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Arquivo mensal: julho 2011

Mostra de cinema coreano em SP

Coreia, cinema explosivo: o thriller de vingança
de 15 a 30/7

Segunda edição da mostra coreana no Centro Cultural São Paulo em parceria com o Consulado da Coreia do Sul. Este ano, 12 filmes inéditos e mais uma pequena retrospectiva de mestres do gênero de uma das cinematografias mais criativas do momento.

 Taxa: R$1,00 – retirada de ingressos: na bilheteria (terça a domingo, das 10h às 22h), somente na semana de exibição de cada filme

 Sala Lima Barreto (100 lugares)

 idade recomendada: 16 anos

 Confira o programa Cine CCSP, da Web rádio e TV, em que o curador de audiovisual do CCSP, Célio Franceschet, fala sobre a mostra
 

26/7 – terça

 16h Amor proibido
(Chunhyang, Coreia do Sul, 2000, 120min, 35mm)
direção: Im Kwon-Taek – elenco: Yi Hyo-Jeong, Cho Seung-Woo, Kim Soung-Nyeu, Lee Jung-Hun
Na Coreia do final do século 17, o filho do governador de Namwon se apaixona por uma cortesã . Eles se casam em segredo, mas eles precisam se separar para que ele complete os estudos. Enquanto isso, um outro governador condena a cortesã à morte por se recusar a virar sua amante.

18h10 Além dos anos
(Cheon nyeon hak, Coreia do Sul, 2007, 107min, 35mm)
direção: Im Kwon-taek – elenco: Cho Jae-hyun, Oh Jung-hae, Oh Seung-eun
Baseado na novela The Wanderer of Seonhakdong, conta a história de um casal de irmãos que cantam poemas épicos coreanos chamados de pansori.

20h10 Final feliz
(Happy End, Coreia do Sul, 1999, 99min, 35mm – 18 anos)
direção: Ji-Woo Jung – elenco: Min-Shik Choi, Jeon Do-yeon, Jin-Mo Joo, Mi-Sun Hwang
Min-Ki, um bancário, é despedido depois de seis anos de trabalho. Apesar disso, ele não consegue deixar de sentir prazer com a nova vida, cuidando dos filhos e da casa. Tudo vai bem até que ele descobre que sua esposa está tendo um caso.

  dia 27/7 – quarta

 16h Meu querido inimigo
(Meotjin haru, Coreia do Sul, 2010, 123min, 35mm)
direção: Lee Yoon-ki – elenco: Jeon Do-yeon, Ha Jeong-woo
Uma mulher desempregada resolve procurar o ex-amante que, anos atrás, ficou lhe devendo um dinheiro.

18h15 Best seller
(Beseuteu Serreo, Coreia do Sul, 2010, 117min, 35mm)
direção: Lee Jeong-Ho – elenco: Kim Tae-Hun, Ha Dae-Ro, Jo Hie-Bong, Oh Jung-Se
A escritora Hee-Soo se muda para uma casa misteriosa depois de fugir de uma acusação de plágio e lá começa a ouvir histórias horríveis, de uma estranha figura presente nas redondezas. Seu novo romance, baseado nestas histórias, torna-se um bestseller, mas ela descobre que as histórias já foram publicadas.

20h30 Decolar
(Gukgadaepyo, Coreia do Sul, 2009, 137min, 35mm)
direção: Kim Yong-Hwa – elenco: Lee Eun-Seong, Lee Se-Rang, Lee Hye-Suk, Hyeon Jyu-Ni
O filme narra a criação do primeiro time nacional de ski jump da Coreia. Em 1997, a região de Muju na Coreia do Sul recebeu as Olimpíadas de Inverno de 2002 e os juízes responsáveis pela seleção dos times coreanos resolveram que a Coreia não poderia sediar os jogos sem ter um time de ski jump para representar o próprio país.

  dia 28/7 – quinta

 16h Um sonho com os pés descalços
(Maen-bal-eui Ggoom, Coreia do Sul, 2011, 121min, 35mm)
direção: Kim Tae-gyun – elenco: Park Hie-soon, Kei Shimizu, Ko Chang-seok, Lim Won-hie
Kim Won-kang era um jogador de futebol cuja vida não acabou muito bem. Um dia, ele vê um grupo jogando futebol com os pés descalços e decide abrir uma loja de tênis e ensinar os garotos a jogar futebol para participar de um campeonato.

