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Arquivo mensal: novembro 2012

População muçulmana cresce 29% no Brasil

De acordo com o Censo do IBGE, o total de pessoas que seguem o islamismo passou de 27.239 em 2000 para 35.167 em 2010. São Paulo concentra o maior número, seguido do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Alexandre Rochaalexandre.rocha@anba.com.br

São Paulo – O número de muçulmanos no Brasil cresceu 29,1% de 2000 a 2010, segundo o último Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A comunidade passou de 27.239 pessoas para 35.167. No mesmo período, a população brasileira aumentou em 12,3%.

As regiões com maiores concentrações de muçulmanos coincidem com as que têm grandes comunidades de origem árabe: o estado de São Paulo em primeiro lugar, seguido do Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas todas as unidades da federação têm pessoas que se declararam seguidoras da religião.

Para Cláudio Crespo, pesquisador do IBGE, o aumento do número de muçulmanos pode ter ocorrido por várias razões, como nascimentos, conversões, migrações e até uma melhoria na captação de informações pelo próprio Censo. “Podem ser todos estes fatores”, disse.

Arquivo pessoal Arquivo pessoalMassud: vida mais tranquila

Um exemplo é o do empresário de comércio exterior Leandro Massud, de 35 anos, que se converteu ao Islã no período. Paulistano, neto de libaneses cristãos por parte de pai, ele começou a ter um contato mais próximo com a religião ao buscar suas origens. “O interesse nasceu em uma viagem que eu fiz ao Líbano em 1999, com meu pai e meu irmão. Eu senti uma ligação bem bacana com aquela terra”, contou.

A partir daí, Massud buscou mais informações sobre o país, a língua árabe, a cultura e a religião. Ele conta que conseguiu uma edição do Corão, livro sagrado dos muçulmanos, com tradução para o português na Wamy, entidade de divulgação do Islã. Começou a estudar por conta própria, mas surgiu “um trilhão de dúvidas” e resolveu procurar as mesquitas de São Bernardo, na Grande São Paulo, onde mora hoje, e do Brás, na região central da capital paulista, e a própria Wamy.

Anos se passaram até que ele se decidisse pela conversão, ou “reversão”, como os muçulmanos chamam. Massud afirma que viu na religião a possibilidade de uma vida mais serena e de maior autoconhecimento. “Hoje eu sou mais disciplinado, mais ligado à família, mais apegado às pessoas, levo uma vida bem mais tranquila”, destacou. “Eu não abandonei meus antigos amigos, continuo a me relacionar com quem eu já me relacionava, mas adicionei muita gente ao meu convívio”, acrescentou.

O empresário viaja com frequência a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a negócios e aproveita para visitar mesquitas e para conversar com seguidores locais da religião. No próximo ano ele pretende fazer a Umra, pequena peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, e posteriormente o Hajj, grande peregrinação anual.

Casado e pai de Tariq, prestes a completar dois anos, Massud espera que o garoto siga o Islã. “O Tariq tem ido à mesquita comigo, a eventos [da comunidade], como a festa de encerramento do Ramadã. Tenho puxado ele [para a religião]. Já demos um nome islâmico. Ele vai ter livre arbítrio, mas o que puder fazer para trazê-lo [à crença] eu vou tentar”, declarou.

Imigrantes

No caso das migrações, Crespo, do IBGE, disse, por exemplo, que o Brasil se tornou mais atrativo para os estrangeiros desde que os países ricos passaram a sofrer com a crise financeira, em 2008. Além disso, a presença de familiares e conhecidos facilita a escolha do novo local de moradia, afinal o Brasil é desde o final do século 19 um tradicional destino de imigrantes árabes.

Arquivo pessoal Arquivo pessoalO egípcio Shaheen, casado com brasileira

Quem se mudou para o País na década passada foi Islam Shaheen, de 36 anos, nascido em Alexandria, no Egito. Dono de uma empresa de logística em sua terra natal, ele casou com uma brasileira convertida ao Islã que conheceu por meio de uma amiga em comum. “Eu não estava planejando [mudar para o Brasil], mas como eu casei com uma brasileira…”, disse.

Shaheen, formado em contabilidade, chegou a São Paulo em 2006 e arrumou emprego na área de controle de qualidade da Central Islâmica Brasileira de Alimentos Halal (Cibal Halal), certificadora de produtos feitos de acordo com regras muçulmanas, onde está até hoje. “Eu tive sorte de aparecer um emprego numa empresa muçulmana”, afirmou.

