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Arquivo mensal: agosto 2012

Brasil e Paquistão podem criar grupo de amizade na Câmara

Para intensificar as relações culturais e comerciais entre Brasil e Paquistão, o Embaixador do Paquistão no Brasil, Nasrullah Khan, pediu nesta terça-feira o apoio dos deputados membros da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional na criação de um Grupo Parlamentar de Amizade entre os dois países. Segundo Nasrullah Khan, a criação de um grupo de trabalho na Câmara pode contribuir para a construção de uma relação mais direta entre os parlamentos brasileiro e paquistanês. “Na diplomacia pública é importante à integração entre as nações. Fortalecendo as relações governamentais vamos avançar na troca de experiências”.

 

Brasil e Paquistão podem criar grupo de amizade na Câmara 

A presidenta da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC), prometeu articular junto ao Colegiado a criação de grupo de amizade entre Brasil e Paquistão. A deputada vai pautar o debate na próxima reunião da Comissão, agendada para 22 de agosto. “Vou buscar apoiadores e começar a criar um grupo de trabalho. Acho que essa ação entre os parlamentos pode intensificar as relações de amizade e integração entre os dois países”.

Durante o encontro, Perpétua Almeida convidou o Embaixador Nasrullah Khan a participar dos Seminários que serão realizados pela Comissão para discutir Política Externa e Comércio Exterior.

Assessoria de Imprensa – CREDN

Fonte: http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/credn/noticias/brasil-e-paquistao-podem-criar-grupo-de-amizade-na-camara

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Publicado por em 30/08/2012 em Notícias, Paquistaneses

 

Exposição – Pulso Iraniano

ARTE CONTEMPORÂNEA DO
IRÃ É TEMA DE EXPOSIÇÃO
NO SESC VILA MARIANA

Com fotografias e vídeos inéditos de importantes artistas contemporâneos iranianos, além de um conjunto de poemas traduzidos para o português, exposição PULSO IRANIANO chega à São Paulo

A partir de 20 de setembro o SESC Vila Mariana será palco da exposiçãoPULSO IRANIANO que reúne fotografias e vídeos inéditos de importantes artistas contemporâneos do Irã. A mostra que já passou pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte tem chamado atenção por trazer parte significativa dos contextos político e cultural vividos hoje pelo País.

O curador e diretor artístico do projeto, Marc Pottier, levou dois anos para escolher os trabalhos que serão apresentados. Para a seleção, Marc viajou ao Irã onde realizou encontros com os artistas, além de ir também à Londres e Nova York, locais com uma comunidade iraniana representativa e contou com o apoio de curadores e artistas regionais convidados. O objetivo foi reunir obras que mostrem a perpetuação de uma tradição milenar de criação artística.

“A exposição está abrindo portas novas para o público mostrando o coração da cultura mundial, já que estamos falando de milhões de anos de arte. Para os brasileiros tem sido um contato realmente importante. Localmente, o que se sabe do Irã é o que é lido nos jornais em termos de política, mas a arte dos seus artistas tem uma pulsação e uma energia que vão além da crítica política”, explica o curador.

Para apresentar a diversidade dos temas, PULSO IRANIANO está dividido em: A GuerraAs TradiçõesA MulherA Poesia e O Espírito de Celebração.  A exposição apresenta trabalhos dos artistas Morteza Ahmadvand, Shirin Aliabadi, Gohar Dashti, Arash Hanaei, Siamak Filizadeh, Shadi Ghadirian, Amirali Ghasemi, Ghazel, Peyman Hooshmandzadeh, Bahman Jalali, Rana Javadi, Abbas Kiarostami e de seu filho Bahman Kiarostami, Nava Zadoc, Shirin Neshat, Jalal Sepehr, Mitra Tabrizian, Jinoos Taghizadeh, NewshaTavakolian e Sadegh Tirafkan. Na mostra há, ainda, obras de artistas emergentes, sendo 28 videoartistas e 30 fotógrafos.

