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Arquivo mensal: novembro 2011

Ministério das Relações Exteriores atualiza informações sobre vistos concedidos a estrangeiros

O Ministério das Relação Exteriores atualizou o Quadro Geral de Regime de Vistos para a Entrada de Estrangeiros no Brasil. Quem quiser saber quais foram as nacionalidades que mais visitaram o país, basta acessar o link:

http://www.portalconsular.mre.gov.br/antes/quadro-geral-de-regime-de-vistos-1/?searchterm=quadro%20geral%20de%20regime%20de%20vistos

 

 

 
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Publicado por em 25/11/2011 em Notícias

 

Urbanistas estrangeiros visitam o Projeto Pantanal

São Paulo – Uma comitiva de urbanistas da África do Sul, Índia e Colômbia visitou na última segunda-feira (21), o projeto de urbanização desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), na zona leste da capital paulista, o Projeto Pantanal.

A visita é preparatória para o 10º Congresso Mundial da Metrópolis “Cidades em Transição”, que acontece entre os dias 23 e 26 de novembro, em Porto Alegre.

A comitiva, formada por arquitetos, delegados e especialistas de desenvolvimento urbano, está no Brasil para aprender um pouco da experiência nacional em projetos de urbanização emoradia popular.

“Esse intercâmbio de informações e de ideias é fundamental para equacionar as situações urbanas mais críticas”, disse o secretário de estado da Habitação, Silvio Torres, durante encontro com a comissão, na sede da pasta.

Durante a visita, os participantes assistiram a apresentação do projeto e ainda puderam fazer vistoria na área de intervenção.

“Em Johannesburgo temos muitos problemas semelhantes aos enfrentados por São Paulo, como o déficit habitacional e a necessidade de urbanização das favelas. Ter contato com essa experiência é enriquecedor e vai nos dar um novo direcionamento no planejamento das nossas próximas ações”, disse o urbanista sul-africano Lihle Phewa. O Projeto Pantanal é uma ação integrada do governo do estado desenvolvida em uma área de cerca de 908.000 m², onde estão localizados as ocupações irregulares União de Vila Nova e Vila Nair e o empreendimento Vila Jacuí.

Obras de urbanização

Trata-se de um projeto completo de atendimento habitacional que prevê investimentos em obras de urbanização como: implantação de redes de água, esgoto e energia elétrica, iluminação pública, pavimentação de ruas, paisagismo, sistema de lazer, além de obras estruturais como canalização dos córregos e drenagem para acabar com as enchentes.

O investimento é de R$ 239 milhões e até o momento foram removidas 3.010 famílias que estavam em área de risco.

Além dessas obras de urbanização e revitalização de moradias, a Companhia desenvolve com a comunidade vários projetos sociais.

Fonte: http://www.dci.com.br/Urbanistas-estrangeiros-visitam-o-Projeto-Pantanal-8-399298.html

 
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Publicado por em 25/11/2011 em Notícias

 

Marca dos Migrantes será dia 04 de dezembro

Venha participar da marcha dos Migrantes 2011

Por: Da Redação – São Paulo 18 de outubro de 2011

 

Sabemos que o poder publico não tem tido respostas concretas para os problemas que vivem os migrantes e imigrantes, no Brasil e o mesmo vem sucedendo no cenário internacional.
Por esse motivo, foi instituído no dia 18 de Dezembro como o dia internacional dos migrantes,dia de manifestaçao e luta pelos direitos que nos são negados.  Neste dia onde nos colocamos em Marcha, para que a sociedade saiba que existimos e que temos direitos que ainda não nos são garantidos. A nossa Marcha será no dia 04 de Dezembro de 2011 e terá como lema : “NENHUM DIREITO A MENOS PARA OS IMIGRANTES, VOTO JÁ!

A sua participação neste processo é indispensável. Ninguém poderá substituir você nesta luta democrática e participativa.

Venha participar desta organização e dar sua contribuição para uma cidadania mais plena dos migrantes e imigrantes.

Também pedimos o favor de repassar este convite ao máximo de organizações (associações, fundações, grupos folclóricos… ) que você conheça, para que unidos façamos uma Marcha consciente e um mundo melhor.

A 5º Marcha dos Migrantes é promovida pelo CAMI (Centro de Apoio ao Migrante), CDHIC (Centro de Direitos Humanos e Cidadamnia do Imigrante) e CPM (Centro Pastoral do Migrante).

