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Arquivo mensal: janeiro 2013

Paquistão quer atrair investidores brasileiros

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, reuniu-se hoje com o embaixador do Paquistão no Brasil, Nasrullah Khan, que manifestou interesse em atrair investidores brasileiros para as áreas de tecnologia da informação, comunicações e energia.

Em março deste ano, o ministro de Comércio do Paquistão, Makhdoom Amin Fahim, virá ao Brasil acompanhado de uma comitiva de empresários paquistaneses dispostos a realizar parcerias comerciais entre os dois países. “O Paquistão tem a sétima maior população mundial, representando hoje um mercado com grande potencial de desenvolvimento, e as parcerias comerciais com o Brasil podem ser muito proveitosas”, avaliou a secretária durante o encontro.

Intercâmbio Comercial

Em 2012, as exportações brasileiras para o Paquistão somaram US$ 192,88 milhões, com crescimento de 8,7% na comparação com o ano anterior. O desempenho foi melhor que o registrado pelo Brasil nas suas vendas totais no ano, que tiveram queda de 5,3%. As compras brasileiras do Paquistão somaram, em 2012, US$ 92 milhões, com aumento de 15,7% em relação a 2011. Com isso, o saldo comercial foi positivo para o Brasil em US$ 100 milhões no ano passado.

Os principais produtos brasileiros exportados para o mercado paquistanês, em 2012, foram: algodão em bruto (US$ 113 milhões, representando, 58,9% do total); polímeros de etileno (US$ 12 milhões, 6,4%); bombas, compressores e ventiladores e partes (US$ 11 milhões, 5,8%); desperdícios e resíduos de ferro e aço (US$ 9 milhões, 4,7%); e papel e cartão (US$ 6 milhões, 3,6%).

Já os principais bens adquiridos pelo Brasil do Paquistão foram: tecidos de algodão (US$ 23 milhões, representando 25,6% do total); brinquedos, jogos e artigos para diversão (US$ 9 milhões, 10,5%); instrumentos e aparelhos médicos (US$ 6 milhões, 7,5%); sucos e extratos vegetais e matérias pécticas (US$ 4 milhões, 5,2%): e sobretudos e casacos (US$ 4 milhões, 5,2%).

Fonte: http://www.desenvolvimento.gov.br/portalmdic/sitio/interna/noticia.php?area=5&noticia=12107

 
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Publicado por em 24/01/2013 em Notícias, Paquistaneses

 

1⁰ Encontro de Jurisprudência Islâmica no Brasil

 

 

Não Perca! Participe do 1⁰ Encontro de Jurisprudência Islâmica

 

 

 

 

acampamento

 

 
Fonte: http://www.islambr.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=542:1-encontro-de-jurisprudencia-islamica-no-brasil&catid=36:manchetes
 
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Publicado por em 24/01/2013 em Uncategorized

 

Vila Maria faz homenagem à imigração coreana no Brasil

 Unidos de Vila Maria vai homenagear em 2013 a comunidade coreana e seus 50 anos de imigração no Brasil. Com o enredo “Made in Korea: 50 anos da imigração coreana no Brasil”, a escola será a quinta a passar pelo Anhembi na segunda noite de desfiles, dia 9 de fevereiro.

(O G1 publica, desde segunda-feira, 7, uma série de reportagens sobre os enredos das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo . A ordem da publicação é a mesma dos desfiles, que acontecem nos dias 8 e 9 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi.)

Serão ao todo 4,5 mil componentes dividos em 25 alas. A agremiação terá cinco alegorias. “A inspiração para o tema surgiu porque pensamos em falar de moda e de tecnologia. Então decidimos contar a história da imigração dos coreanos, um povo que tem tudo a ver com essas duas coisas e ainda completa 50 anos no Brasil”, diz Valter Belo, vice-presidente da Vila Maria.

Na bateria, Mestre Moleza irá comandar 300 ritmistas. À frente dos músicos, a rainha de bateria será Cris Cuozo, eleita entre candidatas da comunidade, e a madrinha de bateria será Ellen Pinheiro.

O samba-enredo da escola será interpretado por Edimar Silva. Já o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira será formado por Marina Lazzari e Rodrigo Bernardo. O desfile da Vila Maria foi criado pelo carnavalesco Chico Spinosa.