18h15 Fabricantes de escândalos
(Gwasok Seukaendeul, Coreia do Sul, 2008, 108min, 35mm)
direção: Kang Hyung-chul – elenco: Hwang Woo Seul Hye, Im Ji-Kyu, Lim Seung-Dae, Sung Ji-Ru
Um Dj boêmio tem sua vida virada de cabeça para baixo quando uma menina bate à sua porta dizendo que é sua filha. Agora ele tem que tentar salvar sua carreira do escândalo.

20h15 O momento para sempre
(Uri saengae choego-ui sungan, Coreia do Sul, 2008, 124min, 35mm)
direção: Im Soon-Rye – elenco: Moon So-ri, Kim Jeong-eun, Martin Lord Cayce
O filme narra a história do primeiro time feminino de handball da Coreia, que competiu nas Olimpíadas de Verão de 2004. Baseado em fatos reais.

dia 29/7 – sexta

 16h Old boy
(Coreia do Sul, 2003, 120min, digital)
direção: Park Chan-wook – elenco: Min-sik Choi, Ji-tae Yu, Hye-jung Gang, Daaa-su Oh
Oh Dae-Su é sequestrado e aprisionado em um quarto durante 15 anos. Quando é libertado, ele procura descobrir o que aconteceu e vai em busca de vingança.

18h15 Lady Vingança
(Chinjeolhan Geumjassi, Coreia do Sul, 2005, 112min, digital)
direção: Park Chan-wook – elenco: Lee Yeong-ae, Choi Min-Sik, Kim Shi-hu, Nam Il-woo, Kim Byeong-ok
Aos 19 anos Lee Geum-Ja é condenada a 13 anos de prisão pelo sequestro e assassinato de um garoto. Ela acoberta o verdadeiro culpado, seu namorado. Quando descobre que está sendo traída, prepara uma vingança. Treze anos depois ela sai da cadeia, encontra o ex-namorado e põe em prática seu plano.

20h15 Simpatia pelo Sr. Vingança
(Boksuneun Naui Geot, Coreia do Sul, 2002, 129min, digital)
direção: Park Chan-wook – elenco: Lee Young-ae, Choi Min-shik, Kim Shi-hu, Kwon Yea-young, Tony Barry
Em busca de dinheiro para pagar um transplante de rim para sua irmã, Ryu planeja o sequestro da filha de seu chefe.

 

dia 30/7 – sábado

16h O gosto da vingança
(Dalkomhan insaeng, Coreia do Sul, 2005, 120min, digital)
direção: Kim Ji-woon – elenco: Jeong-min Hwang, Yu-mi Jeong, Ku Jin, Hae-gon Kim
Sunwoo é o homem de confiança de Kang, um poderoso chefão da máfia. Sua nova missão é vigiar a jovem namorada de Kang para descobrir se ela tem um amante. Ele a encontra com outro homem, mas resolve ajudá-los a fugir do mafioso. Kang manda matar Sunwoo, que reage com uma vingança brutal.

18h15 O mistério das duas irmãs
(Janghwa, Hongryeon, Coreia do Sul, 2003, 115min, digital)
direção: Kim Ji-Woon – elenco: Yeom Jeong-a, Im Soo-Jung, Moon Geun-Young, Kim Kad-su
Duas irmãs acabam de voltar de uma internação num hospital psiquiátrico. Sua recuperação entra em risco com a presença de uma madrasta cruel e de misteriosos acontecimentos ao redor delas.

20h15 O bom, o mau, o bizarro
(Joheunnom nabbeunnom isanghannom, Coreia do Sul, 2008, 129min, digital – 14 anos)
direção: Kim Ji-woon – elenco: Woo-sung Jung, Byung-hun Lee, Kang-ho Song, Ji-won Uhm
Na conturbada Manchúria dos anos 1930, um mapa do tesouro fará com que um caçador de recompensas, um assassino de aluguel e um bandido desclassificado travem um duelo para ver quem fica com ele.

