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Arquivo mensal: outubro 2012

Em São Paulo, refugiados sírios começam a reconstruir suas vidas

SÃO PAULO, Brasil, 18 de outubro (ACNUR) – Próspero empresário em Homs, uma das cidades mais importantes da Síria, Nidal Hassan* já havia visitado o Brasil a negócios. Com o agravamento do conflito em seu país entre forças governamentais e grupos rebeldes, que já dura 19 meses, o empresário de 53 anos foi obrigado a voltar ao Brasil com um objetivo diferente: tentar reconstruir sua vida em segurança. Há quatro meses, ele chegou com a esposa e três filhos a São Paulo, onde solicitou refúgio às autoridades brasileiras.

“Não tivemos escolha, pois a situação na Síria ficou insustentável. As cidades estão devastadas, e as pessoas procuram restos de comida nas casas em ruínas”, disse o empresário ao ACNUR, recordando a situação em Homs, severamente atingida pelo conflito. “A água e o gás acabaram, o que é um problema com a chegada do inverno”, completou Nidal, que teve que deixar para trás a filha mais velha, com marido e filhos.

A história de Nidal sintetiza a experiência dos cidadãos sírios que têm pedido refúgio no Brasil desde o início dos confrontos no seu país natal, em março de 2011. Do ano passado para cá, o Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) já recebeu 90 solicitações de refúgio de sírios. Até agora, 34 pessoas já foram reconhecidas como refugiadas e 56 casos estão sob análise – um número insignificante, se comparado com os cerca de 340 mil cidadãos sírios já registrados como refugiados pelo ACNUR nos países vizinhos ao conflito (Turquia, Jordânia, Líbano e Iraque).

Além de São Paulo, os solicitantes de refúgio da Síria que estão no Brasil vivem em outros estados do país, como Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal, Amazonas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Com os documentos brasileiros já emitidos pelo governo federal, eles contam com a solidariedade de conhecidos e o apoio de organizações da sociedade civil e do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) para reorganizar a rotina familiar e profissional.

Ainda traumatizados pela violência generalizada, os refugiados sírios que estão no Brasil têm pela frente o desafio da integração – particularmente difícil para quem vem de uma realidade cultural muito diferente da sociedade brasileira. Entre as principais necessidades já identificadas por Nidal e outros conterrâneos estão a busca por emprego e moradia, além do aprendizado do idioma português.

Apoio da sociedade civil – Na maior metrópole brasileira, os solicitantes de refúgio da Síria (como de qualquer outra nacionalidade) são assistidos pelo Centro de Acolhida para Refugiados da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP), um projeto executado em parceira com o ACNUR.

Os funcionários da CASP prestam assistência legal em relação aos trâmites jurídicos das solicitações de refúgio, auxiliam na obtenção de documentos como CPF e carteira de trabalho e prestam assistência social aos mais vulneráveis.

Por meio de parcerias com instituições públicas e do setor privado, a CASP encaminha os solicitantes para abrigos temporários, orienta-os sobre os serviços disponíveis nos sistemas públicos de saúde e educação, facilita a inscrição em aulas gratuitas de português e obtém vagas em cursos de formação profissional – visando acelerar a inserção de solicitantes de refúgio e refugiados no mercado de trabalho brasileiro.

“De janeiro a setembro deste ano, a Cáritas recebeu 78 solicitantes de refúgio de sírios. No mês de agosto, em apenas um dia chegaram 17 pessoas de duas famílias diferentes”, disse o diretor da CASP, Marcelo Monge. Segundo ele, os dois grupos foram encaminhados para os abrigos vinculados à Igreja Católica.

Entre os solicitantes de refúgio encaminhados às aulas de português gratuitas oferecidas por um convênio entre a CASP e o Serviço Social do Comércio em São Paulo (SESC-SP) está o sírio Ali Humsi*, que chegou ao Brasil há cinco meses. “É muito ruim depender das pessoas para se comunicar. Sem dominar o idioma, não temos autonomia e não conseguimos emprego para sustentar nossas famílias”, disse ele, que exercia a profissão de despachante na Síria.

