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Arquivo mensal: maio 2012

CBCDE recepciona delegação do PCC da Província de Lioaning

Corrente de comércio entre Liaoning e o Brasil em 2011 foi de US$ 3,28 milhões, com aumento de 15,49% em relação ao ano anterior

CBCDE recepciona delegação do PCC da Província de Lioaning

Uma comitiva formada por membros do Partido Comunista Chinês da província de Liaoning esteve, nesta terça-feira (22/05), em São Paulo. O grupo foi recebido pelo presidente da CBCDE, Fernando Ou, e por membros da diretoria da entidade, com um jantar de recepção.
Fernando Ou falou das atividades da CBCDE e ressaltou a importância da parceria entre o Brasil e a China. “A China hoje é um grande país, que consegue combinar a ideologia política ao pragmatismo de mercado. Por isso é a segunda economia do mundo e, em breve, poderá se tornar a primeira”, apostou.
Para o secretário-geral do comitê do Partido Comunista Chinês de Liaoning, Wang Min, a visita ao Brasil é para ampliar as oportunidades de desenvolvimento nas áreas de tecnologia, comércio, educação, turismo, cultura e mineração. A economia da província é a sétima da China. O comércio entre Liaoning e o Brasil em 2011 somou US$ 3,28 milhões, com aumento de 15,49% em relação a 2010.
Participaram do jantar, o cônsul-geral da China em São Paulo, Sun Rongmao, os deputados estaduais Itamar Borges e Jooji Hato; o secretário nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Walter Sorrentino, o representante do governo do Estado do Amazonas, Tseng Ling Yun, a presidente da Associação Chinesa do Brasil, Heida Li, além de um público de 150 convidados.
 
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Publicado por em 31/05/2012 em Chineses

 

LIGA PROMOVE SEMINÁRIO

A Liga da Juventude Islâmica, sediada na Mesquitado Pari em São Paulo está promovendo o I Seinário de Ciências Islâmicas que acontecerá de 07 a 10 de junho de 2012 na própria mesquita. Os palestrantes serão o Sheik Yahia, do Qatar; Sheik W. Farah, da Árabia Sauita, e Rodrigo Rodrigues, de Porto Alegre.

 
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Publicado por em 31/05/2012 em Notícias

 

Cônsul de Cuba em São Paulo visita CGTB

O cônsul geral de Cuba em São Paulo, Lázaro Mendez, esteve nesta terça-feira (29/05) na sede da CGTB, onde foi recebido pelo presidente da Central, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira). Mendes denunciou a mais nova calúnia do governo norte-americano para tentar desacreditar a revolução ante à opinião mundial: um suposto desrespeito à liberdade sindical. “O governo dos Estados Unidos seguem fazendo dano a Cuba. Já nos acusaram de exportar revolução, como se isso fosse possível. Depois, de sermos satélite da URSS e violadores de Direitos Humanos. Agora dizem que em Cuba não há liberdade sindical e financiam um reduzido grupo de mercenários, que estão à margem da CTC [Central de Trabalhadores de Cuba]”, afirmou o cônsul.

Ele informou que ONGs norte-americanas, através da Seção de Interesses Norte-Americanos, em Havana, financiam as chamadas “organizações sindicais independentes”. Mendez questiona: “Como pode haver uma organização sindical sem trabalhadores, sem presença nos centros de trabalho?”.

“Eles não nos perdoam por estarmos resistindo ao bloqueio, mesmo sendo um país pequeno. Mantemo-nos firmes, com base em princípios. Tentam nos asfixiar. Recentemente o governo dos EUA multou em vários milhões de dólares a empresa Ericsson, do Panamá, por ter consertado equipamentos elétricos de Cuba”, disse Mendez, que entregou um documento da CTC, denunciando a ingerência dos Estados Unidos.

O objetivo do governo norte-americano é condenar Cuba na 101ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT) como violadora da liberdade sindical. “Transmita à CTC e ao governo cubano nossa solidariedade e o nosso apoio. São mais de 50 anos de enfrentamento a um brutal bloqueio econômico e o povo cubano não se dobra, dando exemplo aos demais países em luta contra o imperialismo. É nossa obrigação fazer o esforço que for necessário para impedir esse golpe contra Cuba”, ressaltou Bira.

O dirigente da CGTB informou que a entidade está engajada na campanha internacional pela libertação dos 5 patriotas cubanos, lutadores contra o terrorismo, presos nos Estados Unidos.