Fonte:http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cinema_coreia.asp

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Publicado por em 25/07/2011 em Coreanos, Notícias

 

Festival coreano em SP

O centro cultural Qum está preparando um grande festival para o dia 06 de Agosto: o grande show “Fresh Festival“.

Este evento está sendo um dos assuntos mais quentes por estar trazendo também a Hallyu (onda coreana) que recentemente atingiu o Brasil.

Através do ‘Fresh Festival’, o Qum deseja introduzir uma diversidade de cultura musical aos jovens coreanos do Brasil e fazê-los se interessarem mais pelo seu país de origem, a Coreia do Sul. Além disso, o evento objetiva mostrar a cultura coreana aos brasileiros e outras nacionalidades, permitindo que os descendentes de coreanos tenham orgulho da sua origem.

Os convidados especiais para o ‘Fresh Festival’ são os cantores Tony Ahn e Byul.

 Tony Ahn foi o integrante de um dos maiores grupos ídolos da Coreia do Sul, o H.O.T (1996~2011), e em 2004 ele fundou a agência TN Entertainment, lançando o seu primeiro disco solo “Believe”. Em 2010 ele finalizou o serviço militar, e continua recebendo muito amor dos fãs nos dias de hoje.

Além dos cantores coreanos, os grupos cristãos do Brasil também se apresentarão no festival. Um deles é God’s Image, grupo de dança formado por 40 jovens e crianças, fundado em 2004 pelo Qum.

Outro grupo que se apresentará no ‘Fresh Festival’ é o Qum Choir, o qual foi criado meses atrás. Este é formado por jovens que gostam de cantar, e através de um treinamento profissional, o coral irá louvar a Deus com uma linda harmonia.

A abertura do festival será dada pelo Reborn Dance Crew, grupo de dança de rua que foi criado há 4 anos. Através da dança, os integrantes vem exercendo a sua missão como cristãos, apresentando-se em vários eventos. Todas as semanas, os 19 integrantes, incluíndo o líder Sung Ju Noh, se reunem no centro cultural para treinar. O Reborn já participou do programa de dança da SBT ‘Se Ela Dança Eu Danço’ e foi o único grupo asiático a chegar nas semi-finais da competição.

O ‘Fresh Festival’ que assim está sendo preparado, fornecerá uma grande energia aos imigrantes coreanos que possuem uma rotina árdua no Brasil e uma diversão diferente aos jovens descendentes.

Saiba mais informações sobre o evento e onde comprar seus ingressos:

Data do evento: 06 de Agosto de 2011 (Sábado)
Horário: As portas abrirão à partir das 17 horas. Mas o show começará às 18:00 horas
Local: 동양선교교회 IMOSP
Rua Mamoré, 71 Bom Retiro – São Paulo – Entrada pela Rua Prates.
*Ingressos: Assento Especial (logo à frente do palco): R$100,00.
**Assento Estudante (parte de trás) R$50,00.
Postos de Venda: QUM — Rua Lubavitch, 79 — Bom Retiro
Mercado Ottogui — Rua Três Rio, 245 — Bom Retiro
Mercado Lotte — Rua Prates, 354 — Bom Retiro
Restaurante BIGOL — Praça General Polidoro, 111 — Aclimação
Para mais informações contate: Qum 011-3337-1203.

Fonte:http://sarangingayo.com.br/2011/07/21/informacoes-do-show-fresh-festival-em-sao-paulo-sp/

 
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Publicado por em 25/07/2011 em Coreanos, Notícias

 

Alemanha empresta 100 milhões de euros a opositores líbios

Quantia deve ajudar o Conselho Nacional de Transição a reestruturar o país, fornecendo medicamentos e alimentos à população até que um novo governo seja legitimado

Karen de Freitas

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha anunciou, neste domingo (24), que enviará € 100 milhões aos opositores do governo líbio para que eles consigam reconstruir seu país. Com a verba, o Conselho Nacional de Transição (CNT) poderá socorrer à população da Líbia, que sofre com a falta de itens básicos, como alimentos e medicamentos.