Assim como todos os solicitantes de refúgio que chegam ao Brasil, os cidadãos sírios têm documentos nacionais provisórios (como identidade, CPF e Carteira de Trabalho) e podem utilizar os serviços públicos disponíveis aos brasileiros, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o sistema de ensino. Os casos considerados vulneráveis também podem receber recursos financeiros temporários e emergenciais, doados ao ACNUR pela comunidade internacional e que este repassa aos seus parceiros no Brasil.

Uma vez que seus pedidos de refúgio são reconhecidos pelo CONARE, seus documentos passam a ser definitivos. O apoio financeiro, entretanto, tende a ser reduzido com o tempo – pois estes recursos precisam atender os novos solicitantes que chegam ao país.

Conterrâneos – O apoio da comunidade síria que vive em São Paulo é especialmente importante neste momento inicial de adaptação dos solicitantes de refúgio à sua nova realidade. Um bom exemplo é um atuante grupo que trabalha pela mobilização de recursos para os refugiados sírios que chegam à cidade – e que começou como uma página no Facebook para compartilhar notícias sobre a Síria.

Liderada pelo comerciante sírio Amer Masarani, o grupo “Coordenação da Revolução Síria no Brasil” ajuda atualmente cerca de 30 pessoas a pagar o aluguel de pequenas casas e a conseguir trabalho. “Atuamos principalmente para engajar os comerciantes árabes do centro de São Paulo na acolhida a estes refugiados, seja com doações ou oferecendo postos de trabalho”, disse Masarani, que já vive no Brasil há 15 anos. Por causa do conflito em seu país, a mãe e duas irmãs dele pediram refúgio no Brasil no fim do ano passado.

Outra instituição de origem síria que apoia a integração destes refugiados em São Paulo é a Igreja Ortodoxa Síria Santa Maria. Em contato estreito com a CASP desde a eclosão do conflito, o padre Gabriel Dahho, que é sírio, acompanha como intérprete as entrevistas dos solicitantes de refúgio na Polícia Federal – uma das primeiras etapas do processo de reconhecimento do estatus de refugiado pelo governo brasileiro.

O padre Gabriel também articula com amigos comerciantes e a pequena comunidade de sua igreja – com cerca de cem fiéis – doações em dinheiro, aulas de português e postos de trabalho para os refugiados. O próprio padre tem familiares de Homs refugiados na Alemanha.

Para o representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez, o papel da população síria estabelecida no Brasil é extremamente importante. “Estima-se que quase 5 milhões de brasileiros tenham ascendência síria, e muitos deles estão organizados em associações diversas que em alguma medida ajudam os recém-chegados”, disse Ramirez, lembrando que a migração síria para o Brasil se deu entre o final do século XIX e início do século passado. “Acreditamos que o número de sírios chegando ao Brasil devido aos conflitos em seu país é muito maior, pois somente uma minoria está solicitando refúgio”, afirmou.

“O ACNUR considera que a grande maioria dos sírios que está deixando o país nas atuais circunstâncias precisa de proteção internacional”, disse Ramirez.

Segundo um documento técnico divulgado pelo ACNUR em junho deste ano, para toda a comunidade internacional, a proteção aos cidadãos que fogem da Síria deve implicar “o respeito à dignidade humana” e garantir “normas humanitárias mínimas”, como o acesso ao território, segurança, não devolução para o país de origem e acesso às necessidades básicas de abrigo, instalações sanitárias, alimentação, atenção médica, educação primária e documentos de identificação – além de respeito à unidade familiar e aos princípios de não discriminação e livre circulação.

Em São Paulo, as redes de apoio da comunidade síria e o trabalho do ACNUR e seus parceiros têm ajudado os cidadãos sírios que buscaram refúgio no Brasil. Com diferentes perspectivas e projetos, estes refugiados compartilham do mesmo desejo: voltar à Síria com suas famílias quando a violência acabar.

*Nomes trocados por razões de proteção.

Fonte: http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/em-sao-paulo-refugiados-sirios-comecam-a-reconstruir-suas-vidas/

 

 

 

 
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Publicado por em 19/10/2012 em Notícias, Sírios

 

Número de imigrantes no Brasil cresceu 63% em 10 anos, diz IBGE

O Brasil tem atraído cada vez mais imigrantes internacionais, aponta o Censo 2010. Segundo dados que o IBGE divulgou nesta quarta-feira, aproximadamente 455 mil pessoas imigraram para o Brasil nos 10 anos que antecederam o último levantamento, enquanto 279 mil foram registradas pela pesquisa de 2000 – um aumento de 63%.