Semelhanças entre iranianos e brasileiros
O trabalho de dois anos de pesquisa e as temporadas no Rio de Janeiro e Belo Horizonte mostraram para Marc as semelhanças entre iranianos e brasileiros no modo de viver e se expressar pela arte. “Notamos nos dois povos um jeitinho de ver e fazer as coisas da maneira como podem, apesar de todas as dificuldades, que os permitem viver sua própria liberdade”, diz.

Entre os artistas escolhidos para a seleção está a cultuada Shadi Ghadirian que vem promovendo o trabalho de jovens fotógrafos em seu site Fanoosphotoe, por meio dele, selecionou obras que estarão na exposição e Amirali Ghasemi, artista que vive em Teerã e exibe a produção do país em sua própria garagem, selecionou 28 artistas para apresentarem seus trabalhos em vídeos. Bahman Jalali, um dos mais importantes fotógrafos do país (falecido em janeiro de 2010), será homenageado com 20 fotos e duas séries de slideshows, em seleção de sua viúva, a artista Rana Javadi.

Após a temporada de São Paulo, que vai até dezembro, a exposição PULSO IRANIANO segue para Salvador e depois para várias cidades dos Estados Unidos.

Sobre Marc Pottier
Marc Pottier é um curador independente, que já organizou várias exposições no Brasil e que já mostrou diversos artistas brasileiros no exterior. Foi Adido Cultural no Consulado Francês no Rio de Janeiro entre 1998 e 2002. Especialista em Arte Pública, tem projetos na Europa, no Brasil e no Oriente Médio.

SERVIÇO:
PULSO IRANIANO
Abertura: 
19 de setembro, quarta-feira, às 20 horas
Visitação: De 20 de setembro a 16 de dezembro, terça a sexta-feira, das 10 às 21h30 e sábados, domingo e feriados, das 10 às 18h30, no Térreo
Ingressos: Grátis
Classificação: Livre
SESC Vila Mariana  Rua Pelotas, 141
Telefone para informações: (11) 5080-3000

Estacionamento automatizado com 200 vagas. Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br .

Horário de funcionamento da Bilheteria  De terça a sexta-feira das 9 às 21h30, sábado das 10 às 21h30 e domingo e feriado das 10 às 18h30 (ingressos à venda em todas as unidades doSESC).  Aceitam-se cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard, Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop).

 
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Publicado por em 30/08/2012 em Iranianos, Notícias

 

Árabes encontram paz e prosperidade em São Paulo

São Paulo – A comunidade árabe no Brasil, estimada em 12 milhões de pessoas, “está em sua grande maioria estabelecida em São Paulo”, diz o representante da etnia no Conselho Estadual de Comunidades de Raízes e Culturas Estrangeiras (Conscre), Rezkalla Tuma. O primeiro registro oficial da imigração árabe no Brasil data de 1835, com a chegada dos irmãos Zacarias no Rio de Janeiro, vindos de Beirute.

Mas foi por volta de 1865 a 1870, que começaram a chegar as primeiras levas de imigrantes. Eles saíam da Síria que, naquele tempo era ocupada pelo império Turco Otomano, pelo porto de Beirute, com o passaporte turco. Por isso, esses primeiros imigrantes eram todos tidos como turcos, conta Tuma. “Só que o turco não tem nada a ver com o árabe, é outra raça, outra etnia, outra nacionalidade”, explica o representante da Comunidade Árabe-Síria no Conscre.

O imperador D. Pedro II, que falava árabe, visitou Beirute e Damasco em 1876. Em Damasco, o imperador escreveu um poema, que enviou ao Visconde de Taunay, onde ressaltava :“Damasco dos milênios, berço da civilização, e quem a construiu ajudará a construir o Brasil”, relembra Tuma.

A partir da visita do imperador, a imigração árabe se intensificou e muitos imigrantes chegaram a São Paulo pelo Porto de Santos. “Há muita dificuldade em precisar a chegada dos primeiros imigrantes árabes à cidade de São Paulo, porque eles vinham com passaporte otomano e, nessa época, não havia cautela nem cuidado de saber exatamente de onde vinham”, diz Tuma. Segundo ele, “a partir de 1890 em diante, intensifica-se o fluxo de imigrantes árabes para o Brasil e, especialmente, para São Paulo”.