“Por causa da Guerra de Muammar Kadafi contra seu próprio povo, a situação na Líbia é muito difícil”, justificou o ministro da pasta, Guido Westerwelle.

De acordo com Westerwelle, o valor do empréstimo será devolvido pela Líbia assim que o CNT eleja, democraticamente, um governo legítimo para o país e os fundos que o ditador árabe possui no exterior sejam descongelados.

Desde o início das revoltas, o governo alemão já disponibilizou € 15 milhões em ajuda humanitária para a população líbia.

Panorama

A revolta na Líbia contra o regime de Muamar Kadafi começou em fevereiro deste ano. Os rebeldes pedem a saída do ditador, no poder há 42 anos. Desde o mês de março, a Otan  realiza bombardeios nas áreas controladas por Kadafi –  ação que não recebeu apoio da Alemanha, contrária aos ataques liderados pelos EUA, Reino Unido e França.

O conflito líbio já é o mais prolongado e sangrento dos levantes da chamada “Primavera Árabe”.

Fonte: http://www.brasilalemanhanews.com.br/Noticia.aspx?id=1682

 
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Publicado por em 25/07/2011 em Notícias

 

Simpósio discute Mercosul

Evento organizado por pesquisadores brasileiros, argentinos e alemães comemora os 20 anos de existência do bloco

Karen de Freitas

Em comemoração aos 20 anos do Mercosul, estudiosos da Universidade Livre de Berlim, do Centro de Estudos de Literatura e Psicanálise Cyro Martins (CELPCYRO) e do Instituto Goethe de São Paulo organizaram um simpósio para discutir as dimensões culturais do bloco levando em consideração a perspectiva fronteiriça.

O encontro, que acontece no dia 8 de agosto na sede do Instituto Goethe na capital paulista, marcará também o lançamento do livro “Fronteiras da Integração: dimensões culturais do Mercosul”. A obra contém textos de pesquisadores brasileiros, argentinos e alemães, baseados em uma pesquisa conduzida pelos mesmos sobre a literatura, cinema, teatro, artes plásticas e poesia do Brasil, Argentina e Uruguai, que fazem fronteira entre si.

A programação do simpósio vai das 9h da manhã às 20h e conta com palestras sobre a política cultural da região, os perfis fronteiriços e a linguagem, além de um recital de piano. A entrada é franca.

Serviço:

Simpósio e lançamento de livro

8 de agosto, 9h às 20h
Goethe-Institut São Paulo
Rua Lisboa, 974
Entrada franca

Para mais informações, acesse http://www.goethe.de/ins/br/sap/ver/pt7809948v.htm

Fonte: http://www.brasilalemanhanews.com.br/Noticia.aspx?id=1676

 
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Publicado por em 25/07/2011 em Notícias

 

Circo da China comemora 60 anos com apresentação no Brasil

Estreia nesta quarta-feira (20), em São Paulo, a turnê do espetáculo Sky Mirage II, do Circo da China. A trupe completa 60 anos em 2011. Eles já passaram pelos cinco continentes, viajaram para 50 países diferentes e 200 cidades. Esta é a quarta vez que se vêm na capital paulista para um espetáculo inédito.

O Circo da China tem os 50 melhores acrobatas do mundo, que se dividem no palco em 15 números como contorcionismo, mergulho na argola e roda gigante. Treze deles têm menos de 16 anos. É na infância que eles começam a dar os primeiros passos em direção aos palcos. Eles moram no circo, estudam e treinam quase oito horas por dia.

O grupo passará por oito cidades brasileiras, apresentando uma megaprodução que teve investimento de US$ 5 milhões. São Paulo é a primeira cidade a receber a turnê, de 20 a 31 de julho. Depois, a trupe viaja para Ribeirão Preto (10 a 14 de agosto), Rio de Janeiro (18 a 21 de agosto), Belo Horizonte (24 a 28 de agosto), Brasília (31 de agosto a 4 de setembro), Fortaleza (8 a 11 de setembro), Recife (14 a 18 de setembro) e Natal (21 a 25 de setembro).