O instituto revelou também que 54,1% dos estrangeiros haviam chegado ao Brasil nos dois anos anteriores ao levantamento de 2010.

“Quem chegou do exterior veio há menos tempo que os que vieram de outras cidades brasileiras. Essa situação se intensificou no final da década de 2000. Há uma chegada maciça bem superior ao que vínhamos percebendo nos Censos anteriores”, afirmou o pesquisador Marden Barbosa de Campos, do IBGE.

O país de origem da maioria dos imigrantes é os Estados Unidos (17,6%), seguido do Japão (13,7%), Paraguai (9,8%), Portugal (8,2%), Bolívia (6,2%) e Espanha (5,6%). Em 2010, esses imigrantes se dirigiram majoritariamente para os estados de São Paulo (30% do total), Paraná (14,7%), Minas Gerais (9,8%), Rio de Janeiro (7,6%) e Rio Grande do Sul (5,3%).

Mudança no perfil migratório dentro do País
Os nordestinos continuam sendo os grandes migrantes do País – 1,3 milhão de pessoas deixaram a região nos 5 anos anteriores ao Censo 2010 . Embora o foco principal dos que saem do Nordeste ainda seja o Sudeste (828 mil pessoas), esta migração está sendo dividida com outras regiões. Tanto que, além de São Paulo, Goiás e Santa Catarina apresentaram “ganho líquido” de população no período.

“Observamos uma mudança no perfil migratório. Hoje a temos deslocamentos em todas as direções e, em grande parte, movimentos de curta duração. Faz parte da nova dinâmica de configuração de território”, explicou Campos.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6233690-EI306,00-Numero+de+imigrantes+no+Brasil+cresceu+em+anos+diz+IBGE.html

 
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Publicado por em 19/10/2012 em Notícias

 

Autorizações para trabalhadores estrangeiros crescem 5% de janeiro a setembro

São Paulo – De janeiro a setembro, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concedeu 55.009 autorizações de trabalho temporárias e permanentes para estrangeiros, o que representa crescimento de 5% em relação a igual período de 2011.

Os vistos temporários para haitianos, as autorizações para trabalho de especialistas estrangeiros no Brasil e para técnicos estrangeiros responsáveis pela instalação de máquinas e equipamentos importados e assistência técnica/transferência de tecnologia motivaram a alta.

Segundo o MTE, o setor que emprega estrangeiros é a indústria do óleo e gás, responsável por 30% das autorizações. Os profissionais não podem ocupar vagas passíveis de ser preenchidas por brasileiros.

As autorizações temporárias somaram 48.862, com queda de 0,9%; 10.127 para técnicos até 90 dias, acréscimo de 25%; 5.299 para técnicos até um ano, aumento de 29%; e 4.423 para especialistas estrangeiros, aumento de 26%.

Segundo informou em nota o coordenador-geral de Imigração do MTE, Paulo Sérgio de Almeida, o crescimento dessas modalidades de autorizações de trabalho significa o aumento no volume de investimentos em setores intensivos em máquinas, equipamentos e também a absorção de tecnologias e conhecimentos específicos.

Em relação aos especialistas estrangeiros, as maiores altas foram de portugueses (630 vistos, aumento de 91%) e espanhóis (343, aumento de 50%).

“Os vistos humanitários concedidos pelo Conselho Nacional de Imigração aos haitianos que ingressaram pela fronteira terrestre entre o fim de 2011 e janeiro de 2012 tiveram um grande impacto, com a concessão de 3.307 autorizações contra 632 entre janeiro e setembro de 2011”, avalia o coordenador.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2012/10/autorizacoes-para-trabalhadores-estrangeiros-crescem-5-de-janeiro-a-setembro/view

 
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Publicado por em 19/10/2012 em Notícias

 

Após crise, estrangeiros migram mais para o Brasil

O número de estrangeiros que se mudaram para o Brasil aumentou de forma expressiva nos últimos anos. Na década de 2000, o país recebeu 455.333 “gringos”, de acordo com o Censo. O número é 62,7% maior que registrado na década de 1990, quando 279.822 migrantes desembarcaram no Brasil.