Fonte: CGTB / Foto: Valdo Albuquerque – 30/05/2012

Fonte: http://www.mundosindical.com.br/sindicalismo/noticias/noticia.asp?id=9330

 
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Publicado por em 31/05/2012 em Notícias

 

Chineses adaptados e bem-sucedidos

Os bem-sucedidos jovens que aparecem nesta reportagem deixaram a terra natal no rastro da onda de investimentos chineses no Brasil e, bem adaptados, querem ficar

Na escola que frequentava em Wuhu, cidade de 2 milhões de habitantes no sudeste da China, o especialista em relações internacionais Kevin Xie, 28 anos, ouvia dizer que o Brasil era urna terra tomada de flora exuberante e animais selvagens, como uma grande Amazônia. Hoje executivo da montadora chinesa Chery, ele acaba de aceitar um convite para assumir um posto no Brasil, país sobre o qual diz saber o que realmente importa: “É um dos Brics, né? E está crescendo, né?”. Em São Paulo, onde vive, tornou-se habitué de churrascarias (a palavra picanha figura entre as raras que aprendeu em português) e gosta de bater perna sempre junto de outros recém-chegados de Pequim. Xie pertence a uma turma de jovens chineses na faixa dos 30 anos, donos de currículo de alto nível e trajetória ascendente, que vê no Brasil uma chance de queimar etapas na carreira e inovar em mercados em franca expansão. Mesmo que o choque de culturas às vezes pese, assim como a saudade dos familiares que não cogitam deixar a China, a maioria não tem previsão de volta. Enquanto a economia estiver boa, explicam em inglês fluente, vão ficando.

Essa entusiasmada leva de imigrantes aparece em destaque em um recente levantamento feito pelo Ministério da Justiça. De acordo com o relatório, o ritmo de crescimento do número de chineses que chegam anualmente ao Brasil é o dobro do de estrangeiros como um todo: o grupo aumenta à velocidade de 44% ao ano desde 2009. Já são 200 000 no país. Eles vêm no rastro dos crescentes investimentos chineses – só nos últimos dois anos, alcançaram 22 bilhões de dólares, 86 vezes o que foi registrado ao longo das duas décadas anteriores, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China. Os recém-chegados ocupam cargos de médio e alto escalão em empresas chinesas como o gigante de telecomunicações Huawei, que acaba de dobrar seu quadro de funcionários no país. “O Brasil se tornou prioridade”, conta o diretor Liu Xifu, veterano do grupo com nove anos de São Paulo, que recepciona os novatos fazendo uso de um peculiar manual de sobrevivência. Entre outras coisas, sugere que seus conterrâneos deixem de passear com câmeras e tablets a tiracolo. Essas empresas trazem funcionários da matriz com o propósito de que incutam a cultura de lá nos trópicos. Do ponto de vista brasileiro, é bem-vindo. “É justamente esse o perfil de imigrante que mais impacta positivamente na economia de um país”, diz Reinado Gregori, doutor em demografia pela Universidade da Califórnia, em Berkeley.

A primeira barreira na qual esses chineses esbarram é a língua. “Nunca tive contato com uma fonética tão estranha quanto a do português”, desabafa o engenheiro Wang Xiao Lei, 28 anos, que está se aventurando pelo básico do idioma em aulas pelo YouTube. O esmero é grande, os avanços nem tanto. Ele e os outros se comunicam com os brasileiros em inglês ou fazendo mímica, como quando aparecem em grandes grupos em um restaurante. No Rio de Janeiro e em São Paulo, onde vive mais da metade dos recém-chegados, muitos dos que vêm sem a família dividem apartamento, ainda que tenham dinheiro para arcar com o aluguel sozinhos: é econômico e espanta a solidão. Em coro, ressentem-se da ausência de karaokês, programa preferencial desses jovens executivos em Pequim e Xangai, mas estão aos poucos aprendendo a fazer substituições. “Meu lazer agora é na praia”, conta a gerente de marketing da petroquímica Sinochem Crystal Lee, 30 anos, que, segundo os amigos chineses, virou “carioca”, tal a rapidez com que se aclimatou. Na orla, onde se instalou há onze meses, ela pode ser flagrada quase todos os dias pela manhã fazendo ioga.