Serviço
Circo da China – Sky Mirage II
Local: Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro
Ingressos: R$ 50 a R$ 160
Informações: 4003-6464
Classificação indicativa: livre. Menores de 12 anos acompanhados de pais ou responsáveis.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/circo-da-china-comemora-60-anos-com-apresentacao-em-sp.html

 
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Publicado por em 25/07/2011 em Notícias

 

População asiática cresce 173%

O Brasil viveu, na última década, uma explosão da população de origem asiática, explicada em grande parte pelo retorno de brasileiros que moravam no Japão e pela chegada de imigrantes vindos principalmente da China. Dados do Censo 2010 apontam 2,084 milhões de residentes no País que se declararam de cor ou raça amarela – um aumento de 1,322 milhão de habitantes em relação ao ano 2000, equivalente ao município de Guarulhos. Em dez anos, os “amarelos” cresceram 173,7%. Embora a proporção ainda seja muito pequena, os orientais e seus descendentes passaram de 0,45% para 1,09% da população.

No novo desenho da distribuição dos asiáticos, o Nordeste, e não mais o Sudeste, apresentou a maior proporção de população amarela, embora em números absolutos a concentração continue no Sudeste. São Paulo, que tem a maior comunidade japonesa do País, deixou de ser o Estado com maior porcentual de asiáticos e descendentes e caiu para sétimo lugar, apesar de ter tido aumento no número absoluto.

A atração pelo Nordeste pode ser explicada pelo aquecimento econômico, com investimentos em infraestrutura e serviços e aumento da demanda por mão de obra. Na população nordestina, o número de amarelos subiu quase dez vezes: passou de 67 mil em 2000 para 631 mil em 2010. O Piauí passou a ser o Estado com maior proporção de asiáticos, com 2,3% da população total. Em Fortaleza, o aumento também foi impressionante, de 3,5 mil para 33 mil.

Embora detalhes do Censo 2010 sobre nacionalidade ainda não estejam disponíveis, alguns números oficiais dão pistas para o aumento da população amarela. Segundo o Ministério da Justiça, o número de chineses legalmente residentes no Brasil aumentou 25% entre 2009 e 2010, passando de 28,5 mil para 35,2 mil. O Censo 2000 registrou a presença de 15 mil chineses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,populacao-asiatica-no-brasil-cresce-173,748903,0.htm

 
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Publicado por em 25/07/2011 em Notícias

 

Coreanos no Brasil

Coreanos no Brasil

Oficialmente, a imigração coreana no Brasil teve seu início em 23 de fevereiro de 1963. Mas antes dessa data pequenos grupos de coreanos que haviam sido prisioneiros na Guerra da Coréia (1950-53), já haviam chegado ao Brasil. 
Os primeiros imigrantes (107 pessoas) vieram na condição de colonos agrícolas e chegaram ao porto de Santos, São Paulo. Eles vinham cheios de esperanças e sonhos em busca de novas oportunidades. 
Já no grande fluxo imigratório que ocorreu entre 1963 e 1974, a maioria dos coreanos optou por fixar seu domicílio nas cidades. Só uma pequena parte escolheu o campo, quer pela ausência de infra-estrutura para se dedicar à agricultura, quer pelos problemas enfrentados, como o dos posseiros ilegais da terra, que impediam a fixação dos imigrantes coreanos no campo. 
Segundo pesquisa realizada pela Policia Federal, estima-se que cerca de 50 mil imigrantes (sul-coreanos) vivem no Brasil. Atualmente, a grande maioria dos imigrantes coreanos está concentrada na cidade de São Paulo (96,84%: segundo a pesquisa de Choi (1991)) e na região do ABCD, em Campinas, Santos, e também nas outras capitais brasileiras como Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Brasília, etc.
Uma pesquisa sobre a procedência dos imigrantes da Coréia ainda não foi realizada, mas estima-se que quase 60% de imigrantes vêm da região sul (Kyungsan-Do) e central (Seul e Kyungki-Do) da Coréia do Sul. 
Os coreanos sofreram dificuldades na nova terra: os costumes e a cultura dos dois povos são bastante diferentes, assim como o idioma, o que provoca sérios problemas de comunicação. Eles, entretanto, superaram esses obstáculos e hoje estão começando a integrar-se no país através de seus filhos, que promovem a integração da cultura coreana com as tradições brasileiras.
A comunidade coreana é um dos mais recentes grupos de imigrantes na cidade. A primeira leva chegou no início dos anos 60, mas a comunidade não precisou de muito tempo para deixar sua marca nas cidades.