A família de Rezkalla Tuma desembarcou no Brasil no porto do Rio Grande do Sul e foi parar em Pelotas, “onde ficou até 1920 quando, após um recital, Olavo Bilac disse a meu pai: você é um grande artesão de calçados e deveria ir para São Paulo, onde terá muito mais oportunidades.Meu pai e seu irmão, Jorge, vieram pela primeira vez para o interior de São Paulo e, em São Carlos, se estabeleceram, mudando-se depois para a cidade de São Paulo”, conta Tuma.

Rezkalla nasceu quando a família ainda morava em São Carlos, mas os irmãos Romeu (senador da República pelo PFL paulista) e Renato nasceram quando a família já morava na rua 25 de março, em um sobrado. Rezkalla contou que a famosa rua – hoje abrigando uma série de outros imigrantes – é um marco para a comunidade Árabe-Síria.

Tuma conta que, no início, a cidade de São Paulo era dividida em cidade baixa e a cidade alta. A cidade alta, localizada nos contrafortes do Mosteiro de São Bento, tinha comércio um pouco mais evoluído. Mas, com o tempo, os aluguéis foram ficando muito caros e os comerciantes árabes começaram a ocupar a área onde passava o ribeirão Tamanduateí, construindo suas lojas de madeira até que a região acabou se tornando um importante centro comercial.

Por volta de 1920, Tuma conta que os comerciantes vendiam praticamente produtos importados, que vinham da Europa – porque no Brasil pouco se fabricava – e em 1930 é que se começam a se produzir produtos brasileiros. Essa evolução da produção nacional trouxe para a 25 de março um progresso muito grande, avalia Tuma.

Era interessante, porque as famílias moravam em sobrados e as lojas comerciais ficavam embaixo desses sobrados. Era ali, na 25 de março, que se via a maior concentração dos imigrantes árabes”, explica Rezkalla.

Nestas últimas décadas, entretanto, a 25 de março, que habitualmente tinha árabes, portugueses, alguns judeus, poucos espanhóis e italianos, começa a ser invadida por novas imigrações de coreanos e chineses. Com a chegada destes novos imigrantes, grande parte da comunidade árabe deixou o local e não continuou com o comércio de suas origens. “Os filhos dos imigrantes estudaram, formaram-se e hoje são brasileiros que ocupam posições brilhantes, seja no comércio, política, indústria, bancos, em todas as áreas”, orgulha-se Tuma.

Atualmente, o número de árabes e descendentes no Brasil é estimado em 12 milhões de pessoas, sendo a maioria reside em São Paulo. Apesar de grande orgulho de suas origens e de procurarem manter suas tradições, Rezkalla destaca que a integração dos árabes no Brasil se deu a tal ponto que “é incrível dizer que 98% dos descendentes sírios e libaneses, principalmente, não falam o árabe”.

Segundo Rezkalla, o que acontece no Brasil, e em São Paulo principalmente, deveria servir de exemplo para o mundo. “O Brasil é o único país do mundo em que os seguidores das diversas religiões vivem cordialmente. Os descendentes de diferentes etnias – sejam africanas, sejam árabes, européias, asiáticas e outras – estão se mesclando, a uma velocidade impressionante”.

Fonte: Agência Brasil

 
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Publicado por em 30/08/2012 em Notícias

 

Trabalhadores estrangeiros no Brasil podem pedir visto permanente

AGêNCIA BRASIL 23/08/2012 05h00
 

Estrangeiros que trabalham no Brasil e têm contrato de dois anos ou mais já podem requerer no Ministério da Justiça a troca do visto temporário pelo permanente. Antes, a mudança do visto só era possível após quatro anos de trabalho em território brasileiro. O visto continuará vinculado à empresa empregadora por mais dois anos.

Pela norma anterior, tinha direito ao visto temporário o trabalhador estrangeiro contratado por dois anos. A permissão era renovada por mais dois anos se o contrato de trabalho também fosse renovado. Apenas aqueles cujo contrato fosse renovado depois desses quatro anos por tempo interminado podiam requisitar o visto permanente.

Com a nova regra, o trabalhador que renovar o contrato de dois anos pode requerer imediatamente o visto permanente e permanecer no país sem quaisquer restrições.

