo. A KNVB quer que eles sejam bem informados onde vão ficar, para preparar da melhor forma uma festa holandesa. Por isso a presença da polícia holandesa (CIV), porque durante o torneio eles poderão guiar e apoiar os fãs em sua própria língua. O mesmo se aplica à Embaixada da Holanda no país. “Queremos que os nossos torcedores possam se preparar bem e que tenham um tempo fantástico nos diferentes locais. É importante já identificar agora os contatos certos e organizarmo-nos agora para aquele momento, pois então o nosso tempo será limitado”, segundo Gijs de Jong, o líder do projeto da KNVB para a Copa.

A imprensa é bem-vinda e convidada para a abertura da reunião, quando o Embaixador Holandês Kees Rade apresentará as várias atividades da Holanda relacionadas à Copa. A Holanda organiza em diversas cidades-sede o projeto Urban Mobility and Smart Logistics (Mobilidade Urbana e Logística Eficiente) e leva através da entrega simbólica de uma bicicleta “Van-Gogh”, perícia às autoridades para enfatizar a cooperação. A Embaixada ainda organizará a exposição “Brasil e Holanda – Paz e Justiça” e além desse evento, serão organizadas várias atividades no âmbito social por empresas e ONGs holandesas às quais a Embaixada quer dar visibilidade, e mostrar que a Holanda continuara ativa no Brasil, também depois da Copa.

Mobilidade Urbana e Logística Eficiente

A Holanda é um país pequeno com uma população densa e por isso tem bastante experiência e conhecimento no domínio da mobilidade urbana. Esta experiência pode atender a um dos principais desafios dos centros urbanos no Brasil, ou seja, resolver os enormes problemas de mobilidade de forma rápida e eficiente, oferecendo soluções que têm um impacto direto sobre a qualidade da vida dos habitantes. Durante a visita às cidades-sede, um pacote será oferecido pelo Embaixador Holandês e no dia 3 de abril p.v. será realizado um seminário em São Paulo, onde as oportunidades de cooperação entre o Brasil e Holanda no âmbito da mobilidade urbana serão discutidas.

“Este evento faz parte de um pacote de medidas que oferecemos para as cidades brasileiras onde a seleção holandesa vai jogar na primeira fase da Copa: Salvador, Porto Alegre e São Paulo. Além disso, também as cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte estão incluídas”, ressalta o embaixador Rade. “A Holanda não apenas vem com os torcedores de futebol, mas também com uma oferta para permanecer envolvida na cidade-sede.” – Mais informações sobre este projeto podem ser encontradas no anexo.

Exposição Paz e Justiça

“Brasil & Holanda – Paz e Justiça – Refletindo sobre o passado, construindo um futuro melhor”, que apresenta três grandes temas relacionados aos conceitos “Relembrar, Refletir e Reagir”, inter-relacionando histórias do Brasil e da Holanda, por meio da apresentação de painéis e vídeos. O objetivo da exposição é proporcionar ao público uma reflexão sobre o passado para construir um futuro melhor. A exposição apresentará a trajetória do Maurício de Nassau e sua influência no Brasil no século XVII, de Anne Frank e o Holocausto na Europa, e, por último, da Cidade de Haia, na Holanda, que abriga os Tribunais Internacionais de Justiça cuja meta é a preservação dos Direitos Humanos e o respeito aos acordos internacionais. “Baseando-nos na história de Anne Frank, pedimos atenção para as consequências dramáticas da intolerância. Um traço comum nos três temas da exposição é a importância da paz, tolerância e um bom quadro jurídico em torno desses conceitos”,  menciona o embaixador Kees Rade.

Perspectiva social

Organizações não governamentais e negócios holandeses tomaram a iniciativa de diversos projetos sociais. Além de vir jogar futebol, a Holanda quer investir na sociedade brasileira. Empresas holandesas não só tomam um papel nas preparações para a Copa oferecendo serviços e produtos, mas também estão socialmente envolvidas. Elas estão trabalhando ativamente para fortificar as bases das comunidades brasileiras por meio de, por exemplo, educação e esporte. Assim os holandeses oferecem uma contribuição que permanecerá depois da Copa.

Fonte: http://brasil.nlembaixada.org/noticias/2014/02/delegacao-holandesa-de-futebol-visita-brasil.html

 
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Publicado por em 24/02/2014 em Notícias

 

Delegação da Bósnia e Herzegovina visitou Guarujá nesta sexta-feira (21)

País europeu escolheu a Cidade do litoral paulista para se hospedar e treinar durante a Copa do Mundo

Uma comitiva formada por cinco pessoas ligadas à Associação de Futebol da Bósnia e Herzegovina, dentre elas o técnico da seleção, Safet Susic estiveram no Guarujá nesta sexta-feira (21), ao meio dia, para vistoriar as obras do Estádio Municipal Antonio Fernandes (Rua Brasilina Desidério, s/nº, no Jardim Helena Maria), que servirá como Centro de Treinamento da equipe europeia durante a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014.

Esta é a primeira vez que uma comitiva da Bósnia vem ao Guarujá após a confirmação de que a cidade do litoral paulista servirá como sua base durante o Mundial. Dentre as atividades desta visita estão a vistoria ao Estádio Municipal Antonio Fernandes, seguida de uma entrevista coletiva com os membros da delegação Bósnia e representante da Prefeitura Municipal de Guarujá no local.

O Estádio Antonio Fernandes, Centro de Treinamento de Seleções qualificado pela FIFA, está com 70% de suas obras concluídas. Nesta etapa está sendo realizado o plantio do gramado, que será do tipo bermuda, padrão de muitos estádios brasileiros.

Confira os nomes e cargos da comitiva da Bósnia e Herzegovina:

Sr. Safet Susic – Técnico da Bósnia e Herzegovina

Sr. Jasmin Bakovic – Secretário Geral da Bósnia e Herzegovina

Sr. Elmir Pilav – Diretor de Competições da Bósnia e Herzegovina

Sra. Slavica Pecikoza – Gerente de Mídia da Bósnia e Herzegovina

Sr. Sasa Buterin – TLO da Bósnia e Herzegovina

Fonte: http://portal.guaruja.sp.gov.br/2014/02/delegacao-da-bosnia-e-herzegovina-visita-guaruja-nesta-sexta-feira-21/

 
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Publicado por em 24/02/2014 em Notícias