Durante a apresentação do grupo humorístico Champagne Producciones no Pólo Cultural Nordestino, Paulo Illes coordenador do CDHIC convocou a  todos os imigrantes para fazer parte da Marcha.

 

Paulo Illes coordenador do CDCHIC (Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante) fez um convite aos presentes para comparecerem à Marcha dos Imigrantes.

http://www.baixa.la/common/flash/divmp3.swf

 

 

 

 

Fonte: http://www.boliviacultural.com.br/ver_noticias.php?id=778

 
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Publicado por em 25/11/2011 em Notícias

 

Mostra de filmes poloneses começa hoje em SP

MIS (Museu da Imagem e Som)

Av. Europa, 158 – São Paulo

Tel: 2117-4777

  Sexta – 25 de novembro

17h – CRONICA DOS ACIDENTES AMOROSOS / KRONIKA WYPADKOW MIŁOSNYCH (Polônia, 1995, 114 minutos, cores, legendas em português. Formato da projeção: Digital)

19h30 – SENHOR TADEU / PAN TADEUSZ (Polônia, 1999, 147minutos, cores, legendas em português. Formato da projeção: Digital)

  Sábado – 26 de novembro

 15h – O HOMEM DE MARMORE / CZŁOWIEK Z MARMURU (Polônia, 1976, 153 minutos, cores, legendas em português.Formato da projeção: Digital)

  Domingo – 27 de novembro

15h – CALAMO / TATARAK (Polônia, 2009, 83 minutos, cores, legendas em português. Formato da projeção: Digital)

17h – AS SENHORITAS DE WILKO / PANNY Z WILKA (Polônia, 1979, 116 minutos, cores, legendas em português. Formato da projeção: Digital)

19h – TUDO A VENDA / WSZYSTKO NA SPRZEDAŻ (Polônia, 1968, 94 minutos, cores, legendas em português. Formato da projeção: Digital)

21h – O MAESTRO / DYRYGENT (Polônia, 1979, 102 minutos, cores, legendas em português. Formato da projeção: Digital)

Terça – 29 de novembro

17h – A VINGANCA / ZEMSTA (Polonia, 2002, 100 minutos, cores, legendas em português. Formato da projeção: Digital)

19h30 – O MESCLADO / PRZEKŁADANIEC (Polônia, 1968, 35 minutos, preto e branco, legendas em português. Formato da projeção: Digital) – seguida de palestra com xxxxxx

Quarta – 30 de novembro

17h – KORCZAK / KORCZAK (Polônia, 1990, 113 minutos, cores, legendas em português. Formato da projeção: Digital)

19h30 – OS INOCENTES CHARMOSOS / NIEWINNI CZARODZIEJE (Polônia, 1960, 100 minutos, cores, legendas em português. Formato da projeção: Digital)

Fonte: http://www.consuladopoloniasp.org.br/publicar/view-not.php?id=845

 
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Publicado por em 25/11/2011 em Notícias, Poloneses

 

A rua onde bolivianos constroem sua história

Depois da feira na Praça Kantuta, a Rua Coimbra, no Brás, torna-se um novo ponto de encontro dos trabalhadores imigrantes que deixaram a Bolívia em busca de uma vida melhor em São Paulo.

Por Adriana Delorenzo

 

Quando Chalo Mendoza mudou-se para a rua Coimbra, não havia nenhum cabeleireiro no local, ou melhor, nenhuma peluqueria. Ele mesmo trabalhava numa oficina de costura, como a maioria dos bolivianos que vem ao Brasil. Chalo encarava uma rotina diária das 7 da manhã às 10 horas da noite entre linhas e peças de roupas. “Trabalhava cinco horas a mais por dia para poder fazer um curso de cabeleireiro aos sábados”, diz.

Normalmente, a jornada dos bolivianos nas oficinas de costura inclui o sábado, até por volta das 13 horas. É uma rotina pesada, e, por conta disso, Chalo buscava outra opção de renda. Assim, ele abriu a primeira peluqueria da rua Coimbra. Hoje, são pelo menos dez nas suas imediações. “Quando cheguei, a rua era deserta”, conta o boliviano, casado com uma conterrânea e pai de três filhos brasileiros. Com a concorrência maior, ele também revende passagens de ida e volta de São Paulo até Porto Quijarro, cidade boliviana na fronteira com o Brasil. Um trecho custa cerca de 200 reais.