A alteração é uma adequação à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que estabelece como trabalho temporário o que é exercido no período de dois anos. Assim, o Departamento de Imigração da Secretaria de Justiça concluiu que o trabalhador estrangeiro têm os mesmos direitos trabalhistas de um brasileiro.

Para fazer o pedido do visto permanente, o estrangeiro deverá entrar com requerimento 30 dias antes do vencimento do visto temporário. A lista com os documentos necessários pode ser acessada no portal do Ministério da Justiça.

A Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego estima que, nos seis primeiros meses deste ano, 32.913 profissionais, entre temporários e permanentes, obtiveram permissão para trabalhar no Brasil.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/trabalhadores-estrangeiros-no-brasil-podem-pedir-visto-perma_158168/

 
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Publicado por em 30/08/2012 em Notícias

 

Vagas em aberto: Brasil quer mais profissionais estrangeiros

Por Esteban Israel

SÃO PAULO, 24 Ago (Reuters) – O governo brasileiro está explorando maneiras de aliviar as regras de imigração para atrair até 10 vezes mais profissionais estrangeiros e ajudar a estimular o crescimento econômico, disse à Reuters o secretário de Ações Estratégicas da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros.

A falta de trabalhadores qualificados é um dos muitos gargalos que ultimamente têm conduzido a sexta maior economia do mundo à beira da estagnação. De canteiros de obras a plataformas de petróleo e centrais de tecnologia da informação, as empresas têm dificuldades para encontrar trabalhadores qualificados para melhorar as suas operações no Brasil. A gigante da Internet Google, por exemplo, tem atualmente 39 posições em aberto no Brasil.

“A gente está em um país que, do ponto de vista do mercado de trabalho, está muito isolado do resto do mundo. A gente acha que isso está afetando a competitividade do país”, afirmou Paes de Barros.

“A gente tem vontade de reverter esse quadro. O Brasil ser mais um país de imigrantes e um país mais conectado com o resto do mundo em termos de transferência de conhecimentos.”

Ex-colônia portuguesa, o Brasil tem uma longa história de acolher imigrantes de todo o mundo, semelhante a dos Estados Unidos. Nos últimos séculos, o país recebeu ondas de imigração da África, Europa, Japão e, mais recentemente, dos vizinhos mais pobres, como a Bolívia.

Mas os problemas econômicos na segunda metade do século passado reduziram as chegadas a quase nada. Estrangeiros hoje representam apenas 0,3 por cento da força de trabalho do Brasil, abaixo dos 7 por cento no início do século 20. Na Austrália, um país de tamanho similar que por muito tempo atraiu imigrantes, os estrangeiros representam cerca de 20 por cento da força de trabalho.

O debate sobre um quadro de imigração mais flexível reflete o novo status do Brasil como potência econômica emergente. A proximidade do pleno emprego impulsionou a popularidade da presidente Dilma Rousseff, ela própria filha de um imigrante búlgaro.

“A gente tem que pensar em ir para um patamar de dois, três por cento da força de trabalho brasileira formada por pessoas de fora do país. Isso seria multiplicar por 10. Se a gente conseguir isso, vamos estar muito bem”, afirmou Paes de Barros, economista formado na Yale.

O momento, no entanto, pode não ser ideal. Até a hora que um projeto de lei finalmente chegar ao Congresso, a eleição presidencial de 2014 estará bem próxima, o que pode tornar mais difícil para Dilma desviar a sua atenção de uma campanha pela reeleição.

“A outra variável a ter em mente é que muito vai depender de uma recuperação do crescimento econômico em 2013 e 2014. Porque se estivermos em um ambiente onde o desemprego começa a decolar e os mercados de trabalho começam a arrefecer, isso se torna mais difícil de vender”, disse Chris Garman, analista da empresa de consultoria Eurasia Group.

“O governo, infelizmente, está percebendo isto um pouco tarde”.

A economia do Brasil deve crescer menos de 2 por cento este ano, mas ganhará velocidade de novo em 2013, conforme uma enxurrada de medidas de estímulo do governo fazem efeito. A taxa de desemprego, no entanto, permanece perto de um nível recorde de baixa, em torno de 5,8 por cento.