Para ele, a diferença da língua foi o principal problema que enfrentou quando chegou. “Eu procurava pessoas que conseguissem falar inglês, mas era difícil achar”, contou. “Fiquei um ano assistindo TV para aprender”, brincou, acrescentando que após saber o básico passou a fazer aulas de português.

Pai de uma filha de quatro anos, Shaheen disse que há poucas mesquitas em São Paulo e elas ficam longes umas das outras. Às vezes isso torna difícil manter tradições. No Ramadã, por exemplo, mês em que os muçulmanos jejuam durante o dia, volta e meia ele tem que quebrar o jejum na rua, pois não dá tempo de chegar a um templo para a tradicional refeição comunitária que ocorre após o por do sol, o Iftar.

Segundo o IBGE, entre os muçulmanos brasileiros, 21.042 são homens e 14.124, mulheres, a maioria esmagadora vive em áreas urbanas, 29.248 se declararam brancos, 1.336, negros, 268, asiáticos, e 4,3 mil, pardos. Um dado curioso: 15 indígenas se disseram muçulmanos, contra 24 em 2000.

Fonte: http://www.anba.com.br/noticia_especiais.kmf?cod=18828604&indice=0
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Publicado por em 29/11/2012 em Notícias

 

Ato contra a destruição da Palestina

Data:

30/11/2012 – 17:00 – 19:00

Com coordenação de Osvaldo Coggiola, o ato será realizado no Anfiteatro de História, na Cidade Universitária (USP), nesta sexta-feira, a partir das 17h, reunindo diversos professores e intelectuais, entre eles, Francisco Miraglia, Leonel Itaussu A. Mello, Ivan Akcelrud Seixas, Valter Pomar, Plinio de Arruda Sampaio Jr., José Arbex, Jorge Grespan, Vladimir Safatle, Zilda Iokoi, Marcos A. Silva, Antonio R. Espinosa, Lincoln Secco e Henrique Carneiro.

Fonte: http://www.icarabe.org/eventos/ato-contra-a-destruicao-da-palestina

 
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Publicado por em 29/11/2012 em Notícias

 

Brasil e China criam grupo para facilitar investimentos

Brasil e China criaram ontem um grupo de trabalho para facilitar e promover investimentos, cuja tarefa será tratar de necessidades relacionadas a projetos específicos, do treinamento de recursos humanos à concessão de vistos, passando pela transferência de tecnologia.

 

“O padrão de relacionamento entre o Brasil e a China mudou”, afirmou o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alessandro Teixeira.

Segundo ele, os chineses “entenderam a conversa” e deixaram de falar de compra de minas e de terras no Brasil. “A conversa agora é como eu faço parceria do ponto de vista industrial”, observou Teixeira, citando os exemplos de investimentos no setor automotivo e o aumento da presença chinesa na Zona Franca de Manaus.

O secretário executivo lembrou que cinco montadoras chinesas investem ou anunciaram investimentos em fábricas no Brasil: Chery, JAC, Foton, Great Wall e Sinotruck.

Fluxo. A criação do grupo de trabalho foi aprovada em Pequim durante reunião da subcomissão de indústria e tecnologia da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), principal órgão de “diálogo” entre os dois países.

Apesar de o organismo tratar de investimentos nos dois sentidos, está claro que o fluxo de recursos da China para o Brasil é bem maior que o verificado em sentido contrário.

No ano passado, o país asiático investiu US$ 60 bilhões no exterior e ficou em quinto lugar no ranking global. O valor se aproxima do total de US$ 66,7 bilhões que o Brasil recebeu em investimentos estrangeiros em 2011. Na avaliação do secretário executivo, o valor ficará em torno de US$ 60 bilhões neste ano, dos quais entre 6% a 10% terão origem na China.

Além de Alessandro Teixeira, participaram do encontro em Pequim o secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Emilio Garofalo, e a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

Além de atrair investimentos para o setor industrial, o governo tenta aumentar e diversificar as exportações brasileiras para a China, que devem apresentar neste ano a primeira queda em pelo menos uma década.

Os embarques são dominadas por dois produtos, soja e minério de ferro, que representaram quase 70% das vendas de US$ 35 bilhões à China nos primeiros dez meses de 2011.

Potencial. A tarefa de diversificação deverá ser ajudada pela decisão das autoridades de Pequim de facilitar a importação de 421 produtos, pela redução de alíquotas e concessão de financiamento em condições favoráveis.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior acredita que o Brasil tem potencial para vender 200 desses itens, entre os quais estão máquinas agrícolas, máquinas para celulose e equipamentos elétricos.

Porém, os eventuais negócios dependerão da competitividade de setores industriais, de sua capacidade de adaptar produtos às demandas chinesas e da escala para atender um mercado gigantesco, ressaltou Teixeira.