A história de Chalo é acompanhada por milhares de bolivianos que moram no Brasil. Os primeiros imigrantes vieram ao país há cerca de 40 anos e a partir dos anos 2000, a imigração começou a se intensificar. Muitos, antes de deixar a terra natal, já migraram internamente na Bolívia. É difícil dizer precisamente quantos bolivianos vivam no Brasil hoje, mas as estimativas chegam a 300 mil, sendo que a maioria está em São Paulo. O Ministério das Relações Exteriores da Bolívia estima que em torno de 20% da população vive no exterior. O principal destino é a Argentina, Espanha e o Brasil.

Em 2009, na última anistia que concedeu vistos temporários aos imigrantes, aproximadamente 40 mil pessoas foram beneficiadas e, destas, 34 mil estão na capital paulista, sendo que cerca de 17 mil vieram da Bolívia. Agora, quem obteve o documento provisório pode requerer o permanente. Essas e outras orientações sobre a documentação também são dadas por Chalo em sua peluqueria. Esse tipo de serviço é encontrado por toda a extensão da rua Coimbra, que recentemente ganhou, inclusive, uma sede do Consulado da Bolívia para efetuar esses trâmites.

Localizada próxima à estação Bresser do metrô, no coração do tradicional bairro do Brás, a rua Coimbra se tornou um ponto de encontro dos bolivianos que vivem em São Paulo. “Temos dois pontos, a Coimbra e a Kantuta”, conta Luís Vasquez, presidente da Associação dos Moradores da Rua Coimbra.

Os bolivianos dizem que é comum, aos sábados, encontrar com amigos e conhecidos, que tinham visto pela última vez só na Bolívia. “Às vezes a gente encontra com alguém que nem sabia que tinha vindo pro Brasil”, diz Chalo.

Enquanto a Praça Kantuta, no bairro do Pari, recebe milhares de bolivianos aos domingos para a tradicional feira, onde se encontram comidas típicas, música e artesanato boliviano, a Coimbra já junta milhares aos sábados. Entre 6 e 8 horas da noite é o período mais cheio, o auge da festa, com cerca de quatro mil pessoas. Com mesas de pebolim e barracas dos mais variados produtos, de CDs de reggaeton a calçados, o local se tornou mais uma referência da cultura boliviana em São Paulo.

Hoje, quase não se encontram brasileiros morando por lá. Tudo é em espanhol, as placas de ruas, o som das TVs e os diálogos. Quem visita a rua tem a impressão que está, de fato, na Bolívia. Lá é possível encontrar a qualquer dia da semana os tradicionais pratos do país como o fricase e os pães de milho, e tomar um mocochinche (suco de pêssego desidratado com cravo e canela).

Procura-se overloquista

Também em castelhano, centenas de anúncios de empregos estão espalhados pelo comércio local. As vagas são para trabalhar com costura. Com um salário de aproximadamente 600 reais, é possível encontrar um emprego, com refeição incluída. David Apaza Thamani, de 23 anos, está no Brasil há seis meses, e logo que chegou começou a trabalhar em uma oficina. Sem falar português ainda, ele diz que está muito feliz e gostando da experiência.

“No Brasil, existe uma oferta de trabalho para esse migrante que representa uma esperança de mudança de vida para muitas famílias”, explica Paulo Illes, diretor do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHCI). Segundo ele, grande parte dos imigrantes regularizados no país é de donos de oficinas que empregam outros conterrâneos. “Porém, eles não conseguem regularizar essas oficinas e os trabalhadores, por exemplo, abrindo uma micro ou pequena empresa. O que vemos lá na ponta é uma ausência total de políticas de inclusão desses imigrantes.”

A situação dos trabalhadores, em geral, é precária, muitas vezes análoga à escravidão. Grandes redes de lojas de roupas, como Pernambucanas, Marisa e, recentemente, a Zara, já foram denunciadas por comprar suas peças confeccionadas em oficinas subcontratadas pelos fabricantes. Geralmente, há um atravessador, com CNPJ, que fornece as notas fiscais, mas vende as roupas sem ter qualquer funcionário.

“O trabalho escravo não é uma doença, é um sintoma”, afirma Leonardo Sakamoto, diretor da Repórter Brasil. “O nosso modelo de desenvolvimento, que continua excludente, centralizador, é a mãe do trabalho escravo e da pobreza”.