 

Força de trabalho e gosto pelo novo 
O desfile da Vila Maria será dividido em cinco setores. Na primeira etapa da apresentação, a escola vai contar a história da Coréia, marcada por guerras, e aspectos da tradição e da cultura no país. “Vamos mostrar um desfile bastante colorido. Levaremos um dragão voador para a avenida, com movimento, iluminação especial e até fumaça.”

No segundo setor, será retratado o poder dos Tigres Asiáticos, com destaque para o crescimento econômico da Coréia entre as décadas de 70 e 90. As crenças religiosas e manifestações artísticas do país aparecem no terceiro setor. A Vila Maria também vai falar de folclore, mitologia e da gastronomia coreana, ambos no quarto setor do desfile.

A apresentação no Anhembi termina, no quinto setor, com aspectos das artes marciais, moda, futebol e a amizade entre o Brasil e a Coréia. Como a Rua José Paulino é um bom exemplo da influência coreana em São Paulo, o desfile terá foco na moda, segundo Belo. “Vamos mostrar o que a Coréia trouxe de benefício à moda em São Paulo. E vamos falar de tecnologia também. Hoje os melhores carros importados são coreanos, assim como televisores”.

Fonte: http://m.g1.globo.com/sao-paulo/carnaval/2013/noticia/2013/01/vila-maria-faz-homenagem-imigracao-coreana-no-brasil.html

 
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Publicado por em 24/01/2013 em Uncategorized

 

Líderes da imigração japonesa são lembrados em exposição

No grande mapa cultural que constitui o Brasil, marcado pela mistura de todos os povos, certamente os japoneses contribuíram efetivamente para a emancipação do país, que começaram a imigrar para as terras tupiniquins no início do século 20.

Personagens célebres desta chegada poderão ser reconhecidos na mostra “A História da Imigração Através de Retratos”, que o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB) deixa em cartaz até o dia 28 de fevereiro. Os ingressos para o espaço expositivo custam até R$ 6.

O repertório reúne 18 quadros de personalidades que participaram diretamente de importantes acontecimentos desta chegada nipônica ao Brasil.

O jornalista Rokuro Koyama, que fez parte da primeira leva de imigrantes que chegaram no país, é o homenageado principal da mostra. Ele ajudou a fundar a colônia Promissão, no interior de São Paulo e criou o jornal Seishu Shinpo (Notícias de São Paulo), em 1921.

Confira algumas obras da exposição na galeria abaixo:

 
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Publicado por em 24/01/2013 em Uncategorized

 

Programa do governo traz pesquisadores estrangeiros ao Brasil

Diante da falta de mão de obra especializada no país, o governo está investindo na atração de lideranças científicas internacionais e na busca por “cérebros” no exterior –brasileiros que concluíram doutorado ou pós-doutorado em instituições estrangeiras e não retornaram ao país.

Por meio do programa Ciência sem Fronteiras, 597 especialistas já foram selecionados para desenvolver pesquisas em solo nacional. A meta é chegar a 1.250 até 2015.
Editoria de arte/Folhapress

Duas modalidades do programa, lançado no final de 2011, estão focados nessa tarefa: a bolsa para “atração de jovens talentos” e a de “pesquisador visitante especial”.

As áreas prioritárias são as mesmas da escolha de alunos de graduação para intercâmbio: engenharias, ciências exatas e da saúde, biologia, tecnologias e indústria criativa.

“Eu espero que haja uma imigração grande para o nosso país. Não para competir, mas para criar junto com os nossos”, afirma Helena Nader, presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

O movimento já traz resultados. Na Faculdade de Medicina da USP, uma bióloga cubana está envolvida na construção de um laboratório para estudo da sinusite.

Outra pesquisadora, brasileira, desenvolveu uma fórmula para o tratamento de infecção na córnea e já pediu a patente da descoberta.

Os cientistas recebem uma bolsa mensal de R$ 7 mil ou R$ 14 mil, além de auxílio anual para desenvolvimento da pesquisa. Até agora, R$ 155 milhões já foram comprometidos com a ideia.

A remuneração dos bolsistas contrasta com a feita aos pesquisadores com bolsas da Capes e CNPq, agências de fomento no Brasil. Uma bolsa para alunos de pós-doutorado da Capes é de R$ 3.700, pouco mais da metade da remuneração de jovens inscritos no Ciência sem Fronteiras.

“O governo brasileiro precisa acabar com a ideia de que ser pesquisador é hobby. Esse valor não é um auxílio”, pondera Ariana Serrano, 36 anos, selecionada pelo programa federal.