A primeira grande onda migratória da China rumo ao Ocidente data do século XIX. Os chineses debandavam de um país mergulhado em sucessivas crises e guerras civis. O principal destino eram os Estados Unidos, onde muitos viriam a substituir os escravos recém libertos em tarefas braçais. Nessa época, uma leva que vivia em Macau, então colônia portuguesa, aportou no Rio de Janeiro a mando do rei dom João VI. Serviu de mão de obra para a construção de ferrovias. A segunda leva a deixar maciçamente a China, entre as décadas de 50 e 70, fugia do regime de terror de Mao Tsé-tung, um período de trevas em que professores universitários eram forçados a criar gado e as escolas se transformaram em centros de adoração ao líder Mao. Foi então que muitos cérebros chineses acabaram acolhidos em algumas das melhores universidades do mundo.

A leva atual é a primeira que troca de país não por não encontrar boas alternativas na própria pátria – o que todos têm -, mas por considerar que pode chegar mais rápido e longe fora de casa. Também pesa a favor a oportunidade de ter uma experiência no exterior. “Ao contrário das que vieram antes, essa é uma turma globalizada e disposta a integrar-se”, observa o especialista Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getulio Vargas. O passaporte de boa parte dos que fincam base no Brasil é coalhado de carimbos recentes de toda parte. O engenheiro Liang Kai, 28 anos, tem rodado os vários países da Ásia, da Europa e da América Latina em que a empresa onde trabalha há três anos, a fabricante de celulares ZTE, tem operações. Para ele, o Brasil oferece um desafio que o enche de entusiasmo. “Todos os grandes estão disputando um naco desse mercado, mas só quem realmente conseguir inovar vai vencer”, afirma Kai, que com tal propósito, vive enfurnado no centro de desenvolvimento de tecnologia da empresa, na Zona Oeste do Rio. Como outros compatriotas com os quais partilha o escritório, onde reina o mandarim, ele não quis comprar passagem de volta. Ainda solteiro, diz: “É bem possível que meus filhos venham a ser brasileiros”.

Helena Borges e Renata Betti

(Publicado na Veja em 27/02/2012)

Fonte: http://oestrangeiro.org/2012/04/18/chineses-de-sucesso/

 
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Publicado por em 31/05/2012 em Chineses, Notícias

 

Hoje abre a 5ª Mostra Audiovisual Israelense, com “Footnote”

A Mostra do Audiovisual Israelense visa trazer o melhor da produção audiovisual israelense para o público brasileiro. A mostra propõe também participar da formação do olhar com recortes históricos ou retrospectivos, graças a parcerias firmadas com universidades e escolas de cinema.

Nesta quinta edição, concentra-se em duas temáticas distintas: um panorama da atual produção audiovisual israelense e uma seleção dos chamados “Borekas Filmes”, aproximando-os da chanchada brasileira e do cinema caipira.

A Mostra acontece este ano no Centro da Cultura Judaica, no Clube A Hebraica, Cinemark Pátio Higienópolis, CinUSP e Academia Internacional de Cinema.

Programadores/ Andréa Borrotchin e Hugo Casarini


Salas de exibição

Clube A Hebraica – Rua Hungria nº 1000 – Tel:+55.11.3818-8800 – Teatro Arthur Rubinstein – 522 pessoas – Não há retirada de ingressos

Cinemark Shopping Patio Higienópolis – Av. Higienópolis, 646 – 3823-2875 – 100 a 200 pessoas

CinUSP – Rua do Anfiteatro, 181  – 100 pessoas – (0xx)11 3091-3540 – Não há retirada de ingressos, caso haja lotação da sala, ocorrerá entrega de senha

Centro da Cultura Judaica – Rua Oscar Freire, 2500 – 3065-4333 –296 pessoas – Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência

Grade de programação

Panorama contemporâneo

Footnote
Israel, 2011, drama, 103’, legendas em português
Abertura da 5ª Mostra de Audiovisual Israelense, Pré-estreia nacional
Direção/ Joseph Cedar

O Policial (The Policeman) 
Israel, 2011, drama
Direção/ Nadav Lapid

2 night
Israel, 2011, drama, legendas em português
Direção/ Roi Werner

Testemunho (Testimony)
Israel, 2012, documentário, legendas em português
Direção/ Shlomi Elkabetz

O Apartamento (The Flat)
Israel, 2011, documentário, legendas em português
Direção/ Arnon Goldfinger