A crise econômica de 2008, que afetou principalmente os países ricos, é apontada como um dos motivos para esse aumento. Dos migrantes que vieram na década passada, mais da metade chegou a partir de 2008. Ela também ajuda a explicar o retorno de um número importante de brasileiros que moravam no exterior.

Dos estrangeiros vindos na última década, 17,4% saíram dos Estados Unidos. Foi o caso de Collin Olagundoye, 37, que em 2010 trocou Nova York por São Paulo para acompanhar a carreira da mulher. Ela trabalha no mercado financeiro e ele virou professor de inglês.

A segunda maior comunidade de migrantes veio do Japão, com 9,8%. Satoshi Ogawa, 36, já é para os amigos o “japonês que samba bem”.

Ele aterrissou em São Paulo em 2007, quando a empresa Ajinomoto o transferiu para ser gerente de marketing.

“Não sabia nada do Brasil além das imagens do futebol, do Carnaval e a criminalidade”, diz. “A imagem do crime se mantém [ele foi assaltado há dois dias], mas é um país simpático para estrangeiros e não tem tanto preconceito com as diferentes origens das pessoas como outros países.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/72693-apos-crise-estrangeiros-migram-mais-para-o-brasil.shtml

 
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Publicado por em 19/10/2012 em Notícias

 

Missão russa debate instalação de empresas de TI no Brasil

Liderados pelo presidente da Russoft (associação que congrega as companhias de Tecnologia da Informação da Rússia), Valentin Makarov, 20 representantes de 13 empresas russas, privadas e estatais, estiveram em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre os dias 4 e 8 de outubro debatendo a possível instalação destas empresas no Brasil.

O jornalista Alex Solnik, que acompanhou as visitas destes empresários para a Gazeta Russa, contou que o motivo de sua viagem ao Brasil foi o de “fazer contatos com o mercado brasileiro, que movimenta hoje US$ 112 bilhões por ano no segmento e cresce de 8% a 12% anuais”.

Entrevistado por Alex Solnik, o empresário Antônio Gil, diretor-executivo da Brasscom, entidade que reúne as companhias brasileiras de Tecnologia da Informação, pregou o trabalho conjunto entre brasileiros e russos. “2011 foi um ano atípico para o nosso setor, que cresceu apenas 8%. As vindas ao Brasil de Valentin Makarov e dos empresários russos de Tecnologia da Informação foram muito importantes para nós entendermos o que a Rússia está fazendo e, ao mesmo tempo, explicar o que nós estamos fazendo no setor. Ou seja, precisamos trabalhar juntos.”

De acordo com o jornalista, Valentin Makarov concorda com Antônio Gil em relação à necessidade de Rússia e Brasil empreenderem realizações conjuntas no segmento da Tecnologia da Informação. O empresário russo destacou a expansão do setor nos países. “O potencial em Tecnologia da Informação não está totalmente realizado entre nossos países. Primeiro, porque a indústria de TI na Rússia também está em desenvolvimento, apesar de haver companhias mundialmente conhecidas. Segundo, porque houve um tempo em que o mercado latino-americano foi subestimado pela Rússia, apesar de ser muito bom para as companhias do nosso país.”

O Brasil tem, hoje, 20 empresas russas de Tecnologia da Informação atuantes, como o Laboratório Antivírus Kaspersky, de grande sucesso mundial. Para o empresário Antônio Gil, a Rússia poderia contribuir com o Brasil, por exemplo, em engenharia de software, uma área em que, segundo o diretor da Brasscom, “a Rússia está no topo”.

Fonte: http://www.diariodarussia.com.br/economia/noticias/2012/10/11/missao-russa-debate-instalacao-de-empresas-de-ti-no-brasil/

 
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Publicado por em 11/10/2012 em Notícias, Russos

 

Associação Brasileira dos Produtoras Independentes de TV recebe delegação da Coreia do Sul durante o MIPCOM

O presidente da ABPITV, Marco Altberg, reuniu-se na última segunda-feira, (8) com representantes da KOCCA – Korean Creative Content Agency, em mais uma ação de relacionamento de negócios entre Brasil e Coreia do Sul.