“Estamos estudando a pauta para preparar nossa estratégia do próximo ano”, disse o secretário. Segundo Prazeres, a política chinesa de estímulo às importações já começa a se refletir nos embarques brasileiros.

O exemplo mais expressivo é o aumento de 5.000% em dez meses na venda de filtros de ar, um dos itens da lista de produtos de Pequim. As exportações do produto passaram de um valor insignificante em 2011 para US$ 24 milhões no período de janeiro a outubro de 2012.

Enquanto a venda de minério de ferro caiu 25% neste ano em razão da queda no preço internacional do produto, os embarques de produtos manufaturados aumentaram 17%, de US$ 1,6 bilhão para US$ 1,9 bilhão no período de janeiro a outubro. No caso de aviões, a expansão foi de 44%, para US$ 696,7 milhões.

Na opinião de Teixeira, a ofensiva para ampliar e diversificar as exportações para a China será favorecida pelo início das operações no Brasil do Banco da China e do Banco de Desenvolvimento da China, que poderão financiar as compras chinesas de produtos nacionais. / C.T.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasil-e-china-criam-grupo-para-facilitar-investimentos-,963963,0.htm

 
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Publicado por em 29/11/2012 em Notícias

 

Igreja Coreana Newstart é inaugurada no Bom Retiro

Atualmente estima-se que cerca de 50 mil coreanos e descendentes vivam no Brasil. Cerca de 92% estão no estado São Paulo e 90% moram e trabalham na capital paulista. O Bom Retiro é um bairro central da cidade de São Paulo e abriga diversas etnias. Neste lugar vivem muitos coreanos e, até o dia três de novembro, não havia uma Igreja Adventista do Sétimo Dia no bairro, dia da inauguração da Igreja Coreana Newstart. Já havia na região algumas congregações coreanas – em prédios alugados – mas nenhuma igreja organizada com prédio próprio e um programa de evangelismo.

Toda a área do primeiro andar do templo foi construída para a igreja ter contato com as pessoas do bairro. A igreja chama-se Newstart por estar baseada no programa do Dr. Jea Myung Yoo, que quer dizer em português, novo começo. O nome é baseado nos oito remédios de Deus. A letra N quer dizer nutrition (nutrição), a letra E – exercise (exercício), W – water (água), S – sunlight (luz solar), T – temperance (temperança), A – air (ar puro), R – rest (repouso) e T – trust in God (confiança em Deus).

“Estamos vendo bastante luz para frente de mais oportunidades de termos locais para receber as pessoas.Cremos que este projeto com a área da saúde, com este espaço bem apresentável, vai atrair bastante gente. Estamos felizes por isso. Mais um passo da igreja nessa região central de São Paulo”, afirma Sidionil Biazzi, presidente da Associação Paulistana.

No dia três de novembro – dia da inauguração – a Associação Paulistana completou 90 anos. “Hoje é uma data muito importante para a AP, pois durante todo esse período, nós não tínhamos a presença de um templo adventista no Bairro do Bom Retiro. Nós estamos num momento muito importante da história da igreja e deste desafio de Missão Global. Estamos muito felizes por isso e queremos parabenizar a comunidade coreana que aqui tem estabelecido e colocado um monumento para a glória de Deus”, declara Paulo Korkischko, secretário da associação.

Mário Kang é um dos primeiros adventistas coreanos a chegar ao Brasil, no ano de 1964, e o idealizador da Igreja Newstart. Hoje existem cerca de 130 adventistas no país. “Eu sempre tive em mente construir uma igreja no Bom Retiro. Esta ideia surgiu há 20 anos, mas só se realizou agora. A comunidade coreana do bairro está muito feliz”, afirma o líder de igreja.

O culto de inauguração teve muita música e contou também com a presença do vice-tesoureiro da AP, Mesaque Queiroz, do pastor responsável pela igreja, Ronaldo Alberto de Oliveira, do Ministerial da AP, pastor José Silvio Ferreira, do pastor César Guandalini, diretor de Mordomia, entre outros convidados.   Aconteceu durante a programação um batismo de três mulheres da comunidade. Entre elas estava Regina Kim, que estava muito emocionada. “Estou muito feliz e vou me dedicar cada vez mais”, disse a nova integrante da igreja.

A Igreja Adventista Coreana Newstart fica na rua Afonso Pena, nº 455, no bairro do Bom Retiro.