O Dilúvio (The Flood – Mabul)
Israel, Canadá, França, 2010, drama, legendas em português
Direção/ Guy Nattiv

Minha Austrália (My Australia)
Israel, Polônia, 2011, drama, legendas em português
Direção/ Ami Drozd

Invisível (Invisible)
Israel, Alemanha, 2011, drama, legendas em português
Direção/ Michal Aviad

Minha adorável irmã (My Lovely Sister)
Israel, 2011, drama, legendas em português
Direção/ Marco Carmel

Rabies
Israel, 2010, terror, legendas em português
Direção/ Navot Papushado & Aharon Keshales

Restauração (Restoration)
Israel, 2011, drama, legendas em português
Direção/ Yossi Madmony

Clássicos “Borekas Filmes”

Sallah Shabati
Israel, 1964, comédia-drama, preto e branco, legendas em português
Direção/ Ephraim Kishon

Charlie e Meio
Israel, 1974, comédia-drama, legendas em português
Direção/ Boaz Davidson

Festa na Sinuca
Israel, 1975, comédia, legendas em português
Direção/ Boaz Davidson

Katz e Carasso
Israel, 1971, comédia-drama, legendas em português
Direção/ Menahem Golan

Curtas metragens

Seleção de curtas israelenses

Israel, 2011, 5 X curtas-metragens, 100’
Exibição Digital
Legendas em inglês
Produzidos pela Sam Spiegel – Film & Television School Jerusalem, os curtas metragens premiados em festivais internacionais estarão disponíveis para livre consulta.

Data/ 31/05 a 10/06
Local/  sala de leitura (Centro da Cultura Judaica – 2º andar)
Idade/ a partir de 14 anos
Horário/ Terça a Sábado, das 12h às 19h
Domingos e feriados, das 11h às 19h

Fonte: http://www.culturajudaica.org.br/node/752

 
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Publicado por em 31/05/2012 em Judeus, Notícias

 

Prisão para estrangeiros em São Paulo tem 61 portugueses.

Mais de oitenta nacionalidades convivem na penitenciária Cabo PM Marcelo Pires da Silva, em Itaí, no interior de São Paulo, entre as quais 61 portugueses, numa variedade linguística que rendeu ao local o nome de “Torre de Babel”.
Na história bíblica, a Torre de Babel era uma construção feita por humanos que queriam chegar ao céu. Como castigo, Deus multiplicou as línguas e os homens deixaram de se entender.
Na Babel de São Paulo, muitos dos reclusos chegam após terem cruzado o céu num avião com drogas e a condenação para as chamadas “mulas”, por tráfico de estupefacientes, é a mais comum no local, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária.
A prisão de Itaí, que fica a quase 300 quilómetros da cidade de São Paulo, conta com 1.472 homens no regime fechado, quase o dobro da sua capacidade de… 792 reclusos, e 125 presos no regime semiaberto, adequado para 108 pessoas, de acordo com dados de Maio.
Apesar dos diversos idiomas, entre os quais dialectos africanos, do búlgaro e do romeno, destacam-se o inglês, o espanhol, falado pelos 515 presos do sul e centro da América, e o português, ensinado nas aulas e usado pelos 201 presos lusófonos, entre portugueses, angolanos (83), moçambicanos(17), guineenses (37) e cabo-verdianos (3).
O português Mário Machado, 61 anos, condenado a um ano e quatro meses por adulteração de combustível, afirma que “um quase não entende o outro” nos corredores. “Fala-se muito o inglês, que eu não falo”, disse à Lusa.
A administração da penitenciária informa que a maioria dos reclusos aprende o português com o tempo. Mas as dificuldades linguísticas extrapolam as grades da prisão.
“A falta de um tradutor é complicada principalmente para os interrogatórios de expulsão. Acaba havendo um tradutor informal para o inglês em alguns casos”, afirma o defensor público da União João Chaves, coordenador do grupo especializado em presos estrangeiros.
O idioma e a sobrelotação não são as únicas dificuldades enfrentadas pelos presos em Itaí. Segundo Chaves, não há um médico permanente na unidade, nem chuveiros quentes ou advogados em número suficiente. A Secretaria de Administração Penitenciária informa que o banho frio é padrão, mas os presos com limitações de saúde são levados para um local com água quente.
Segundo a instituição, está a decorrer um concurso público para contratar médicos para todo o sistema prisional. Itaí, atualmente, conta com dentistas, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Seis em cada dez presos estrangeiros no Brasil estão em São Paulo, segundo o Conselho Nacional de Justiça.
Esta maioria acontece por conta do aeroporto internacional de Guarulhos, que possui voos frequentes para Portugal e para a África do Sul, duas portas de entrada para a droga na Europa.
Ao contrário dos homens, as mulheres estrangeiras não possuem uma prisão só para elas em São Paulo, mas ficam num pavilhão separado na Penitenciária Feminina da Capital.
Em todo o Brasil, os presos sul-americanos e africanos são maioria entre os estrangeiros. Apesar disso, a presença de europeus aumentou desde o início da crise econômica no continente.
No Brasil, entre homens e mulheres, havia 436 presos europeus em Dezembro de 2008. Quatro anos depois, o número subiu para 663.
 