Os Coreanos em São Paulo
Os primeiros imigrantes coreanos que chegaram em São Paulo no início dos anos 60 se instalaram na Baixada do Glicério. Ali moraram e abriram seus negócios. Com o passar do tempo, a comunidade começou a mudar seu comércio para o Brás e o bairro preferido dos coreanos para morar passou a ser a Aclimação. Nos anos 90, o comércio atacadista e de produtos mais baratos se fixou no Brás, enquanto as lojas das confecções coreanas voltadas para a moda feminina mais sofisticada mudaram-se para o Bom Retiro. Por ter os seus negócios naquele bairro, boa parte da comunidade coreana mudou também suas residências para o Bom Retiro, que hoje é notadamente um bairro também de coreanos, que ali convivem com outras comunidades imigrantes com preferência pelo bairro, como os gregos e os judeus. 
Ao receber os coreanos, esses bairros também tiveram sua feição remodelada. Até então, eles estavam relativamente decadentes e mal cuidados, mas a chegada dos coreanos, com as modernas instalações de suas lojas e fábricas e as ofertas de artigos altamente competitivos, deram a esses bairros grande enfoque comercial, atraindo comerciantes e consumidores e transformando-os em uma referência no segmento. 

Vida Comunitária
A vida comunitária associada com as atividades religiosas (principalmente evangélicas), industriais e comerciais resultou na criação de várias associações coreanas de cunho religioso, cultural, esportivo ou representativo. Entre elas, destacam-se a Associação Brasileira dos Coreanos, entidade civil representativa da comunidade coreana no Brasil; a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Coréia; a Associação Brasileira dos Desportistas Coreanos; além de várias igrejas protestantes, uma igreja católica e um templo budista. 
Atualmente as lideranças coreanas no Brasil estão empenhadas em ampliar a integração dos imigrantes com a sociedade brasileira, através de maior abertura cultural e convívio estreito com as comunidades locais. Um exemplo é o caso do Conseg-Bom Retiro (Conselho Comunitário de Segurança-Bom Retiro), cuja presidência é ocupada por um coreano naturalizado brasileiro. Outro exemplo é a Escola Polilogos, também no Bom Retiro, construída com recursos da comunidade e do governo coreano, aberta a brasileiros e coreanos, que oferece o ensino fundamental nos dois idiomas. Há também muitas atividades beneficentes realizadas tanto pela Associação Brasileira dos Coreanos, como pelas entidades religiosas da comunidade. Ações que são maneiras de formar parcerias com as pessoas e com o país que acolheu tão hospitaleiramente os imigrantes que chegaram da Coréia. 
As datas principais comemoradas pela Comunidade Coreana em São Paulo são: 
– 01 de janeiro: Ano Novo
– 12 de fevereiro: Dia da Imigração Coreana
– 15 de agosto: Dia da Independência da Coréia (data nacional) 

Cultura Coreana no Brasil

Os imigrantes coreanos trouxeram para o Brasil as suas artes marciais, o taekondô e o hapkidô. Atualmente, o taekondô é bastante popular no Brasil. 
1)TAEKONDÔ 
Esta arte marcial foi criada há dois mil anos na península onde hoje estão a Coréia do Sul e a Coréia do Norte. A origem do Taekondô se confunde com a própria história do povo coreano, e a luta é considerada uma manifestação cultural do país. Atualmente, o taekondô é um esporte Olímpico e está nos Jogos Pan-americanos e Sul-americanos. É praticado em mais de 160 países, e está espalhado pelos cinco continentes. A tradução de taekondô quer dizer “o caminho dos pés e das mãos”. De acordo com sua filosofia, só há três razões para usar suas habilidades: para defesa pessoal ou da família, para defesa de sua equipe de arte marcial em torneios e para defesa de seu país. 
1-1) O taekondô no Brasil 
O taekondô foi introduzido no Brasil em 1970 com a chegada do Grão-Mestre Sang Min Cho. Ele não sabia falar português, nem tinha qualquer conhecimento da cultura brasileira, mas inaugurou a primeira academia do país, em São Paulo, no bairro da Liberdade. Através do Grão-Mestre Sang Min Cho começaram a chegar outros mestres coreanos para começar a expansão do taekondô no Brasil. Rapidamente, o taekondô se tornou uma das artes marciais mais populares entre nós. 