DÉFICIT DE TALENTOS

O Brasil concedeu 70.524 vistos de trabalho a profissionais estrangeiros em 2011, 25,9 por cento a mais do que em 2010, segundo o Ministério do Trabalho. Isso é quase três vezes mais do que os 25.400 vistos emitidos em 2006.

No entanto, segundo algumas estimativas, o país ainda precisa de mais 20 mil engenheiros por ano para atender aos ambiciosos planos para modernizar sua infraestrutura obsoleta e explorar as enormes reservas de petróleo.

Isso levou a gigante de mineração Vale a criar os seus próprios programas de treinamento para engenheiros e é declaradamente uma das razões que atrasam um investimento de 12 bilhões de dólares pela Foxconn para a fabricação de iPads no Brasil.

Os críticos culpam décadas de subinvestimento no sistema de educação pública do Brasil, o que deixa os brasileiros em desvantagem no mercado de trabalho.

Dilma lançou no ano passado o programa Ciência Sem Fronteiras para combater o déficit educacional que empaca o desenvolvimento tecnológico e de engenharia do Brasil, A iniciativa vai enviar 100 mil brasileiros para estudar por um ano nas melhores universidades do mundo.

O déficit de talentos tornou-se ainda mais urgente à medida que os preparativos do Brasil para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 parecem estar atrasados.

O debate ocorre no momento em que muitos profissionais espanhóis e portugueses sem trabalho por conta do agravamento da crise da dívida da zona euro estão desembarcando no Brasil em busca de oportunidades.

Mas os líderes empresariais se queixam de que a burocracia brasileira torna difícil e caro contratar estrangeiros.

Para contratar profissionais de outros países, as empresas devem primeiro provar que não foram capazes de encontrar trabalhadores adequados no país. Eles também são obrigados a treinar brasileiros para, eventualmente, substituir os estrangeiros.

Estrangeiros enfrentam uma papelada aparentemente interminável em ministérios do governo e delegacias de polícia. Conseguir um registro de identidade temporário muitas vezes pode levar mais de seis meses.

“Contratar um estrangeiro no Brasil é complicado. Exige muita burocracia, tempo, e incerteza sobre se será concedido”, disse Luiz Fernando Alouche, um advogado de imigração na Almeida Advogados, em São Paulo.

Uma força-tarefa criada esta semana irá preparar um relatório sobre as vantagens e os desafios de uma regulação nova e mais flexível para atrair trabalhadores estrangeiros qualificados. Paes de Barros espera ter os resultados em sua mesa em seis meses.

O governo espera ter uma proposta final pronta em meados de 2013. Depois disso, afirmou Paes de Barros, ficará a cargo dos políticos. Um projeto de lei de imigração menos ambicioso introduzido pelo governo em 2009 tramita no Congresso desde então.

Para Paes de Barros, tudo se resume a matemática simples –o número de imigrantes no Brasil é a metade do que se tinha no início do século 20, quando a população era 10 vezes menor.

“Estamos preocupados que estamos perdendo vantagens comparativas”, disse ele.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2012/08/24/vagas-em-aberto-brasil-quer-mais-profissionais-estrangeiros.htm

 
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Publicado por em 30/08/2012 em Notícias

 

A quantidade de profissionais estrangeiros no Brasil aumenta

O executivo Bryan Rakowski, de 33 anos, desembarcou no Brasil recentemente para assumir o cargo de diretor de marketing da divisão de biscoitos para a América Latina da Kraft Foods. Vivendo em São Paulo, ele ainda luta para superar as dificuldades do idioma — o americano faz aula particular de portugues três vezes por semana. Esse está longe de ser o seu maior desafio: “O fato de eu ser um gringo faz com que me olhem de um jeito diferente. Não espero que todos confiem em mim imediatamente, mas que me permitam mostrar o meu valor e o que eu tenho para adicionar ao time”, diz.