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Publicado por em 31/05/2012 em Notícias

 

Os favoritos dos gringos em São Paulo

Veja os programas mais populares entre os estrangeiros que vivem na cidade

Taís Hirata | 25/05/2012

Confira os lugares favoritos dos estrangeiros que vivem na capital paulistaConfira os lugares favoritos dos estrangeiros que vivem na capital paulista

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São Paulo é cada dia mais uma terra de todos os povos. De 2008 para 2011, o número de autorizações de trabalho de estrangeiros cresceu 51,21%. Do total de vistos permanentes concedidos no ano passado, 46,69% eram para o Estado de São Paulo. O resultado são diferentes sotaques e línguas espalhadas pelos bares, baladas e restaurantes da capital.

Pesquisa: onde os gringos querem morar
Bares de São Paulo que os gringos adoram
Profissionais e preços atraem estrangeiros a hospitais da capital
Cresce o número de estrangeiros nas faculdades da cidade

A cena cultural ativa é um dos aspectos mais admirados pelos estrangeiros. O fotógrafo e artista plástico francês Frederic Thipagne, 28 anos, contrasta a situação brasileira com a de seu país: “Hoje em dia, criar projetos culturais se tornou complicado na França, devido aos problemas ligados à crise europeia. Infelizmente, a cultura fica em segundo plano”. Para ele, a situação econômica favorável do Brasil atrai a atenção mundial. “Mais pessoas vêm aqui para viver e construir projetos, não apenas pelas praias e pelo samba, embora esses com certeza sejam ótimos aspectos brasileiros.”

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O fotógrafo e artista plástico francês Frederic Thipagne (na foto, com o disco na mão) prefere fugir dos redutos estrangeiros

O fotógrafo e artista plástico francês Frederic Thipagne (na foto, com o disco na mão) prefere fugir dos redutos estrangeiros

Encantamentos à parte, problemas urbanos como a questão do transporte não passam em branco. “Moro no Butantã, longe do metrô, e adoraria subir até a Paulista com maior frequência. Não consigo por culpa do trânsito”, critica o espanhol Tony Gálvez, 44 anos, que mora na cidade há treze anos.

Quem vem viver em São Paulo quer mesmo é se misturar. “Não vou tanto aos lugares frequentados por estrangeiros, prefiro sair com brasileiros. Vim para conhecer a cultura brasileira e isso é passado por meio do contato com o pessoal daqui”, afirma a francesa Annabel Polly, 20 anos, que, desde julho do ano passado, faz intercâmbio na USP e vive em uma república com outros brasileiros.

A norte-americana Phuong-Cac Nguyen, 34 anos, editora do “Total São Paulo Guide”, concorda: “A cidade é super feia, mas as pessoas são incríveis. Há muitas coisas escondidas que dão mais charme para São Paulo”. Christian Rust, intercambista alemão de 24 anos, aponta o O’Malley’s como um dos maiores redutos de estrangeiros na capital. “Vou lá para assistir aos jogos de futebol importantes da Europa. Mas estou mais interessado em encontrar brasileiros do que estrangeiros.”

Para criar um roteiro de gringos em São Paulo, pedimos ao oito entrevistados que revelassem seus programas favoritos na capital. escolheram na cidade.

Confira, abaixo, os cinco passeios indicados por eles:

1. Sesc
Campeão de popularidade entre os estrangeiros, a rede foi mencionada por quase todos. Não poderia ser diferente: com 14 unidades espalhadas pela cidade e uma oferta constante de programas culturais de qualidade a preços acessíveis, o Sesc já é considerado referência mundial em produção cultural.