Veja a materia também em http://www.paulistana.org.br/site/IASDnewstart

Fonte: http://www.iasdalphavillealdeia.org.br/wp/alphaville/igreja-coreana-newstart-e-inaugurada-no-bom-retiro

 
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Publicado por em 29/11/2012 em Coreanos, Notícias

 

Tendência se inverte e Brasil já barra mais estrangeiros

São Paulo – O crescimento da renda dos brasileiros e o aumento do controle da imigração no País já fazem com que, atualmente, mais estrangeiros sejam barrados ao tentar entrar no Brasil do que brasileiros no exterior. Neste ano, 5,3 mil estrangeiros foram impedidos de entrar no País, enquanto só 2 mil brasileiros foram barrados no exterior até julho. Os dados são da Polícia Federal e do Ministério das Relações Exteriores e foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

Nas últimas décadas, a procura por parte dos brasileiros de melhores oportunidades de trabalho no exterior fez autoridades de países como França, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos aumentar o rigor na hora de admiti-los. A tendência, porém, vem perdendo força desde 2007. A primeira inversão total foi no ano passado, quando 4.742 brasileiros foram barrados – menos da metade dos 10.294 estrangeiros impedidos de entrar no Brasil.

Segundo especialistas, a mudança reflete a realidade econômica. “Alguns anos atrás, víamos um fluxo de brasileiros indo para Estados Unidos e Europa em busca de oportunidades. Hoje, com uma economia mais aquecida no Brasil, vários deles estão voltando”, diz Antônio Márcio da Cunha Guimarães, professor de Direito Internacional da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

Dados da Polícia Federal obtidos pela reportagem mostram que, neste ano, chineses representam a nacionalidade com o maior número de barrados – 36%. Em seguida vêm Mianmar (7,6%), Filipinas (7,1%), Estados Unidos (5,9%) e Espanha (2,8%). A explicação para o alto número de americanos e espanhóis barrados está no princípio da reciprocidade adotado pelo Brasil.

Dinheiro. O fato de o brasileiro gastar muito no exterior tem facilitado sua entrada nos outros países. Até agosto deste ano, o valor foi de US$ 14,635 bilhões – recorde histórico. “Muitos países se deram conta de que não interessa passar a imagem de que os brasileiros não são bem-vindos. O turista brasileiro gasta bastante”, diz o embaixador Sérgio França Danese.

Ainda hoje, porém, os países que mais barram brasileiros são da Europa, que hoje passa por uma grave crise. Parte desses países não exige vistos para turistas, o que aumenta a chance de alguns dos agentes de imigração decidir por não aceitar um viajante. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/tendencia-se-inverte-e-brasil-ja-barra-mais-estrangeiros

 
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Publicado por em 29/11/2012 em Notícias

 

PROJETO TRILHAS DA CIDADANIA ENSINA LÍNGUA PORTUGUESA A IMIGRANTES E REFUGIADOS EM SÃO PAULO

A Editora Moderna, em parceria com a Associação Cidade Escola Aprendiz e com a Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, participa do Projeto “Trilhas da Cidadania – A língua portuguesa pela cidade, que oferece curso gratuito de português para imigrantes e refugiados na capital paulista.

O projeto “Trilhas da Cidadania – A língua portuguesa pela cidade” teve início em agosto deste ano e busca promover a integração desses estrangeiros na sociedade brasileira. A primeira turma conta com cerca de 20 alunos, a maioria deles oriunda de países do continente africano (como Congo, 
Mali e Senegal), da América Central (Haiti) e do Sul (Peru e Bolívia). As aulas acontecem de segunda a quinta-feira, na sede administrativa do Museu de Arte Sacra, no bairro da Luz, em São Paulo.

“Além do ensino da língua portuguesa, a iniciativa contribui para a inserção social dos imigrantes, com visitas a organizações das áreas de cultura e cidadania e pesquisas sobre a cidade e o país”, ressalta Helena Singer, diretora pedagógica da Associação Cidade Escola Aprendiz, uma das responsáveis pelo projeto. Os alunos recebem materiais didáticos fornecidos pela Editora Moderna, como dicionários e a obra de Educação de Jovens e Adultos – Alfabetização (EJA). A editora ainda contribui com recursos e apoio pedagógico para realização das atividades socioeducativas.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O projeto “Trilhas da Cidadania” veio suprir uma demanda social, tendo em vista o acentuado crescimento da vinda de refugiados para São Paulo, que triplicou em menos de três anos. No ano passado, a Cáritas atendeu 661 novos casos de pessoas e famílias solicitando refúgio. Até setembro de 2012, o número já estava 125% maior que o total de 2011, chegando a cerca de 1.500 novas solicitações de abrigo. Perseguições políticas e religiosas, ameaças naturais e dificuldades econômicas estão entre as principais razões da migração territorial.