Fomentada pelo Brazilian TV Producers, a aproximação entre produtoras brasileiras e os sul-coreanos teve início em 2011, durante o Anima Forum, em São Paulo. Além dos representantes da delegação sul-coreana, participaram do encontro Andre Breitman (2DLAB/Conselho ABPITV), Bruno Amado (APEX-Brasil), Rachel do Valle (BTVP) e Maurício Fittipaldi (Cesnik, Quintino e Salinas Advogados).

coreanos
Bruno Amado, gestor de projetos da Apex-Brasil; Marco Altberg, presidente da ABPITV; Sang Pyo Hong, presidente e CEO, e Chook Keun Lee, diretor geral da KOCCA (Korea Creativa Content Agency)

Fonte:http://www.abpitv.com.br/samba/br/noticias/destaques/1568-abpitv-recebe-delegacao-da-coreia-do-sul-durante-o-mipcom

 
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Publicado por em 11/10/2012 em Coreanos, Notícias

 

Invasão asiática no País

Festival de arte e instalação de centro cultural em São Paulo marcam o início das comemorações do cinquentenário da chegada dos primeiros sul-coreanos ao Brasil

André Siqueira e Gabriel Daher

  • Em meados de 1962, navios atravessaram as águas do Pacífico rumo ao Ocidente. Em fevereiro do ano seguinte, os primeiros imigrantes da Coreia do Sul desembarcavam no Brasil. A imigração coreana completa 50 anos em 2013, mas, assim como a saga dos pioneiros no País, as comemorações da data começam com meses de antecipação. Mais de 50 mil coreanos vivem no Brasil, 90% deles no Estado de São Paulo. E é na capital paulista que será inaugurado, em novembro, o primeiro Centro de Cultura Coreana, conforme anunciou o cônsul-geral da República da Coreia em São Paulo, Sang Shik Park, em seminário realizado em agosto pelo Programa de Estudos Asiáticos (Proásia) da Faculdade de Economia e Administração da USP. A criação desse centro vai coroar a realização do Festival da Coreia no Brasil, organizado pela Korea Foundation. Até o fim do ano, o evento apresentará ações culturais na capital de São Paulo, Piracicaba (interior do Estado), Recife, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.

“Nossa principal missão é levar a diplomacia pública e fazer amigos ao redor do mundo”, diz Woosang Kim, presidente da fundação. A primeira atividade do festival foi a exposição O Espectro Diverso: 600 Anos de Cerâmica Coreana, que até 25 de novembro exibe 96 obras de arte no MASP, em São Paulo. Além da mostra, o festival realizará atividades de música, dança, teatro e cinema. “Gostaríamos de ir a cidades diferentes para mostrar uma visão compreensiva de nós. Juntos, os projetos podem mostrar o que a Coreia é hoje”, afirma  Kim Yougna, diretora-geral do Museu Nacional da Coreia, órgão responsável pela curadoria dos eventos que serão apresentados no Brasil. Ela reitera que o festival é uma oportunidade para que os brasileiros passem a conhecer mais a Coreia. “É uma questão de tempo. São 50 anos de imigração e ainda assim não nos conhecemos muito bem, mas queremos mudar isso”, completa Woosang.

Educação e negócios
Também a partir deste ano, iniciativas nas áreas econômica e educacional devem estreitar ainda mais os laços entre os dois países. Em setembro, a Coreia do Sul deve receber 87 estudantes brasileiros que, com o apoio do governo brasileiro, realizarão projetos de especialização em tecnologia e desenvolvimento na capital, Seul.

Deste lado do globo, a USP inicia no ano que vem, com o apoio da Korea Foundation, um curso de língua coreana. Ainda na área acadêmica, a recém-criada Academia de Relações Exteriores da Coreia negocia um acordo de cooperação com o Instituto Rio Branco, para promover o intercâmbio dos futuros embaixadores.

A aproximação entre Brasil e Coreia do Sul é ainda mais visível na área econômica. O Brasil representa 30% de todo o comércio e investimentos da Coreia na América Latina. As trocas entre os países triplicaram nos últimos cinco anos e atingiram mais de US$ 18 bilhões. “A partir de novembro, vamos reestruturar e ampliar a atuação da Kocham, a câmara de comércio coreana no Brasil”, diz o cônsul-geral Park.

Fonte:http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/10/10/invasao-asiatica-no-pais/

 
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Publicado por em 11/10/2012 em Coreanos, Notícias