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 O argentino Leonardo Bella ressalta a oferta de programas baratos:

O argentino Leonardo Bella ressalta a oferta de programas baratos: “Já fui em muita sessão de cinema no CCSP, exposições em vários lugares, tudo de graça”

“Acho fantástica a ideia e o funcionamento dos Sescs. Daria para um cidadão se nutrir culturalmente só com eles”, afirma Leonardo Bella, argentino de 39 anos que vive em São Paulo há treze. “Não tem nada parecido lá na minha terra, assim como não tem farofa e outras coisas boas”, brinca.

Thiphagne destaca a variedade da programação. “Você encontra qualquer tipo de artista e evento lá: exposição, concerto, festival, animação. E de diferentes horizontes: nacional, internacional, tradicional, contemporâneo”, afirma o francês, que vive em São Paulo desde o ano passado, quando conheceu sua atual mulher, brasileira.

2. Samba ao vivo
Pode ser estereótipo, mas o ritmo nacional é um dos mais buscados e apreciados pelos gringos. Os bares Ó do Borogodó e Pau Brasil são bastante lembrados pelos estrangeiros. “Gosto de ir lá por causa da atmosfera. São lugares pequenos, com uma audiência tranquila, e bons grupos”, afirma o alemão Christian Rustle, 24 anos, que veio ao Brasil em julho do ano passado para estudar na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP.

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 O intercambista Christian Rust vai ao bar O’Malley´s para assistir jogos de futebol estrangeiros

O intercambista Christian Rust vai ao bar O’Malley´s para assistir jogos de futebol estrangeiros

Todo dia é dia de samba
Bares de chorinho para a semana toda

Ensaios de escola de samba também reúnem muitos estrangeiros. O angolano Alexandrino Nunes, 25 anos, mora no Brasil há quatro anos e não perde o programa. “É muito legal, porque nós, angolanos, admiramos muito o samba. Lá, toca muito o ritmo, em baladas e festas. Aqui, no Brasil, a ideia é beber na fonte.”

3. Museu Afro Brasil, Masp, Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa
Os museus da cidade também são lembrados pelos estrangeiros. Além do clássico Masp, outro que recebe destaque é o Museu Afro Brasil. “O local me ajudou muito a aprender sobre a história do Brasil, suas raízes e as diferentes influências que o fizeram um país tão rico e único”, afirma o francês Thipagne. O angolano Nunes completa: “Gosto de principalmente de exposições que retratam algum período ou contexto histórico do Brasil”.

Vinte obras de arte imperdíveis em museus de São Paulo
As melhores mostras em cartaz

Os museus da região central da cidade, como Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa, também estão entre os preferidos dos gringos.

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 A americana Phuong-Cac Nguyen visitou a cidade há quatro anos, se apaixonou e decidiu ficar

A americana Phuong-Cac Nguyen visitou a cidade há quatro anos, se apaixonou e decidiu ficar

4. Vila Madalena
A região é um dos lugares prediletos da norte-americana Phuong-Cac, que vive em São Paulo há quatro anos. “É charmoso. As casas pequenas dão um sentido de bairro, uma coisa que os gringos estão mais acostumados.” Entre os lugares favoritos na Vila Madalena, ela cita o Les Delices de Maya, que “tem os melhores bolos da cidade”.

O melhor da Vila Madalena

Os barzinhos da região não poderiam ficar de fora. Phuong-Cac destaca oMercearia São Pedro, descrito como “bem brasileiro”.

5. Programas de rua
Outro tipo de passeio que os estrangeiros adoram são eventos e obras de arte que ocupam as ruas. Virada Cultural, Zombie Walk, Parada Gay, Cow Parade, performances e grafites são apenas alguns dos exemplos citados pelo argentino Bella. “A cultura está aí, mesmo quando, em São Paulo, muitas vezes, falta tempo e paciência para curtir.”

Quatorze obras imperdíveis nas ruas de São Paulo
Orelhões viram obra de arte

“A Virada Cultural é parecida com um evento que ocorre em Madrid e eu sempre vou”, diz a espanhola Laura Rojo, 20 anos, em São Paulo desde julho do ano passado. Outro evento lembrado pela francesa Annabel é a festa de Nossa Senhora da Achiropita, que ocorre em agosto no bairro do Bixiga.

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/noticias/gringos-sao-paulo

 
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Publicado por em 31/05/2012 em Notícias