A fala de Bryan aponta para uma mudança nas relações de trabalho entre brasileiros e estrangeiros. No passado, os executivos de fora chegavam ao país para assumir posições de chefia, como ainda acontece hoje, e vinham de salto alto, pois quase sempre detinham um conhecimento que teria de ser replicado pela subsidiária no Brasil. Esse quadro mudou — parte deles chega ao país, patrocinada pela matriz, para aprender as particularidades da pujante economia brasileira. Na mala, essa turma traz experiências e melhores práticas, e muita vontade de aprender.

Um outro grupo de imigrantes vem ao Brasil por conta própria, para trabalhar como autônomo (veja no quadro abaixo). De acordo com o balanço da Coordenação- Geral de Imigração (CGig), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2011, 70 524 profissionais estrangeiros foram autorizados a trabalhar no Brasil. A quantidade de autorizações foi 25,9% maior em relação às 56 006 concedidas em 2010.

“Houve uma curva muito forte de crescimento a partir de 2009. E, das 66.000 autorizações temporárias em 2011, mais da metade é para pessoas de nível superior completo. Também tivemos uma elevação substancial de mestres e doutores”, diz Paulo Sérgio de Almeida, coordenador- geral de Imigração do MTE. Segundo o ministério, os estrangeiros estão basicamente em São Paulo, e as empresas que mais trouxeram funcionários de seu país de origem foram as japonesas. Parte deles veio para trabalhar nas montadoras, como o caso da Toyota, que está expandindo suas operações no Brasil.

A permanência de profissionais especializados e com grande experiência pode ser muito positiva para os brasileiros. Eduardo Lemos é gerente de marketing da Kraft e trabalha diretamente com Bryan. Ele destaca o nível de especialização e a enorme bagagem com que os estrangeiros chegam para trabalhar. “Normalmente, são pessoas que fizeram a diferença em seus países de origem, trazem vários cases de sucesso e têm muito a acrescentar aos times.”

Segundo o gerente, a experiência é ainda mais bem-sucedida quando os expatriados buscam viver a cultura local. “Alguns deles não conseguem se conectar com os níveis mais baixos da hierarquia. Isso os impede de conhecer a realidade do chão de loja, fundamental para o nosso negócio.”

Troca de conhecimentos – Em busca de maior diversidade e conhecimento dos mercados que pretende explorar, a Natura começa a investir na troca de experiência entre funcionários com nacionalidades diferentes. As operações internacionais da empresa têm, atualmente, baixa representatividade. Mas esse panorama deve mudar completamente nos próximos quatro ou cinco anos, quando os níveis de crescimento no exterior poderão ser maiores do que os previstos para o Brasil.

“Queremos levar nossa marca e valores para vários países”, garante Ney Silva, diretor de gestão de pessoas da Natura. Para isso, uma das estratégias que começam a ser utilizadas pela área de RH é investir na troca entre os profissionais dos países onde a companhia está presente: México, Argentina, Colômbia, Peru, Chile e França. “Nosso modelo de negócio depende da cultura local. Por isso o investimento em intercâmbio é uma das peças fundamentais para termos sucesso”, afirma Ney. No programa de trainee realizado no ano passado, 30% dos aprovados eram estrangeiros da América Latina

“É uma das formas de pensarmos com uma cabeça mais global, uma vez que pretendemos nos tornar multinacional.” De acordo com Ney, o fato de a Natura já trabalhar com o conceito de diversidade entre seus funcionários torna a tarefa um pouco mais fácil. “Há anos desenvolvemos a nossa capacidade de acolher diversos pontos de vista. Só estamos acrescentando mais um ingrediente à receita”, diz. Nos próximos anos, o intercâmbio deve se intensificar. Tanto que um indicador de multiculturalidade já faz parte do sistema de gestão de RH da empresa.

“Foi uma das formas que encontramos de acompanhar a evolução de nossos profissionais nesse quesito”, explica. Entre as vantagens da troca, Ney destaca a chance de experimentar novas estratégias de um ponto de vista completamente diferente do brasileiro. “No México, percebemos que não teríamos sucesso ao replicar a forma brasileira de fazer negócio. Precisamos criar um novo modelo de relacionamento, com a ajuda de consultores e profissionais locais”, exemplifica. “Com o tempo, começamos a definir quais aspectos do aprendizado com as outras culturas podem ser replicados aqui.”