Somente na última fiscalização, que encontrou mão de obra escrava na cadeia produtiva da Zara, havia 15 pessoas, sendo 14 bolivianas e uma peruana, submetidas a condições de trabalho precárias. Jornadas exaustivas, cerceamento de liberdade e dívidas referentes a passagens e documentos foram alguns dos indícios encontrados da chamada escravidão contemporânea. A intermediária contratada pela Zara, a AHA, Indústria e Comércio de Roupas Ltda, subcontratava 33 oficinas, sem constituição formal, com empregados sem registro e sem recolhimento de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), entre outros direitos.

Novos comerciantes

Apesar dos esforços das ações de denúncia, muitos trabalhadores “libertados” continuam na mesma cadeia produtiva, costurando roupas por cerca de 2 reais cada peça. Muitos trabalhadores, no entanto, veem no comércio uma alternativa. É o caso de Edwin Mamani Canaviri, de 28 anos, que vive há seis anos no Brasil e hoje, como afirma, trabalha com vendas e vive próximo à Coimbra. “A feira cresceu e recebe muita gente, houve um grande avanço”, comenta.

“Na costura, é muito trabalho e pouco dinheiro”, afirma Bartha Martinez, de 30 anos, que vive no Brasil há sete anos. Hoje, ela é empregada em uma peluqueria e está procurando outro trabalho, mas no comércio, e não pensa em voltar para as oficinas.

Com o crescimento dos comércios, além da Associação de Moradores da Coimbra, existe a Associação dos Comerciantes da Rua. Ester, conhecida como Choca (palavra usada para mulher loira na Bolívia), faz parte da Associação. Em uma portinha, ela vende dos mais variados produtos, desde cartões telefônicos internacionais Hola Andina até quinua (cereal andino). Há dez anos no Brasil, Choca defende que a feira realizada aos sábados seja regularizada.

Essa também é uma reivindicação dos moradores. “O que queremos é um pouco de ordem, de organização”, diz Vasquez. Os moradores e comerciantes já fizeram um abaixo-assinado com cerca de 500 nomes, entregue à subprefeitura da Mooca, em São Paulo, para que o evento seja oficializado. Se isso acontecesse, Vasquez diz que haveria muitos benefícios: a rua poderia ser fechada, e o trânsito desviado, após a feira haveria limpeza urbana, como acontece em outras feiras oficiais da cidade, e as barracas teriam as mesmas medidas. “Melhoraria a imagem da feira”, diz.

Outra preocupação dos bolivianos é com a segurança. Também já foi solicitado à subprefeitura mais policiamento para a região. Os moradores se organizaram, e contratam todos os sábados seguranças particulares. Fórumentrou em contato com prefeitura e não obteve retorno.

A Praça Kantuta precisou de um movimento para ser legalizada. Quinze anos antes, os bolivianos começaram a montar barracas em outra praça próxima, também no Pari. Depois de atrapalhar o trânsito e incomodar a vizinhança, a gestão da prefeita Marta Suplicy (PT) orientou que os comerciantes formassem uma associação e, em seguida, dedicou um espaço oficial para a feira, batizado de Kantuta pelos bolivianos. Lá acontece a feira desde junho de 2002.

Agora, um novo ponto de encontro dos bolivianos que vivem no Brasil mostra o quanto a colônia cresceu, revelando a face cosmopolita de São Paulo. Com poucas opções de lazer oferecidas na metrópole e a resistência dos paulistanos em incorporar essa nova cultura à cidade, esses imigrantes constroem seus próprios espaços para compartilhar sua cultura.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_materia.php?codMateria=9333/A%20rua%20onde%20bolivianos%20constroem%20sua%20hist%C3%B3ria

 
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Publicado por em 17/11/2011 em Bolivianos, Notícias

 

Mostra de arte indígena em São Paulo

A exposição Artefatos Indígenas reúne 270 peças recentemente adquiridas para integrar o acervo do Pavilhão das Culturas Brasileiras, em São Paulo. No acervo há 30 desenhos sobre papel que mostram a riqueza da arte gráfica Wajãpi, reconhecida pela UNESCO como patrimônio imaterial da humanidade.
A mostra é dividida em módulos que evidenciam a obra de 12 povos indígenas da Amazônia, dos Estados do Amapá, Pará e Mato Grosso: Wajãpi, Galibi, Palikur, Karipuna, Galibi-Maworno, Tiriyó, Kaxuyana, Wayana, Aparai, Asurini, Kayapó e Kayapó Xikrin.
Algumas peças usam materiais atuais, como miçangas, botões e canudos plásticos, ou desenhos sobre papel feitos com caneta hidrográfica, e mesmo objetos para o público não indígena como por exemplo, a diadema Kayapó (primeira foto). As plumas foram substituídas pelos canudos plásticos, mas mantêm o esquema de cores tradicionais com plumas de arara vermelhas mais longas no centro.
Clique nas fotos para ampliar.