2) HAPKIDÔ 
O hapkidô é uma arte marcial relativamente nova, mas com raízes antigas. Utiliza movimentos circulares, chutes, socos, quedas, técnicas de desequilibrar o oponente, arremessar e redirecionar a energia em vantagem do praticante. Em estágios mais avançados, usa o manejo de armas como espadas, bastões, bengalas, leques e nunchacos. 
2-1) O hapkidô no Brasil
O hapkidô chegou ao Brasil no final dos anos 60. Em 1971, o Mestre Park Sung Jae veio oficialmente para São Paulo, representando a Korea Hapkido Association, especialmente para dar aulas ao exército brasileiro. 

Atualmente, quando se fala em confecção feminina, lembra-se imediatamente dos coreanos. Apesar de estarem presentes em várias outras áreas de atividade, é com o ramo de confecções que os coreanos ficaram conhecidos pelos paulistanos. A presença coreana nesse ramo é mesmo marcante: de cada três peças de moda feminina produzidas no Brasil, uma sai de uma confecção coreana. E mais de 70% da comunidade está envolvida com o ramo têxtil. Estima-se que existam mais de mil confecções coreanas no Bom Retiro e outras oitocentas no Brás. As lojas de boa parte de comerciantes coreanos foram compradas de imigrantes judeus, que até a o início dos anos 70 dominaram o comércio do Bom Retiro.
No Bom Retiro, que tem 1800 lojas, os coreanos já controlam 70% dos pontos-de-venda e, no bairro do Brás, sua participação é de 20%, no total dos cinco mil estabelecimentos.
Entre as várias atividades econômicas dos imigrantes coreanos, destacam-se a indústria e o comércio de artigos de vestuário, comércio varejista, indústria e comércio de produtos eletroeletrônicos, comércio exterior, profissões liberais (engenheiros, arquitetos, médicos, advogados, dentistas, artistas), além de expressiva presença (proporcionalmente à sua população) no quadro do funcionalismo público (delegados de polícia, promotores, juízes federais e estaduais, fiscais estaduais e federais de reita). 
Além de imigrantes, há outros grupos coreanos residentes no Brasil, como estudantes universitários que vêm para aprender português (HanKuk University of Foreign Studies e Pusan University of Foreign Studies) e os empregados de órgõs públicos, empresas publicas e privadas coreanas que vêm trabalhar temporariamente em suas instalações locais.
Segundo o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Coréia, Thomaz Choi, uma possível explicação pela predileção dos coreanos pela confecção é que o coreano é dedicado, trabalha muito, é rápido, mas quer resultados igualmente rápidos. E a área de confecção, apesar de muitas vezes exigir até vinte horas de trabalho, oferece um retorno rápido de todo esse investimento. Segundo a informação do ex-presidente da Associação Brasileira dos Coreanos (2003), as lojas coreanas empregam cerca de 60 mil pessoas em São Paulo.
Os principais meios de comunicação e publicações da Comunidade Coreana por meio da língua coreana em São Paulo. 
– Jornais diários e semanais: CHO SUN, DONG-A, HAN KOOK, JOONG ANG, JORNAL FASHION, NAMIRO, NEWS BRASIL, SÃO PAULO JOURNAL. 
– Revista: IDEALISMO E CULTURA 
– Canal de Televisão: TV CORÉIA, YTN (real time via satélite)
– Web Site: http://www.kol.com.br, http://www.hanin.com.br, www.hanaro.com.br

Fonte: http://www.labeurb.unicamp.br/elb/asiaticas/leiamais_coreano.html

 
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Publicado por em 14/07/2011 em Coreanos