O americano Alexander Pearl, de 30 anos, é gerente financeiro da área de operações e logística da Natura. Sua contratação seguiu um caminho diferente daquele a que os expatriados estão acostumados. O executivo chegou ao Brasil em novembro de 2010, logo após ter concluído um MBA na Universidade de Chicago. “Decidi fazer mestrado fora dos Estados Unidos e, assim que fui aceito, eu e minha esposa decidimos que o usaríamos como um artifício para conseguir uma vaga no exterior.” Ainda durante os estudos, o americano começou a fazer estágio em uma organização de private equity no Uruguai.

“Durante esse período, conversei com muitas pessoas que me aconselharam a vir para o Brasil. Quando chegamos, nos apaixonamos por São Paulo, tanto pela cidade quanto pelas pessoas. E decidimos que concentraríamos nossos esforços em busca de trabalho aqui. Foi quando acabei sendo contratado pela Natura”, diz o executivo.

Como Alexander precisa se relacionar com diferentes áreas, a comunicação é um fator fundamental. “Quando cheguei ao Brasil não falava português, mas meus colegas contribuíram para que eu pudesse aprender. Meu nível melhorou, mas esse ainda é o meu maior desafio. Para lidar com isso, procuro falar com os colegas pessoalmente, de forma a melhorar cada vez mais os meus relacionamentos”, diz.

Quando não estão trabalhando ou tentando se entender com o português, tanto Bryan quando Alexander costumam se reunir com uma turma de expatriados que vive em São Paulo. Os dois acabaram virando amigos. “Existe uma grande quantidade de estrangeiros em São Paulo. Já conheci pessoas da Inglaterra, do Peru, do México e da Rússia”, diz Alexander. Como se vê, o Brasil virou opção de trabalho para muitos gringos. E, a julgar pelo cenário internacional, eles vão continuar chegando.

Por Michelle Aisenberg para a revista Você S/A.

Fonte: http://www.revistadigital.com.br/2012/08/a-quantidade-de-profissionais-estrangeiros-no-brasil-aumenta/

 
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Publicado por em 30/08/2012 em Notícias

 

Governo facilita permanência de estrangeiros no Brasil

O Ministério da Justiça anunciou nesta quarta-feira (22) mudanças no procedimento de transformação do visto temporário em permanente para estrangeiros com vínculo empregatício no Brasil. Agora, o pedido poderá ser feito por quem tiver contrato de trabalho com duração de dois anos. Antes, eram necessários quatro anos (dois prorrogáveis por mais dois). As adequações foram baseadas em parecer da Advocacia Geral da União (AGU), a partir de análise da legislação trabalhista.

Pela nova regra, divulgada em nota à imprensa, caso o funcionário e a empresa desejem prorrogar o contrato de trabalho, deverão requerer, junto ao Departamento da Polícia Federal a transformação do visto temporário em permanente com, pelo menos, 30 dias de antecedência em relação ao fim do prazo original. A mudança também vale para os estrangeiros que cumpriram os dois primeiros anos de vínculo e obtiveram a renovação por mais dois.

“Essa medida vai diminuir a burocracia tanto para o estrangeiro quanto para o Estado, que não precisará prorrogar o visto temporário por mais dois anos”, explica a diretora do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Izaura Miranda, na nota.

Apesar da alteração, o estrangeiro seguirá vinculado à empresa durante quatro anos, mesmo depois de receber a permissão permanente. Caso seja demitido antes desse período, não poderá continuar vivendo no Brasil, ficando os antigos empregadores responsáveis pelo processo de repatriação, isto é, de retorno ao país de origem.

De acordo com dados da Coordenação Geral de Imigração (CGig) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 32.913 profissionais obtiveram permissão para trabalhar no Brasil, de janeiro a junho deste ano. Desse total, 29.065 receberam autorização temporária e 3.848, permanente.

Fonte: AE / Tiago Cisneiros

Fonte: http://www.portosenavios.com.br/site/noticias-do-dia/geral/18509-governo-facilita-permanencia-de-estrangeiros-no-brasil

 
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Publicado por em 30/08/2012 em Notícias