Cocar de canudo, do povo Kayapó, do Mato Grosso O Kayeb, cobra cosmológica para o povo Palicur, do Amapá O barco da constelação, dos Palicur, do Amapá Banco de pajé em forma de pássaro, do povo Galibi Marworno, do Amapá Kusiwá (arte gráfica Wajãpi), dos Wajãpi, Amapá. Roda de teto de casa comunitária, dos povos Wayana e Aparai, do Amapá Colar de criança, do povo indígena Kayapó, do Pará e do Mato Grosso Cocar de plumas de arara, dos Kaiapó Metuktire, do Mato Grosso


Curiosidade: de acordo com a legislação brasileira os indígenas têm o direito de caçar a fauna silvestre com fins exclusivos de alimentação e confecção de objetos cerimoniais, mas peças com produtos ou sub-produtos da fauna silvestre, categoria onde entram os objetos plumários, não podem ser comercializadas. A proibição está em vigor desde 1998, e só abre exceções para a pesquisa acadêmica e a preservação em museus.
ArteFatos Indígenas
Até 08 de janeiro de 2012
De terça a domingo, das 9h às 18h. Entrada até as 17h
Pavilhão das Culturas Brasileiras
Parque do Ibirapuera (antigo prédio da Prodam)
Rua Pedro Álvares Cabral, s/ nº
04094-000 – São Paulo – SP
Telefone (11) 5083 0199
 
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Publicado por em 17/11/2011 em Índios, Notícias

 

Aldeias de índios da capital paulista podem ser transferidas para outras cidades

SÃO PAULO – Parte dos 300 guarani mbyá residentes na comunidade indígena do Jaraguá, na zona norte da capital paulista, deverá se mudar para o município de Mairiporã, a 37 quilômetros de São Paulo. Eles passarão a ocupar cerca de 160 hectares concedidos pela Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), empresa responsável pela construção do Rodoanel Mário Covas e da Rodovia dos Bandeirantes.

Processo semelhante deverá ocorrer com os 300 guarani mbyá residentes em Krukutu e os 900 moradores da Aldeia da Barragem, as duas situadas em Parelheiros, ao sul do município de São Paulo. Para as duas aldeias deverão ser concedidos cerca de 150 hectares em um lugar que ainda está sendo escolhido. Juntas, elas têm atualmente 52 hectares.

O anel viário vai circundar São Paulo com o objetivo de fazer com que o trânsito de mercadorias e passageiros não passe dentro da capital.

Juntas, as três aldeias da capital paulista têm 1.400 índios. A Dersa concederá cerca de 300 hectares em terras, no valor aproximado de R$ 6 milhões, divididos em duas áreas. Uma das propriedades ficará com a comunidade do Jaraguá e outra beneficiará as aldeias Krukutu (300 habitantes) e da Barragem (900 habitantes), ambas em Parelheiros.

Segundo o administrador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Bauru, Amaury Vieira, as terras compensam “impactos indiretos” nas comunidades da construção do empreendimento.

– Minimamente, você tem que tentar garantir que as comunidades indígenas não sofram impacto dessa obra que é importante, mas que não pode passar por cima de todo mundo e ficar por isso mesmo.

A Dersa nega, no entanto, que o Rodoanel seja responsável por impactos prejudiciais nas aldeias.

– Todos os estudos mostraram um impacto da metrópole sobre as comunidades, não que pudesse ser atribuído ao Rodoanel – ressaltou o gerente de Gestão Ambiental da Dersa, Marcelo Barbosa.

Barbosa afirma que os cerca de 300 hectares serão doados para amenizar o problema da falta de espaço que as aldeias indígenas da capital sofrem.

– Por um acordo com o Ministério Público, entendemos que poderíamos colaborar para melhorar a situação das aldeias – disse.

O antropólogo Daniel Pierri discorda que o Rodoanel não traga problemas aos guarani.

– Acho que os impactos são enormes – avaliou.

Ele afirma , entretanto, que parte dos recursos naturais da região do Jaraguá havia sido comprometida antes da obra.