Com graduação e mestrado em engenharia elétrica na USP, Ariana retornou ao Brasil no ano passado após fazer pós-doutorado na universidade de Grenoble, na França.

PROXIMIDADE

A italiana Noemi Spagnoletti concluiu doutorado há três anos no Piauí sobre macacos-prego e voltou ao país para pesquisa sobre a relação desses animais com moradores da região.

O projeto começou ano passado, com auxílio da bolsa do Ciência sem Fronteiras.

A maioria dos bolsistas vêm da Europa. É lá que está o polo mais importante de estudo sobre causas da sinusite, segundo o professor de medicina da USP, Richard Voegels.

Com auxílio da bióloga Claudina Novo, da Universidade de Ghent, na Bélgica, a faculdade planeja construir um laboratório para estudo das causas da sinusite.

 Fonte: http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7587:programa-do-governo-traz-pesquisadores-estrangeiros-ao-brasil&catid=52&Itemid=100013

 
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Publicado por em 24/01/2013 em Uncategorized

 

Um time para o Islã

Primeiro clube de futebol muçulmano do Brasil, o Al Shabab foi criado para unir esporte e religião. Os jogadores não comem carne de porco e trabalham conciliando os horários dos treinos e das orações.

Aurea Santosaurea.santos@anba.com.br

São Paulo – No país do futebol, a religião costuma ficar de fora dos gramados. Os times se enfrentam em suas cores e torcidas, mas o sagrado raramente entra em campo, a não ser na hora de agradecer pela vitória alcançada. No Al Shabab, entretanto, as coisas funcionam de maneira diferente e a religião, no caso o Islã, ocupa um espaço importante na vida dos jogadores do clube, que é o primeiro time de futebol muçulmano do Brasil.

Divulgação 

Time foi criado em maio de 2012

O clube foi criado em maio deste ano pelo empresário Gaber Arraji. Filho de libaneses e seguidor do islamismo, Arraji diz que já vinha observando há alguns anos a ausência de jogadores muçulmanos no cenário nacional. Teve, então, a ideia de montar um time cuja base fosse formada por adeptos da religião. Com o apoio do ex-jogador do Atlético do Paraná Gustavo Caiche, o projeto tomou forma e começou a ser divulgado nas escolas islâmicas, até aparecerem os primeiros jogadores.

Hoje, o Al Shabab, que em árabe quer dizer “Os Jovens”, conta com 78 atletas, todos abaixo dos 20 anos. No grupo, apenas 12 são muçulmanos, mas as regras dos treinos e da convivência entre os atletas seguem os princípios da religião islâmica, que incluem orações, controle na alimentação e respeito aos colegas.

“As pessoas que não são muçulmanas respeitam os horários de reza que os jogadores fazem. A parte de alimentação hoje é bem controlada, porque o muçulmano não come carne de porco. A mistura entre muçulmanos e não muçulmanos é muito harmônica, até cria curiosidade entre eles de saber mais sobre a religião”, revela Arraji, que agora é o presidente do clube.

Divulgação 

Atletas têm menos de 20 anos

O grupo conta ainda com um xeque, responsável por fazer as orações antes dos treinamentos. “Alguns chegam até a querer saber um pouquinho mais para se reverter ao Islã”, diz Arraji sobre os jogadores não muçulmanos. Os muçulmanos chamam a conversão de seguidores de outras religiões de “reversão”, pois eles acreditam que a adoção do Islã significa o retorno a um estado natural do ser humano. “A gente encaminha material de divulgação, não impomos nada a ninguém. Indicamos algum livro, algum site”, explica.

À parte das orações e da alimentação, a religião influi ainda no comportamento dos jogadores. “A doutrina islâmica passa a ser atuante dentro e fora do campo. A relação de respeito, amor ao próximo. Logicamente que o futebol é um esporte de contato, é violento em algumas situações, mas não faz com que você denigra a imagem do outro, o chamar de burro, esse tipo de ofensa entre os jogadores não tem, e se tiver, eles são punidos, com flexão, agachamento”, revela o presidente.

Copa São Paulo

Atualmente o clube se prepara para disputar a Copa São Paulo de Juniores, que ocorrer em janeiro de 2013. Como ainda não é filiado à Federação Paulista de Futebol (FPA), o time fez uma parceria com o São José, do interior do estado, para ter direito a uma vaga na disputa. O Al Shabab vai ocupar a vaga do clube do Vale do Paraíba no torneio.