Enquanto aguardam o processo de avaliação do pedido de refúgio pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare)/ Ministério da Justiça, para pleitear a estadia definitiva no país, os estrangeiros enfrentam inúmeras barreiras, sendo a principal delas a dificuldade de adaptação com a língua e a cultura local. “É um desafio trabalhar com a inclusão dessas pessoas que estão fora de seu país de origem, mas firmamos essas parcerias para proporcionar toda assistência necessária para acolhê-los com dignidade”, afirma Maria Cristina Morelli, coordenadora do Centro de Acolhida para Refugiados da Cáritas em São Paulo, que realiza o trabalho em convênio com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur).

Para o diretor de Relações Institucionais da Editora Moderna, Luciano Monteiro, o desenvolvimento econômico do Brasil está despertando atenção de muitas pessoas ao redor do mundo, que veem aqui uma oportunidade de recomeçar suas vidas. “A questão dos refugiados é cada vez maior no país e enxergamos a educação como uma forma de inclusão social desse público”, explica. O executivo reforça ainda que a Editora Moderna apoia outras iniciativas que, por meio de projetos socioeducativos, promovem maior acesso da população à educação e cultura. Entre eles, o Mestres da Obra e a própria Associação Cidade Escola Aprendiz.

Fonte: http://redes.moderna.com.br/2012/11/27/projeto-trilhas-da-cidadania-ensina-lingua-portuguesa-a-imigrantes-e-refugiados-em-sao-paulo/
 
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Publicado por em 29/11/2012 em Notícias

 

Cartilha ajuda imigrante a viver na metrópole

A cidade de São Paulo vem recebendo cada vez mais imigrantes, mas as autoridades municipais não estão preparadas para fornecer informações precisas sobre regularização, acesso aos serviços de saúde e educação, procedimentos em caso de morte – entre outros dados – a esse segmento. Para suprir esse hiato, a rede “Migrantes que visibilidade queremos” (formada por várias organizações que trabalham junto à população migrante) elaborou a cartilha Dicas para os Imigrantes: Viver e se integrar em São Paulo.

 

A publicação foi lançada em um ato ecumênico ontem ao meio-dia, na Igreja Nossa Senhora da Paz, na Liberdade. “O Ministério da Justiça é nosso parceiro e pagou os custos para imprimir os 45 mil exemplares da publicação”, informou o padre Mário Geremia, coordenador do Centro Pastoral dos Migrantes, um dos órgãos que tomou parte no projeto. “Agora vamos providenciar a tradução para francês, inglês e espanhol.” As entidades participantes promoverão oficinas educativas sobre a cartilha com os imigrantes e repartirão o livro entre os presentes. A distribuição será gratuita. Órgãos públicos e consulados em São Paulo também devem recebê-lo.

Tópicos. Muitos imigrantes em situação irregular, que têm crianças em idade escolar e residem no Município, desconhecem que os filhos têm direito a cursar qualquer escola da rede pública ou privada. Mais que isso: estão aptos a obter o histórico escolar e o certificado de conclusão de curso. Essa informação, incluída na publicação, pode tirar do limbo um grande número de crianças que hoje se encontram “invisíveis”. Outra informação relevante diz respeito à necessidade de obtenção do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Imigrantes (CELPE-Bras), exigido pelas universidades brasileiras para os estrangeiros que desejem ingressar nos cursos de graduação e pós-graduação.

A publicação também explica a diferença entre o tráfico de pessoas (quando os traficantes lucram com a exploração das vítimas, em geral mulheres, crianças e adolescentes) e o tráfico de imigrantes (no caso, o lucro advém dos valores que os interessados pagam para cruzar uma fronteira). Informa também sobre como proceder em caso de denúncia e traz os telefones (Disque 100 ou Ligue 180). Questões jurídicas como a regularização imigratória e a transformação de visto temporário em permanente também estão presentes. A inclusão desses tópicos deve contribuir para minar a ação de despachantes inescrupulosos, que têm se aproveitado da vulnerabilidade dessa população.

A analista de sistemas peruana Julissa Sechik Degollar Nigama, que vive no Brasil há sete anos, elogia a iniciativa e lamenta que não tenha vindo antes. Ela foi beneficiada pela anistia concedida em 2009 aos imigrantes em situação irregular durante o governo Lula, mas apesar disso ainda não conseguiu revalidar seu diploma universitário e não pode atuar na sua área. “Trabalho como operadora de telefonia”, lamenta.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cartilha-ajuda-imigrante-a-viver-na-metropole-,965129,0.htm

 
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Publicado por em 29/11/2012 em Notícias