– A nascente que passa dentro da comunidade era limpa, hoje é totalmente poluída pelo esgoto da região, antes mesmo do Rodoanel.

Nas aldeias da zona sul há, segundo o antropólogo, uma ocupação crescente das terras utilizadas tradicionalmente pelos índios.

– Cada ano que passa, a cidade vai chegando mais perto. Toda a área de uso deles [os guarani], antiga e documentada, vai se restringindo cada vez mais.

Uma das lideranças do Jaraguá, Pedro Luís Mecena, acredita que construção do trecho oeste do Rodoanel aumentou as pressões sobre a terra indígena, a menor do país. Ele atribui a construção da via, a 4 quilômetros dos indígenas, ao aumento do número de empresas e residências nos bairros próximos à aldeia. Para Mecena, a aldeia de 1,7 hectare está sendo espremida pela metrópole de São Paulo.

– A gente se sente muito preso dentro da comunidade. Ela é pequena, o Rodoanel está trazendo moradores ao redor e isso acaba espremendo a aldeia – reclamou o índio, que é vice-presidente da Associação República Guarani Amba Vera.

Essa proximidade com a cidade é um dos motivos que impedem que as aldeias sejam expandidas de maneira contínua.

– Evidente que o ideal seria que essas terra fossem aumentadas na mesma região, mas essa é uma dificuldade que se tem na Grande São Paulo – ressaltou o administrador da Funai..Problema é antigo

Segundo Pedro Luís Mecena, o processo de ocupação em torno da aldeia teria começado com a construção da Rodovia dos Bandeirantes, inaugurada em 1978, cinco anos antes da identificação da terra indígena. A estrada, que liga a capital ao interior, passa ao lado da comunidade. Em meio às casas feitas com retalhos de madeirite e compensado, pode-se ouvir nitidamente o som do tráfego intenso da rodovia.

Apesar de as moradias da comunidade do Jaraguá serem semelhantes às encontradas em favelas urbanas, o guarani falado pelas crianças e adultos da aldeia demonstra o caráter diferenciado da comunidade. Ali existe também um Centro de Educação e Cultura Indígena (CECI), onde são ministradas atividades escolares na língua indígena e em português.

A religião e o convívio em língua indígena seriam as práticas que estariam ameaçadas pela ocupação ao redor da aldeia. Segundo Mecena, o contato direto com os não indígenas atrapalha o dia a dia da comunidade e inibe os índios de ficarem “à vontade”.

Os índios também se “ressentem” da dificuldade para transmitir conhecimentos tradicionais relativos à agricultura e às plantas medicinais, relatou o antropólogo Daniel Peirri. “Eles têm dificuldade de transmitir boa parte dos conhecimentos que estão ligados com a mata e com o plantio por conta desse adensamento demográfico grande e a falta de espaço”, contou.

A quantidade reduzida de terras da aldeia consegue apenas abrigar as casas dos índios. Não é possível plantar e produzir, atividades que fazem falta aos mais velhos, de acordo com Mecena. Ele afirma que são os membros mais idosos que mais sentem necessidade do modo de vida “mais tradicional”. Atualmente, a comunidade se sustenta basicamente pela venda de artesanato em diversos pontos da cidade e com os salários de alguns índios que têm trabalho fixo.

Assim que houver o mínimo de infraestrutura na nova área, os membros mais idosos da aldeia Jaraguá deverão começar a se mudar para o novo local. Para Mecena, a migração de parte dos índios deixará a comunidade mais confortável.

O líder se queixa de não ter havido estudos para avaliar os impactos do Rodoanel no Jaraguá.

– Quando a Dersa fez o Rodoanel Mário Covas não consultou a comunidade indígena do Jaraguá. Não fez um levantamento ambiental, não fez um levantamento antropológico para dizer se a gente ia sofrer com esse impacto – ressaltou.

O gerente de Gestão Ambiental da empresa afirmou que como a comunidade do Jaraguá “já está integrada no tecido urbano”, fica difícil fazer uma avaliação de quais seriam os impactos do trecho oeste do Rodoanel. Ele destacou o fato de nenhum órgão ter se manifestado sobre a existência dos índios na época da construção dessa parte da via

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/aldeias-de-indios-da-capital-paulista-podem-ser-transferidas-para-outras-cidades-3206964

 
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Publicado por em 17/11/2011 em Índios, Notícias