Divulgação 

Clube treina para torneio em janeiro

Até o início da disputa, os 30 jogadores inscritos estão treinando no estádio municipal do Guarujá, no litoral paulista. “Nossa pretensão é ser um clube federado e entrar na disputa de alguns campeonatos. Se a parceria com o São José der certo, nós participamos com eles do campeonato paulista da série A2. Nós temos essa intenção, mas vai depender muito do ajuste entre o Al Shabab e o São José e da ajuda da comunidade islâmica, porque futebol sem dinheiro não anda. Nós precisamos despontar dentro da comunidade para que lá fora a gente possa fazer bonito também”, avalia Arraji.

Sem sede própria, o Al Shabab busca por patrocínios para começar a crescer. O presidente do clube diz que já iniciou conversações com algumas empresas. “Uma é do ramo têxtil e as outras são entidades islâmicas que estão querendo ajudar de alguma forma. A gente dá preferência para empresas muçulmanas ou árabes que queiram apoiar e patrocinar o time”, afirma.

“Acho que o Al Shabab tem que andar com suas próprias pernas daqui por diante. Estamos tentando atingir um nível bom de competição para que a gente possa oferecer isso lá pra fora, para ver se algum time islâmico ou árabe do exterior passe a adotar a gente como um time irmão aqui. Daí a gente passa a correr atrás de um centro de treinamento próprio. O maior interesse do Al Shabab hoje é fazer intercâmbio de jogadores, mandar jogadores daqui do Brasil para os países árabes e trazer também”, revela o empresário.

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Carrilho: respeito aos costumes reliosos

Aos poucos, o clube vem conquistando um apoio fundamental para qualquer time de futebol: a torcida. “O Facebook hoje é uma arma muito boa, o pessoal já está pedindo camisa do time, pedindo pra saber quando serão os jogos. A gente consegue mandar para eles o cronograma de ações dos nossos jogos, as camisas estão sendo confeccionadas agora, justamente pelo acerto dos patrocínios, e acredito que num futuro bem próximo as mesquitas vão poder comercializar os produtos do Al Shabab para a comunidade” diz Arraji.

Os jogadores

De família evangélica, Eduardo Carrilho, 18 anos, já treinou no Botafogo de Ribeirão Preto e chegou ao Al Shabab indicado por um amigo. “A gente aprende um pouco da cultura deles, mesmo não sendo muçulmano”, afirma. Ele diz não se incomodar com os hábitos religiosos do clube. “São os costumes deles e temos que respeitar.”

Carrilho espera que a disputa em janeiro possa trazer novas oportunidades à sua carreira. “Espero ter uma boa atuação na Copa São Paulo e conseguir um clube maior. A Copa São Paulo é uma vitrine”, aponta.

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Orra: em campo não há diferenças

Depois de treinar em três clubes tradicionais, Jabaquara, São Caetano e Santos, Mohammed Orra, 17 anos, está há sete meses no Al Shabab. Muçulmano, ele destaca as diferenças entre o clube atual e os anteriores.

“A programação é diferente. No Ramadã (mês sagrado nos quais os muçulmanos jejuam durante o dia), teve treino à noite para não jogarmos de barriga vazia”, revela. “A alimentação é diferenciada, carne de porco não tem. E os treinos nunca batem com a reza para dar tempo de fazer os dois”, diz.

Dentro de campo, porém, futebol é sempre futebol. “A atuação é a mesma aqui ou em qualquer clube. É igual a todos”, completa.

 
Fonte: http://www.anba.com.br/noticia_especiais.kmf?cod=19458980
 
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Publicado por em 18/01/2013 em Uncategorized

 

Brasil acompanha de perto temas do Oriente Médio

O chanceler Antonio Patriota afirmou que o governo brasileiro mantém contatos frequentes com países da região. Ele pretende ir à Argélia em breve.

Alexandre Rochaalexandre.rocha@anba.com.br

São Paulo – O governo brasileiro continua a manter contatos frequentes com os países do Oriente Médio e Norte da África e acompanha com atenção o desenrolar dos acontecimentos na região, segundo disse nesta quinta-feira (17) o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, em entrevista a correspondentes estrangeiros, no escritório do Itamaraty em São Paulo.

Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Patriota condenou atentado na Argélia

Entre as atividades previstas para este ano, o chanceler afirmou que pretende em breve visitar a Argélia, país que ele considera “central” no âmbito da Liga dos Estados Árabes e que desempenhou um papel “muito profissional” na presidência do G77 durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu em 2012 na capital fluminense. O G77 reúne países em desenvolvimento e busca articular posições comuns entre estas nações em fóruns internacionais.

O ministro condenou o sequestro por terroristas de trabalhadores de um campo de petróleo na Argélia, na quarta-feira (16), que resultou em mortes durante uma tentativa de resgate pelo exército local na quinta. “Condenamos todos os atos de violência contra civis. É preocupante”, afirmou Patriota, acrescentando que vai abordar o tema com seu colega argelino na visita que pretende fazer.

Ele falou também sobre o interesse brasileiro em ver andar as negociações de paz entre Israel e Palestina. A diplomacia brasileira pretende atuar nesse sentido onde for possível, como na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), agência que aceitou a Palestina como estado membro em outubro de 2011. “Vamos trabalhar na Unesco para aproximação cultural e educacional entre palestinos e israelenses, e podemos apoiar outras iniciativas”, declarou.

O ministro lembrou que o Brasil “apoiou ativamente” o reconhecimento da Palestina pela Assembleia Geral da ONU, que no ano passado elevou o status do país ao de estado observador. “Fazemos questão de um diálogo multifacetado”, destacou. Segundo ele, isso quer dizer que as negociações internacionais devem ocorrer não só na seara diplomática, mas também em áreas como comércio e tecnologia.

Patriota ressaltou que o Brasil é favorável à retomada das negociações de paz entre palestinos e israelenses no “mais breve prazo”. “A comunidade internacional precisa fazer uma autocrítica com relação a essa paralisia, houve até um retrocesso com o avanço dos assentamentos”, disse o chanceler, referindo-se à construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que são territórios palestinos ocupados.

O ministro voltou a criticar a falta de atuação do chamado Quarteto, grupo formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU, que deveria atuar como mediador do processo de paz entre Israel e Palestina. “Há uma frustração com o que vemos ser uma inoperância, uma ineficiência do Quarteto, que não tem produzido resultados”, afirmou.

Também na ONU, o Brasil assume em fevereiro cadeira no Conselho de Direito Humanos, e pretende, de acordo com Patriota, promover uma agenda voltada ao combate à intolerância, com especial atenção à islamofobia.

Síria

Embora não faça parte do Conselho de Segurança atualmente, o País pretende acompanhar e pressionar por uma solução para o conflito civil na Síria. “Repudiamos o aumento da violência”, declarou.

Ele acredita ser possível retomar o consenso atingido em junho do ano passado, durante reunião ministerial em Genebra, na Suíça, que resultou no envio de observadores da ONU à nação do Oriente Médio, mas que posteriormente foram retirados frente ao recrudescimento da violência.

Segundo o chanceler, o acordo feito na ocasião, assinado por China e Rússia, que se opõem a ações mais incisivas contra o governo sírio no Conselho de Segurança, é “um mapa do caminho para a transição” no país. Ele declarou que o departamento de operações de paz da ONU está se preparando para agir no caso de um cessar-fogo.

Em outra frente diplomática, o ministro citou visita que fez recentemente à Turquia para se reunir com embaixadores brasileiros que trabalham em países islâmicos e dar uma palestra a diplomatas turcos que atuam ao redor do mundo. Na ocasião, junto com a Suécia, Brasil e Turquia lançaram uma parceria informal batizada de TSB, que, além de juntar as iniciais dos três países, virou sigla para a expressão em inglês Trilateral Solidarity for Building Peace (Solidariedade Trilateral para Construção da Paz).

Patriota disse ainda que o presidente do Egito, Mohamed Morsi, poderá visitar o Brasil ainda no primeiro semestre. A viagem estava marcada para o ano passado, mas foi adiada. Ele acrescentou que outros fóruns vão discutir questões relativas ao Oriente Médio este ano, como a conferência sobre a Aliança das Civilizações, em Genebra, e a conferência de Munique, na Alemanha, sobre segurança. Ambos os eventos terão participação brasileira.

 
Fonte: http://www.anba.com.br/noticia_diplomacia.kmf?cod=19620299
 
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Publicado por em 18/01/2013 em Uncategorized